Bronny James ficou sem entrar nos dois últimos jogos do Lakers, contra o Clippers e o Jazz, por decisão técnica. Na estreia, tinha jogado 7 minutos. A saída coincide com a chegada de Collin Sexton à rotação e reabre a discussão sobre o lugar dele no elenco.
O que mostram os três jogos
Na estreia contra o Warriors, Bronny entrou com o jogo resolvido e ficou 7 minutos em quadra. Fez 2 pontos, acertando o único arremesso que tentou, cometeu duas faltas e perdeu uma bola. Foi a última vez que o nome dele apareceu com minutos no box score.
Contra o Clippers, na sexta, e contra o Jazz, no domingo, a súmula registrou a mesma coisa: fora por decisão técnica. Jaden Hardy, outro armador que disputa espaço no fim do banco, teve o mesmo destino nas duas partidas. JJ Redick encurtou a rotação para nove e dez jogadores, e o Lakers venceu as duas.
A chegada de Sexton mudou a conta
A virada aconteceu no jogo em que Collin Sexton estreou pelo Lakers. Ele não tinha jogado contra o Warriors e entrou na rotação a partir do clássico com o Clippers. Desde então, somou 36 minutos e 18 pontos, com 13 deles em Salt Lake City, na noite dos 52 de Luka Doncic.
Com Sexton e Quentin Grimes dividindo os minutos de armação vindos do banco, sobrou pouco espaço atrás de Doncic e Austin Reaves, que jogaram 36 minutos ou mais nos dois últimos jogos. Grimes jogou 27, 31 e 20 minutos nas três partidas. É nessa fila que Bronny perdeu o lugar.
O resto da rotação também ficou mais curto. Jake LaRavia e Sandro Mamukelashvili cobrem as posições de frente, Kevon Looney entra por poucos minutos como pivô reserva, e Matisse Thybulle e Ziaire Williams seguem como titulares. Com nove ou dez nomes fixos e o time vencendo, Redick não tem motivo para mexer no que está funcionando.
O que Redick já tinha dito
O aviso veio na pré-temporada. Depois da derrota para o Warriors em Las Vegas, Redick fez a avaliação mais direta sobre o armador desde o começo do training camp: “Acho que ele não jogou bem nos quatro jogos da pré-temporada, mas tem feito bons treinos.” Na mesma conversa, disse que o grupo em que Bronny jogava, cheio de atletas de contrato two-way, não ajudava.
Os números daquela fase pesaram. Em quatro jogos, ele somou 11 pontos em 70 minutos, com 4 acertos em 15 arremessos e 12 erros de posse de bola, quase o mesmo número das 13 assistências.
O que pode mudar agora
A semana pode abrir uma brecha. O Lakers recebe o Blazers à 0h desta quarta e, na noite seguinte, enfrenta o Clippers no Intuit Dome. Duas noites seguidas costumam obrigar o técnico a poupar alguém, e é nesse tipo de jogo que o fim do banco ganha minutos. Thiero e Cameron Carr estão fora, o que diminui ainda mais as opções.
Se a fila não andar, há outro caminho. Bronny passou boa parte da temporada de calouro na G League, e o Lakers acaba de mandar Carr para o Coachella Valley Lakers, o time de desenvolvimento da franquia. Mandar Bronny James para lá daria a ele os minutos que não aparecem no time principal.
A dispensa, por outro lado, não economiza nada. O salário desta temporada, de US$ 2,296 milhões, ficou totalmente garantido em junho, e o contrato tem uma opção do time de US$ 2,49 milhões para 2027-28. É nesse ponto, e não agora, que o Lakers pode encerrar o vínculo sem custo extra. Até lá, a pergunta é mais simples: quantos minutos sobram para ele em um time invicto que já achou a sua rotação.