No All-Star Weekend, LeBron James fugiu de qualquer pergunta sobre o próprio futuro na NBA. Não cravou aposentadoria, não falou em renovar com o Los Angeles Lakers e também não alimentou o papo de volta ao Cleveland Cavaliers. Só que o silêncio dele não impediu o resto da liga de incendiar o assunto. Entre todas as possibilidades, uma ganhou força nos bastidores: LeBron aceitar um último capítulo em Cleveland para um “tour de despedida” ao lado de um elenco pronto para brigar por título.
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Especulação pesada: Cavs como destino nº 1 fora do Lakers
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As três perguntas em volta de LeBron hoje são simples, mas gigantes: ele se aposenta ao fim da temporada? renova com o Lakers? ou volta para o Cleveland Cavaliers? Segundo Tim MacMahon, da ESPN, existe uma “especulação desenfreada” na liga de que a terceira opção está bem viva. A ideia de um retorno para casa, com narrativa pronta de despedida e legado fechado em alto estilo, é tudo o que a NBA adora transformar em novela de primeira linha.
Só que, diferente de outras fases da carreira de LeBron, agora não é só “querer” que resolve. O grande obstáculo atende por dois nomes que fazem qualquer front office suar frio: teto salarial e, principalmente, segundo apron. O Cavs até cortou salário na trade deadline, mas ainda carrega hoje a folha mais cara da liga e é o único time acima do segundo apron de US$ 207,8 milhões. E isso muda completamente o tipo de contrato que o time consegue oferecer para LeBron na próxima offseason.
Segundo apron: por que o Cavs só consegue dar mínimo se não mexer na folha
Se o Cleveland Cavaliers seguir acima do segundo apron em 2026-27, o máximo que poderá colocar na mesa para LeBron em agência livre é o salário mínimo de veterano. Pela experiência de 10+ anos, ele receberia algo em torno de US$ 3,9 milhões, embora o impacto no cap ficasse abaixo de US$ 2,5 milhões. Do ponto de vista do Cavs, seria o cenário perfeito: encaixar LeBron pagando pouco e mantendo o resto do elenco intacto.
Mas essa é a pergunta que ninguém consegue responder hoje: LeBron, aos 41 anos, ainda jogando em nível alto (22 pontos, 7,1 assistências e 5,8 rebotes por jogo), aceitaria um contrato mínimo só para viabilizar o conto de fadas? Se a resposta for não, o caminho passa por sair do segundo apron. Para ter acesso à exceção de meio nível dos pagadores de taxa (a taxpayer mid-level de US$ 6,1 milhões), o Cavs precisa ficar abaixo desse limite e se manter assim até 30 de junho de 2027.
Na prática, isso significa mexer em contratos como os de Max Strus (US$ 16,7 milhões) ou Dennis Schröder (US$ 14,8 milhões) nesta offseason. O próprio GM Koby Altman já admitiu que o front office sabia que cairia no segundo apron nesta temporada, mas montou “estratégias diferentes” para sair dali se fosse necessário. Citar as trocas de De’Andre Hunter e Lonzo Ball como forma de “enxergar o caminho” deixa claro: se LeBron der o sinal verde, o Cavs tem um plano para abrir espaço rapidamente.
Quanto LeBron quer ganhar? do MLE mínimo ao caos do primeiro apron
Se LeBron topar o mínimo ou algo próximo do MLE de US$ 6,1 milhões, a engenharia é complicada, mas administrável. O problema cresce de tamanho se ele quiser algo maior. Usar a non-taxpayer mid-level de US$ 15,1 milhões (ou até parte dela) significaria ser hard-capped no primeiro apron. Hoje, as projeções colocam o Cavs quase US$ 15 milhões acima dessa linha para 2026-27 — e isso sem contar um hipotético salário de LeBron.
Para chegar nesse cenário, o time teria que abandonar a zona de “ajustes finos” e partir para mudanças estruturais. O nome mais óbvio em qualquer discussão de troca é Jarrett Allen. Envolvê-lo em um sign-and-trade por LeBron, por exemplo, também hard-capa o time no primeiro apron, mas abre espaço real para pagar mais ao veterano. A questão é: o Cavs estaria disposto a desmontar parte de sua base jovem por um ou dois anos de LeBron? E LeBron estaria disposto a aceitar menos dinheiro — ou menos segurança de longo prazo — em troca desse retorno?
Cavs mandando sinais e o peso esportivo de um “último tiro” com LeBron
Em paralelo à matemática do teto, os sinais políticos já foram dados. De acordo com Dave McMenamin, da ESPN, o Cleveland Cavaliers “receberia LeBron de braços abertos” se ele quisesse voltar neste verão. Dentro de quadra, Donovan Mitchell já deixou claro durante o All-Star Weekend que adoraria atuar ao lado dele. Some isso à possibilidade de montar um núcleo com LeBron, Mitchell, James Harden e Evan Mobley, e o quadro fica claro: seria o tipo de “all in” que você considera seriamente, principalmente se houver dúvidas sobre a renovação de Mitchell no longo prazo.
LeBron, mesmo sem estar no auge absoluto, ainda é o tipo de jogador por quem as franquias “movem montanhas” quando percebem uma chance real de assiná-lo. Para ele, um time pronto para brigar por título imediato, em Cleveland, com espaço para organizar uma despedida em clima de celebração, é um argumento pesado — sobretudo se a confiança na candidatura ao título do Lakers estiver abalada. O que segura ou libera esse movimento, no fim, é uma só coisa: o quanto ele está disposto a abrir mão financeiramente.