O Lakers entrou em quadra sem Luka Doncic, Austin Reaves, Walker Kessler, Matisse Thybulle e Ziaire Williams na segunda noite seguida, e o Warriors, com Stephen Curry e Draymond Green como titulares, venceu por 124 a 98 em San Francisco. Com um time de reservas, o Lakers ganhou o terceiro quarto, mas não tirou a diferença aberta no primeiro tempo.
Um Lakers sem os titulares
Na segunda noite seguida em quadra, Redick poupou quase todos os principais nomes. Dos cinco titulares da estreia contra o Kings, Doncic, Thybulle e Ziaire Williams nem entraram, e Kevon Looney saiu do banco. Reaves, Kessler, Collin Sexton e Arthur Kaluma, que já tinham ficado fora em Sacramento, também não jogaram. O quinteto teve Quentin Grimes ao lado de Bronny James, Adou Thiero, Jake LaRavia e Sandro Mamukelashvili.
Do outro lado, o Warriors usou os titulares. Curry jogou 14 minutos e Draymond Green, 15, e o time venceu os minutos dos dois por 26 e 25 pontos, praticamente toda a diferença final. Quando eles saíram, o jogo virou o que a pré-temporada costuma ser: reservas contra reservas.
O jogo se decidiu antes do intervalo
O Warriors fez 45 pontos no primeiro quarto e abriu 14 de vantagem. No segundo, venceu de novo, por 36 a 22. Foram 81 pontos em 24 minutos, e o Lakers chegou ao vestiário precisando tirar uma diferença de 28 pontos.
A distância está no arremesso. O Warriors acertou 51,2% de quadra e 42,9% das bolas de três. O Lakers ficou em 39,8% e 35,1%. São quase 12 pontos percentuais de diferença no aproveitamento geral, margem que nenhum ajuste de marcação cobre em uma noite.
O garrafão também pendeu para o time da casa: 44 rebotes contra 35 e 9 tocos contra 5. Nas disputas perto do aro, o Lakers ficou atrás em tudo.
A bola andou mais do lado de lá
O número que melhor resume a noite é o de assistências: 32 do Warriors, 20 do Lakers. São 12 passes para cesta a mais, e eles aparecem no aproveitamento. Quando a bola chega ao arremessador livre, a porcentagem sobe.
O Lakers tentou compensar na marcação e roubou 13 bolas, contra 10 do adversário. O problema é que devolveu quase tudo: cometeu 22 erros, um a menos que os 23 do Warriors. Somou ainda 29 faltas, cinco a mais que o rival, e o time da casa converteu 84,4% dos lances livres.
Stephen Curry precisou de 14 minutos para marcar 16 pontos, com 4 acertos em 7 tentativas e 3 bolas de três em 6. Distribuiu ainda 5 assistências. O maior pontuador do Warriors, porém, foi Lendeborg, com 17 pontos, 7 de 11 de quadra e 9 rebotes em 21 minutos.
Podziemski também fez 16, com 7 de 11, e Williams somou 10. O banco do Warriors produziu 65 pontos, contra 51 dos reservas do Lakers. A profundidade que se testa em outubro funcionou melhor para o time de San Francisco.
Mamukelashvili foi a melhor notícia
Do lado do Lakers, o jogador mais eficiente foi Sandro Mamukelashvili. Em 18 minutos, marcou 15 pontos com 6 acertos em 10 arremessos e 3 bolas de três em 4 tentativas. Foi o maior pontuador do time e o único entre os quatro primeiros acima de 50% de quadra.
Jaden Hardy chegou a 13 pontos, mas precisou de 12 arremessos para isso, com 4 acertos, e errou 5 das 6 bolas de três. Pegou 4 rebotes e deu 3 assistências em 19 minutos. Quentin Grimes, quem mais jogou entre os quatro cestinhas, com 23 minutos, fez 12 pontos com 3 de 8 de quadra e 2 de 6 de três.
Dalton Knecht completou a lista com 11 pontos em 22 minutos, 3 de 8 de quadra e 1 de 4 de três. O padrão dos quatro repete o do time: volume razoável, pontaria abaixo do necessário.
O terceiro quarto foi o momento de reação. O Lakers venceu o período por 22 a 15 e reduziu a diferença para 21 pontos. O Warriors voltou a ganhar o último quarto, por 28 a 23, e fechou a conta.
O que fica de uma noite de outubro
Jogo de pré-temporada não entra na tabela, e um placar construído contra um Lakers sem Doncic, Reaves e Kessler pesa menos ainda. A derrota por 26 pontos é o número mais visível da noite, mas não o mais importante. O que fica é a lista de problemas, curta e objetiva: pouco passe, muito erro e aproveitamento baixo.
As 22 bolas perdidas são o ponto mais simples de atacar, porque dependem de cuidado com a posse. As 20 assistências pedem mais trabalho, já que dizem respeito a como o ataque vai se organizar ao longo da temporada. As 29 faltas completam a lista.
O Lakers segue a preparação no próximo jogo de pré-temporada. Em San Francisco, a lição ficou escrita no primeiro tempo: quem passa melhor a bola arremessa melhor, e foi exatamente isso que separou os dois times.