Sandro Mamukelashvili reencontra o Raptors neste domingo, agora de roxo e dourado. Em Toronto, na temporada passada, ele teve 11,2 pontos por jogo e a melhor fase da carreira, e chegou ao Lakers para ocupar a vaga de pivô reserva. Contra o próprio Lakers, fez 20 pontos em janeiro.
O ano que mudou a carreira
Antes de Toronto, Mamukelashvili era um reserva de rotação curta. No Spurs, em 2024-25, teve 11 minutos e 6,3 pontos por jogo. No Raptors, ganhou espaço de verdade: 80 partidas, quase 22 minutos por noite, 11,2 pontos, 4,9 rebotes e um arremesso de fora confiável, com 38,9% nas bolas de três e mais de 52% de acerto geral.
Foi esse arremesso que o colocou no radar do mercado. Um pivô que abre a quadra é peça cara para qualquer time que tenha um armador que vive de pick and roll, e o Lakers tem Luka Doncic. Ao fim da temporada, ele recusou a opção de US$ 2,8 milhões que tinha com o Raptors e foi para a agência livre.
As duas noites contra o Lakers
Mamukelashvili enfrentou o Lakers duas vezes pelo Raptors, e nas duas deu trabalho. Em dezembro, no Canadá, foi titular: 13 pontos, 8 rebotes e 5 assistências, com três bolas de três, em uma derrota por 123 a 120. Em janeiro, em Los Angeles, saiu do banco e acertou 8 de 12 arremessos para fazer 20 pontos. O Lakers venceu por 110 a 93, mas foi ele o reserva que mais incomodou.
A diretoria do Lakers viu esses jogos de perto. No dia 1º de julho, logo depois de fechar a chegada de Walker Kessler, o time acertou com Mamukelashvili um contrato de quatro anos e US$ 52 milhões, com opção do jogador no último ano. A ideia era ter um pivô reserva capaz de jogar ao lado de Kessler, abrindo espaço para o titular trabalhar no garrafão.
No Raptors, ele também aprendeu a jogar ao lado de um criador que concentra a bola, como Barnes. É um papel parecido com o que tem perto de Doncic: receber depois do corte, abrir para o arremesso e punir a defesa que sai para ajudar. Foi esse repertório que fez Toronto confiar nele por mais de 20 minutos por noite, e é o que o Lakers ainda espera ver com regularidade.
Como está o começo em Los Angeles
Os seis primeiros jogos mostram as duas versões. Contra o Blazers, Mamukelashvili fez 17 pontos e acertou 3 de 4 bolas de três. Contra o Clippers, foram 13 pontos e 8 rebotes na vitória sem Doncic. Em Golden State, a noite foi ruim: 4 pontos em 20 minutos e saldo de -23, o pior do time.
A média é de 9,2 pontos e 5,2 rebotes, com 31,3% nas bolas de três, abaixo do que ele fazia em Toronto. Na pré-temporada, um conselho de Austin Reaves ajudou a soltar o arremesso, e é dele que o Lakers depende para que a segunda unidade não volte a desabar como na sexta-feira.
Reencontrar o ex-time costuma pesar para jogador de rotação. Mamukelashvili conhece os hábitos de Scottie Barnes e de Jakob Poeltl, e sabe como o Raptors defende o pick and roll. Se a segunda unidade precisa de uma resposta depois de Golden State, ninguém tem mais motivo para dá-la neste domingo do que ele.
O jogo começa às 23h de Brasília. A prévia do jogo traz desfalques e escalações, e a página ao vivo acompanha tudo durante a partida.