Em busca de soluções para o setor mais carente do elenco, o Lakers segue monitorando opções para ocupar a posição de pivô titular na próxima temporada. Um nome que ganha força é o de Walker Kessler, jovem promessa do Utah Jazz que se destaca por sua presença defensiva e eficiência no garrafão.

Perfil defensivo e eficiência de Kessler agradam à diretoria do Lakers

Walker Kessler, do Utah Jazz, tenta uma finalização sob forte marcação dos jogadores do Los Angeles Lakers durante partida da NBA.

Walker Kessler completa 24 anos em julho e, embora não seja um pivô atlético no estilo “explosivo”, compensa com instinto defensivo apurado, leitura de jogo e consistência nos rebotes. Na última temporada, ele teve médias de 11,1 pontos, 12,2 rebotes e 2,4 tocos por jogo, com 66,3% de aproveitamento nos arremessos de quadra.

Além disso, sua capacidade de finalizar perto da cesta e ser uma ameaça constante em lobs encaixa bem ao lado de Luka Doncic, potencializando o ataque em situações de pick-and-roll e infiltrações.

Utah Jazz avalia abrir negociação por Walker Kessler

Walker Kessler, do Utah Jazz, tenta bloquear um arremesso de um jogador do Los Angeles Lakers durante partida intensa da NBA sob a tabela.

Segundo a jornalista Sarah Todd, do Deseret News, o Utah Jazz estaria mais aberto a negociar alguns de seus principais jogadores, incluindo Kessler e Lauri Markkanen:

“Fontes da liga acreditam que o Jazz será ativo nas próximas semanas e disposto a ouvir ofertas envolvendo escolhas do Draft de 2025 e jogadores do elenco atual.”

Anteriormente considerado intocável, Kessler agora entra nas conversas, especialmente por estar prestes a se tornar elegível para uma extensão contratual. Seu salário de menos de US$ 5 milhões para a temporada 2025-26 torna o negócio viável financeiramente para os Lakers, embora o Jazz provavelmente peça compensação alta em escolhas de Draft.

Rivalidade com Danny Ainge pode influenciar a negociação

Danny Ainge, executivo do Utah Jazz, observa atentamente uma partida da NBA das arquibancadas, usando boné branco e jaqueta esportiva, com expressão concentrada e braços cruzados.

Um fator curioso e que pode complicar a operação é a figura de Danny Ainge, CEO do Jazz. Ainge foi jogador do Boston Celtics nos anos 1980 e enfrentou o Lakers em três Finais da NBA, cultivando uma rivalidade histórica. Embora tenha colaborado com os californianos na negociação por Luka Doncic em fevereiro, não seria surpresa se dificultasse uma transação direta com os antigos rivais.

Walker Kessler é o reforço ideal para JJ Redick?

O técnico JJ Redick deseja montar um time com defesa sólida no garrafão, versatilidade ofensiva e capacidade de cobrir Luka Doncic em situações defensivas. Kessler encaixa em todos esses quesitos. Com salário acessível e margem de crescimento, pode ser o nome certo para reestruturar o setor mais vulnerável do elenco.

Agora, resta saber até onde o Lakers estaria disposto a abrir mão de escolhas de Draft, ou se haverá necessidade de envolver um terceiro time para tornar o negócio mais atrativo ao Jazz.