Bronny James falou pela primeira vez sobre a saída do pai do Lakers. Abordado por um torcedor na Eslovênia, respondeu com um sorriso: “É o que é, é meu pai”. LeBron James assinou com o 76ers por dois anos e US$ 8 milhões, e o filho fica em Los Angeles com salário garantido de US$ 2,29 milhões.
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A cena aconteceu na Eslovênia
Bronny está no minicamp que Luka Doncic organizou para juntar o novo elenco antes da temporada. Foi lá que um torcedor perguntou do pai, e a resposta saiu curta, com um sorriso.
“É o que é, é meu pai.”
Bronny James, sobre a saída de LeBron, no minicamp da Eslovênia
A cena foi filmada e publicada pelo veículo esloveno 24ur, chegou ao X pelo perfil @PurpGoldLakers e se espalhou a partir dali. É a primeira vez que o jogador toca no assunto em público desde que LeBron fechou com o 76ers.
Bronny on LeBron leaving to Philadelphia:
“It’s whatever, it’s my dad.” 😂 pic.twitter.com/hi8Lzvae0q
— Legion Hoops (@LegionHoops) August 22, 2026
O silêncio anterior tinha tamanho. LeBron passou oito temporadas em Los Angeles, com médias de 25,9 pontos, 7,9 assistências e 7,7 rebotes em 479 jogos de temporada regular, além do título de 2020. Agora vai para a 24ª temporada de carreira em Filadélfia, por dois anos e US$ 8 milhões. O último encontro dos dois em público tinha sido num campo de golfe, ao lado de Austin Reaves.
O contrato foi garantido antes de o pai decidir
A ordem dos fatos importa aqui. Os US$ 2,29 milhões de Bronny para 2026-27 ficaram integralmente garantidos em 29 de junho, antes de LeBron anunciar o destino. Não foi um gesto do time para agradar o pai depois de perdê-lo: a permanência do filho foi assegurada enquanto a decisão do pai ainda estava em aberto.
Escolha 55 do draft de 2024, Bronny assinou por quatro anos e US$ 7,9 milhões. O Lakers ainda tem uma opção de US$ 2,5 milhões para 2027-28 e, se não exercer, ele vira agente livre irrestrito. Rich Paul, que agencia pai e filho, já havia dito que os dois não eram um pacote e que nunca existiu plano de juntá-los na Filadélfia.
O que ele mostrou no segundo ano
Os números seguem sendo de jogador de fim de rotação: 42 partidas, 8,9 minutos, 2,9 pontos e 1,2 assistência, com o tempo repartido entre o time principal e o South Bay, na G League. Mas há um dado que muda a conversa. Bronny acertou 38,6% dos arremessos de três, contra 28,1% no ano de estreia.
São 1,4 tentativas por jogo, amostra pequena demais para cravar qualquer coisa. Ainda assim, é a diferença entre um armador que o adversário deixa livre e um que precisa ser acompanhado até a linha. Para quem disputa os últimos minutos do banco, arremessar de fora é a única especialidade que abre porta sozinha.
A vaga que ele não corre risco de perder
O elenco principal tem 16 contratos garantidos para 15 vagas, e alguém precisa sair antes de outubro. Bronny não aparece nas listas de cortáveis. Os nomes mais citados são Jarred Vanderbilt, Dalton Knecht e Jaden Hardy. Ramona Shelburne, da ESPN, conta que a comissão técnica tem carinho pelo jogador, o que ajuda a explicar a posição confortável.
Confortável na vaga, não na temporada. Tyler Watts, editor de NBA do FanSided, tratou o ano como decisivo para ele, e essa virou a leitura corrente na imprensa americana. Sem o sobrenome dentro do vestiário, o que sustenta a vaga passa a ser só o que ele produz em quadra.
Pela primeira vez, só ele
Durante duas temporadas, toda pergunta sobre Bronny era, no fundo, uma pergunta sobre o pai. Isso acabou de um dia para o outro. A frase curta que ele soltou na Eslovênia tem menos de indiferença do que parece: é a resposta de quem, pela primeira vez desde que entrou na liga, responde apenas pelo próprio jogo. O terceiro ano vai dizer se isso pesa a favor ou contra.