O Lakers enfrenta o Kings hoje, segunda-feira, as 23h de Brasilia, com transmissao pelo NBA League Pass, no primeiro jogo da pre-temporada em Sacramento, capital da Califórnia. O resultado não conta. O interesse está em quem recebe minutos, em como o técnico JJ Redick distribui a rotação e em como as peças novas se encaixam. Os cinco jogos de pré-temporada estão no nosso guia da pré-temporada.
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Três jogos em quatro dias mudam a conta dos minutos
O Lakers abre a semana com jogos em dias seguidos e volta à quadra na quinta-feira: são três jogos em quatro dias. O calendário foi montado pelo próprio time, e, segundo o Silver Screen and Roll, a escolha não parece agradar ao técnico. Em pré-temporadas anteriores, as estrelas jogaram só uma de três partidas. O quinteto completo hoje não é garantia.
Luka Doncic, Austin Reaves e Walker Kessler são os titulares certos. As outras duas vagas seguem abertas: Redick ainda não anunciou o quinteto, e Quentin Grimes, Ziaire Williams, Matisse Thybulle e Adou Thiero disputam os lugares. Não há lesões na lista oficial. Se Doncic e Reaves ficarem pouco tempo em quadra, o jogo passa a ser dos reservas e dos jogadores de contrato duplo, que dividem a temporada entre a NBA e a G League.
Foi desse grupo que Redick mais falou no sábado. Chris Mañon, que ele vê como híbrido de armador e ala, foi “fantástico nos últimos dois dias nos coletivos”, disse o técnico após o treino. Arthur Kaluma e AK Okereke chamaram atenção pela força física e entram no plano como alas de marcação e arremesso de três. Para Redick, a sobreposição de funções é vantagem, porque desenvolver Adou Thiero, Cam Carr e esses nomes eleva o teto do time em um ou dois anos.
Bronny James também tem algo a provar. Na terceira temporada, ele já é o terceiro jogador há mais tempo no elenco, atrás apenas de Reaves e Jarred Vanderbilt, e ainda briga por vaga na rotação. “O AR vive me chamando de veterano, e eu penso: é, pode ser”, disse Bronny no sábado, ao contar que chega todo dia tentando evoluir como armador.
“Há um pouco de redundância nos nossos jogadores de contrato duplo neste ano, e vemos isso como algo muito bom. Se conseguirmos desenvolver Adou, Cam e esses garotos em jogadores funcionais de rotação na NBA nos próximos 12 a 24 meses, isso muda o nosso teto.”
JJ Redick, técnico do Lakers, no sábado (3), após o treino
O Kings de Sabonis e LaVine e o que vale um jogo de pré-temporada
Do outro lado, a ESPN projeta o Kings com Darius Acuff Jr. na armação, Zach LaVine e De’Andre Hunter nas alas, Keegan Murray como ala-pivô e Domantas Sabonis no garrafão. Também é uma projeção feita pela ordem do elenco, sem jogo disputado. O time da casa não tem lesão na lista oficial.
Se os titulares se enfrentarem, Kessler contra Sabonis é o duelo que mais informa sobre o garrafão do Lakers nesta largada. Na outra ponta, quem ganhar uma das vagas abertas no quinteto vai ter Keegan Murray pela frente, um bom teste contra um adversário da mesma conferência.
O calendário curto também explica o peso de cada jogo da pré-temporada. O Lakers tem cinco jogos de pré-temporada, um a menos que no ano passado, e Redick vê ganho nisso. “Acho que tivemos seis treinos de verdade na pré-temporada do ano passado. Neste ano, vamos ter pelo menos 12”, disse o técnico no sábado. Com mais tempo para ensinar, cada jogo vira vitrine para definir funções.
Para alguns, a vitrine vale contrato. Ziaire Williams e Matisse Thybulle assinaram por um ano, e o Silver Screen and Roll lembra que o Lakers terá caminhos no teto salarial para renová-los se a temporada for boa. Thybulle é um dos nomes mais elogiados do período de treinos. Hoje, em Sacramento, o placar fica em segundo plano: quem aproveitar os minutos começa a escrever a própria temporada.