O Lakers conheceu um dos seus projetos de armador do jeito mais direto: vendo o jogador brilhar contra o time. JJ Redick contou nesta semana como a diretoria correu para fechar com Chris Mañon depois de uma liga de verão e deixou claro que o Lakers aposta alto no desenvolvimento dele.
O que Redick contou
Perguntado sobre Mañon depois da vitória de quinta sobre o Kings, Redick fez questão de detalhar a história, reproduzida pelo Lakers Nation.
“Gosto muito do Chris. A gente o trouxe para um treino antes do draft, acho que talvez para dois. Depois ele estava com o Golden State no California Classic e se destacou de verdade contra a gente, então começamos a trabalhar nisso praticamente na hora com o agente dele, porque ele não tinha contrato de two-way. Então estamos investindo nele, no desenvolvimento dele, na carreira dele.”
JJ Redick, técnico do Lakers
O California Classic é o torneio de verão disputado na Califórnia antes da liga de Las Vegas. Mañon jogou tão bem com a camisa do Warriors contra o Lakers que a diretoria correu para fechar com ele.
O defensor que o Lakers formou
Desde então, Mañon virou um projeto da casa. Na temporada passada, com contrato de two-way, ele jogou 9 partidas pelo Lakers, quase sempre nos minutos finais, e passou a maior parte do tempo no South Bay Lakers, o time da franquia na G League. Lá, foi eleito para a seleção de defesa da liga, com 10,3 pontos, 5,6 rebotes, 2,2 assistências e 2 roubos de bola por jogo.
A defesa na marcação da bola é o ponto forte. O desafio é o arremesso: na G League, ele acertou só 32% das bolas de três, em pouco mais de duas tentativas por jogo. Na liga de verão deste ano, pelo Lakers, subiu para 38,5%, sinal de evolução.
A pré-temporada
Mañon aproveitou os minutos que ganhou na preparação. Na estreia, contra o Kings, em Sacramento, fez 12 pontos e 5 rebotes em apenas 12 minutos, indo 10 vezes para a linha de lance livre. Contra o Warriors, na derrota pesada, somou 7 pontos, 4 rebotes e 2 roubos de bola. Redick separou as duas atuações: “Achei que ele jogou muito bem contra o Sacramento. Não acho que nenhum dos nossos armadores jogou bem contra o Golden State.”
Ao todo, são 21 pontos, 9 rebotes e 4 roubos em 40 minutos, mais tempo de quadra que Matisse Thybulle, Jarred Vanderbilt e Dalton Knecht na pré-temporada.
Fora da conta do corte
Por ter contrato de two-way, Mañon não entra na conta dos 15 jogadores do elenco principal, que obriga o Lakers a cortar um nome até 19 de outubro, como explicamos no especial sobre quem sai do elenco. Ele divide as três vagas de two-way com Arthur Kaluma e AK Okereke e pode ser chamado para jogos da NBA ao longo da temporada.
Para subir de patamar, Mañon precisa de duas coisas: manter a defesa que já chama atenção e firmar o arremesso de longe. Se conseguir, o “investimento” de que Redick falou pode render um armador defensivo barato para a rotação, exatamente o tipo de peça que um elenco ainda em formação precisa ter à mão. O próximo teste é na terça, contra o Warriors, em Las Vegas.