Giannis Antetokounmpo e Luka Doncic juntos parece coisa de modo rebuild em videogame — mas, ao menos no campo das especulações, não é tratado como impossível. O jornalista Jake Fischer levantou a hipótese de o Lakers estar entre os times que podem se envolver em uma eventual corrida por Giannis, reforçando a fama de Los Angeles de sempre “caçar estrelas”.
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Em participação no Bleacher Report, Fischer citou três franquias que, na visão dele, podem estar envolvidas: o Raptors, o Lakers e o Nets. No mesmo comentário, ele afirmou que o Lakers é “o time que persegue estrelas” e lembrou que Giannis teve interesse em jogar com Luka em 2020, quando Doncic ainda estava no Mavericks.
O contexto do comentário de Fischer
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Fischer descreveu a ideia como algo que Giannis “tinha no radar” naquele período, ainda que isso já tenha sido há seis anos. Mesmo assim, a especulação ganha nova vida em 2026 por um motivo simples: o caminho para uma parceria com Luka continuaria existindo, e agora em um mercado ainda maior, com todo o peso de Los Angeles.
É importante separar as camadas do rumor. Uma coisa é a lógica do Lakers ligar para qualquer estrela disponível, algo que o próprio Fischer enfatizou (“eles sempre ligam”). Outra bem diferente é existir negociação concreta, alinhamento de vontade do jogador e um pacote que faça sentido para o Bucks.
Por que o Lakers entra nesse tipo de conversa
O texto de Fischer sustenta que o Lakers teria “segurado” seus ativos, o que deixaria a franquia em posição de entrar em um eventual “sweepstakes” por Giannis. Mas, como sempre acontece em cenários de superestrela, há um fator decisivo: para o sonho sair do papel, Giannis precisaria sinalizar — de forma clara — que quer a diretoria de Los Angeles em conversas com a de Milwaukee. Sem esse empurrão do próprio jogador, a franquia que o detém tende a priorizar o melhor pacote disponível, não necessariamente o destino preferido do atleta.
Outro ponto levantado é o timing. A hipótese é de que uma conversa desse tamanho teria mais chance de acontecer na offseason do que imediatamente, principalmente porque o Lakers poderia ter mais flexibilidade de capital de Draft e meios para estruturar um pacote mais competitivo.
Se acontecer, como seria montar um contender com Luka e Giannis
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Na visão apresentada, montar um candidato ao título com dois dos cinco melhores jogadores da liga não seria a parte difícil. A ideia é que, quando você já tem talento geracional nesse nível, grande parte do “trabalho pesado” está feito: o time naturalmente atrai veteranos, especialistas e jogadores de rotação que buscam vitrine, papel definido e chance real de competir.
A lógica é bem prática: vender para um role player a oportunidade de atuar no mercado de Los Angeles ao lado de Doncic e Antetokounmpo cria um argumento forte em free agency, especialmente para atletas que querem aumentar valor para o próximo contrato. Em português claro: faça o seu, apareça em jogos grandes, e o próximo salário tende a agradecer.
O alerta: idade e histórico recente de lesões
O texto também coloca um freio necessário na empolgação: Giannis tem 31 anos e estaria vivendo uma temporada marcada por lesões. Como o atleticismo é parte central do jogo dele, qualquer sinal de queda física precisa ser levado a sério. Isso não significa que ele deixe de ser um jogador capaz de mudar o rumo de uma franquia, mas sugere que uma eventual troca exigiria avaliação cuidadosa de saúde e projeção de longevidade.
Se a oportunidade aparecer, é improvável que o Lakers passe. A franquia tem histórico de se colocar na conversa por estrelas e, como Fischer resumiu, “eles sempre ligam”. Mas, para que a ideia de 2020 finalmente se concretize em 2026, o ponto central é outro: Giannis precisaria deixar claro ao Bucks que ainda quer jogar com Luka Doncic — e que Los Angeles é o destino que ele pretende priorizar.