26 de Janeiro de 2026 postado por Renato Campos
O Lakers quer montar um time candidato ao título ao redor de Luka Doncic, mas isso exige mudanças significativas: abrir espaço no teto salarial, liberar vagas no elenco e trocar peças para elevar a qualidade ao redor do camisa 77.
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Por que mudanças grandes são inevitáveis
A tendência é que o Lakers tenha uma cara completamente diferente já na próxima offseason. O time está se preparando para ter cap space e vagas abertas no elenco, algo que, na prática, significa uma coisa: para cada reforço que entra, alguém precisa sair. E, com Doncic como centro do projeto, a franquia busca um elenco com funções mais claras, mais espaçamento para o ataque fluir, mais alas capazes de marcar no perímetro e um pivô que combine com o estilo de criação do esloveno.
O próprio cenário contratual empurra Los Angeles nessa direção. LeBron James, Austin Reaves, Gabe Vincent, Maxi Kleber e Jaxson Hayes podem virar free agents irrestritos na offseason. Além deles, Deandre Ayton e Marcus Smart ainda podem se juntar a esse grupo caso recusem suas player options. Mudanças estão a caminho.
O que o Lakers quer manter (e o que quer melhorar) ao redor de Luka Doncic
Alguns movimentos são considerados óbvios dentro do planejamento: o Lakers quer manter Austin Reaves como co-estrela de Luka, apostando que a dupla pode sustentar um ataque de alto nível por anos. Ao mesmo tempo, a franquia quer elevar o nível de arremesso de três e defesa ao redor de Luka, especialmente com jogadores que não precisem da bola para impactar e que consigam segurar trocas defensivas sem quebrar o esquema.
Com essa lógica, cresce a expectativa de que algumas peças atuais não iniciem a temporada 2026-27 em Los Angeles, seja por fim de contrato, troca, encaixe ou redirecionamento do projeto. A seguir, seis nomes apontados como prováveis saídas.
5. Maxi Kleber
Maxi Kleber chegou a Los Angeles vindo do Mavericks na troca envolvendo Luka, mas a disponibilidade física virou o principal obstáculo. Ele só entrou em quadra no último jogo dos playoffs da temporada passada e, neste ano, apareceu em apenas 20 partidas. Nessa condição, caso siga na NBA, a avaliação é que Kleber teria de aceitar um contrato mínimo, o que muda o tipo de papel que ele consegue ocupar em um time que quer profundidade para competir no topo.
Aos 33 anos, também existe o cenário de aposentadoria ou de retorno à Europa. A amizade com Luka poderia até pesar para um lugar no fim do banco, mas isso parece improvável se a diretoria estiver mesmo comprometida em maximizar cada vaga do roster com peças mais confiáveis e com melhor disponibilidade. A leitura é que Kleber deve sair do elenco de um jeito ou de outro.
4. Dalton Knecht
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Dalton Knecht apareceu como um caso emblemático: ele foi envolvido em uma negociação com Charlotte no acordo por Mark Williams, mas o negócio acabou rescindido. Isso marcou o início do fim para o ex-escolha de primeira rodada em Los Angeles.
Knecht chegou à NBA com rótulo de arremessador e pontuador, mas não conseguiu sustentar essa promessa, enquanto a defesa também não evoluiu o suficiente para ganhar confiança e minutos. Mesmo com mais dois anos de contrato de calouro, a expectativa é que o Lakers tente colocá-lo em pacotes de troca. A percepção é que ele ainda tem potencial, mas provavelmente precisa de outro contexto para desenvolvê-lo, e a urgência competitiva do projeto com Luka reduz a margem para “espera”.
3. Rui Hachimura
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Rui Hachimura recebe um salário bem objetivo: ele ganha US$ 18,2 milhões no último ano de contrato, e o Lakers não o estendeu. Isso sinaliza como a franquia o enxerga. Se fosse um pilar de longo prazo, a renovação teria vindo e o papel dele seria mais central no plano de jogo.
Los Angeles tem usado Rui vindo do banco para ampliar as chances de pontuação da segunda unidade, mas há um problema de encaixe quando Luka está em quadra: Hachimura e LeBron acabam tendo sobreposição de matchups defensivos, o que gera um ajuste mais “duro” e menos fluido. Existe a hipótese de abrir espaço para Rui se o time deixar LeBron sair, mas a leitura é que o Lakers busca um perfil mais claro de 3-D nessa posição, alguém que marque mais e espaçe de forma mais consistente ao redor de Luka.
2. Deandre Ayton
Deandre Ayton é descrito como uma solução de curto prazo na posição 5, e mais curta do que o esperado. Ele já vem sendo “sacado” em momentos importantes, e que a falta de esforço e produção tem prejudicado o time, repetindo padrões que parte dos torcedores diz ter visto em Phoenix e Portland.
O que o Lakers quer, pensando em Doncic, é um pivô que corra para a cesta, finalize em roll, proteja o aro e limpe o rebote. A argumentação usa um exemplo: Luka faz Jaxson Hayes parecer melhor; então, com um talento two-way realmente forte, o impacto poderia ser enorme. Ayton tem uma player option de US$ 8,1 milhões para a próxima temporada, e o cenário projetado é o seguinte: se ele optar por ficar, o Lakers tentará trocá-lo, porque o encaixe “não está lá”. A expectativa é que ele esteja em outro time quando o próximo training camp começar.
1. LeBron James
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O nome mais pesado da lista é LeBron James. Ao optar por exercer a player option de US$ 52,6 milhões, a leitura foi que a parceria com o Lakers se aproximava do fim, já que não houve conversas sobre um contrato mais longo. LeBron tem cláusula de veto a trocas, mas o panorama pode mudar na offseason: se ele não quiser aceitar um corte salarial significativo, tenderia a buscar um novo destino.
O Warriors já aparece como rumor de interessado, e não seria o único. LeBron ainda consegue números de alto nível, mas analisando mais detalhadamente, sua defesa e impacto geral estariam caindo. E, do ponto de vista do plano do Lakers, há uma questão de cronograma: seria difícil montar um contender “sério” ao redor de Luka e LeBron ao mesmo tempo, especialmente se a franquia também planeja manter Austin Reaves como parte central do projeto.
Um Lakers mais agressivo no mercado e com o foco total em Luka
A projeção é de um Lakers agressivo na free agency e no mercado de trocas, disposto a usar múltiplas escolhas de primeira rodada e a preencher buracos claros do elenco para transformar o time em um candidato real. Se a franquia está comprometida em construir ao redor do numero 77, as decisões vão priorizar encaixe, defesa e arremesso, e isso normalmente significa mexer em nomes relevantes, contratos médios e até em pilares de era.
Em resumo: a offseason promete uma reformulação completa. E, no centro de tudo, estará a responsabilidade do front office, com Rob Pelinka como figura-chave, de encontrar as peças certas para que o projeto com Luka Doncic não seja apenas promissor no papel, mas dominante na prática.




