Sandro Mamukelashvili fez 19 pontos em 21 minutos saindo do banco contra o Kings, e o jogo dele reabriu uma disputa que o Lakers vai ter de resolver antes da estreia. Quando Walker Kessler voltar, a vaga de pivô reserva parecia ser de Kevon Looney. Os números da pré-temporada contam outra história.
O que ele fez contra o Kings
Na vitória por 114 a 110, nesta quinta, Mamukelashvili acertou 7 de 10 arremessos, 3 de 6 de três, e ainda deu 4 assistências. Foi o cestinha do banco e o segundo maior pontuador do time, atrás só de Luka Doncic, com 23. Na terça, contra o Warriors, já tinha sido o cestinha do Lakers, com 15 pontos como titular.
O que chama atenção vai além dos pontos. Ele recebe no alto do garrafão, bate para a cesta, passa para o companheiro livre e abre a quadra com o arremesso, exatamente o papel que pediu quando chegou.
“Eu amo passar a bola. Acho que tenho uma boa leitura para isso. Quero ser esse conector. Eu sou um jogador de basquete, não importa o que aconteça.”
Sandro Mamukelashvili, no training camp
Redick usou a mesma palavra para descrever o reforço logo no começo do camp. “Ele é um conector no ataque. Ele pode driblar, pode jogar a ação de mão em mão, vai sempre fazer a leitura certa”, disse o técnico.
O argumento de Looney
A vaga não está decidida, e Looney tem um trunfo que pesa justamente agora. O veterano, tricampeão com o Warriors, pegou 17 rebotes em 48 minutos na pré-temporada, contra 6 de Mamukelashvili em 58. Em um time que perdeu a briga dos rebotes nos três jogos e levou 20 rebotes ofensivos do Kings na quinta, isso não é detalhe. Looney também começou duas das três partidas como pivô titular enquanto Kessler se recupera de uma lesão no dedo.
O Lake Show Life, site de torcedores do Lakers, defendeu nesta sexta que Mamukelashvili deve ficar com a vaga. O argumento é que, aos 27 anos, ele traz mais velocidade, arremesso e capacidade de criar, enquanto Looney perdeu mobilidade e não protege o aro como antes. Na temporada passada, pelo Raptors, Mamukelashvili acertou 38,9% das bolas de três.
O que Redick vai decidir
A tendência é que os dois tenham minutos, mas em funções diferentes. Redick já disse que não quer prender Mamukelashvili a uma posição e que o vê tanto como ala-pivô quanto como pivô, dependendo do adversário. Isso abre espaço para formações com ele ao lado de Kessler, algo que Looney não oferece, e reserva o veterano para os jogos em que o rebote pesar mais.
O contrato também conta. O Lakers pagou 52 milhões de dólares por quatro anos para ter Mamukelashvili, um investimento que não combina com um papel pequeno. Com Doncic, Reaves e Kessler garantidos no quinteto, ele está entre os reforços que mais cresceram na pré-temporada.
Restam dois jogos antes da estreia oficial, em 21 de outubro: contra o Warriors, na terça, e contra o Nuggets, na sexta seguinte. Se Kessler estrear em um deles, Redick vai poder testar pela primeira vez como Mamukelashvili e Looney se encaixam com o titular em quadra.