O Lakers mandou Cameron Carr para o Coachella Valley Lakers, o time de desenvolvimento da franquia na G League, e o novato fica fora contra o Blazers. Ele ainda trata um estiramento no oblíquo direito e segue sem estrear na temporada regular, três semanas depois da estreia de 19 pontos na pré-temporada.
O que muda com a ida para a G League
A designação não tira Carr do elenco nem mexe no contrato. O novato continua no elenco do Lakers e pode ser chamado de volta a qualquer momento, inclusive no mesmo dia. O que muda é onde ele treina e, quando for liberado, onde ganha minutos.
O anúncio saiu nesta terça, poucas horas depois de o Lakers confirmar que ele não enfrentaria o Blazers, e foi noticiado por Jovan Buha. O movimento é comum com novato que volta de lesão: em vez de esperar sentado o espaço na rotação, ele treina com intensidade de jogo no time afiliado, sem a pressão de uma partida da NBA.
Antes do jogo contra o Jazz, no domingo, JJ Redick tratava Carr como dia a dia. A ida ao Coachella Valley é o sinal mais claro até aqui de que a recuperação andou, mas o Lakers não deu prazo para a estreia.
O que Carr mostrou antes de parar
A pressa tem motivo. Carr chegou como a escolha 24 do Draft de 2026, em uma troca em que o Lakers subiu uma posição com o Knicks, depois de uma temporada em Baylor com 18,9 pontos por jogo. Era a primeira escolha de primeira rodada da franquia em anos, e a pré-temporada deu razão a quem gostou dele.
Na estreia contra o Kings, ele fez 19 pontos em 23 minutos, acertou 7 de 13 arremessos, 3 de 7 de três, e ainda roubou duas bolas. Saiu dali como o assunto do jogo. Depois vieram uma contusão e o estiramento no oblíquo, e ele terminou a pré-temporada com dois jogos e média de 12 pontos.
O problema no oblíquo é chato para quem arremessa. É o músculo da lateral do abdômen, que trabalha em todo giro de tronco, do arremesso ao primeiro passo. Voltar antes da hora costuma custar uma recaída mais longa, e o Lakers, que tem rotação montada e campanha invicta, não tem motivo para arriscar.
Thiero também fica de fora
O outro jovem da lista é Adou Thiero, parado por causa do joelho esquerdo. O ala tem um derrame na articulação, que é o acúmulo de líquido que causa o inchaço, e já perdeu os três primeiros jogos da temporada. Antes da estreia, Redick falou em alguns dias de pausa e volta gradual aos treinos.
No caso dele, a preocupação é a repetição. Foi o mesmo joelho que o tirou da Summer League no ano de calouro, e Thiero fez só 25 jogos em 2025-26. Na pré-temporada, ele tinha voltado a ganhar minutos de verdade, e a lesão chegou justo quando parecia ter um lugar na rotação.
Quem o Lakers tem para o Blazers
Para o jogo desta noite, a notícia boa é que as duas baixas não mexem no time que venceu Warriors, Clippers e Jazz. Nenhum dos dois entrou em quadra na temporada regular, e a rotação de Redick segue a mesma da campanha de 3-0.
O ponto de atenção é Walker Kessler. O pivô joga com um problema no dedo e não foi vetado, mas é o nome do relatório que mais pesa contra um Blazers que tem Donovan Clingan no garrafão e abriu a temporada com duas vitórias, 124 a 83 sobre o Suns e 128 a 120 sobre o Kings.
A bola sobe à 0h desta quarta, na Crypto Arena, com transmissão do Prime Video. Menos de 24 horas depois, o Lakers enfrenta o Clippers no Intuit Dome, no primeiro back-to-back da temporada, e é aí que um elenco curto começa a fazer conta.
Carr vai para o deserto, a duas horas de Los Angeles, com uma tarefa simples: voltar a jogar. Quando voltar, encontra um time invicto e uma rotação que não precisou dele para ganhar. Para um novato, essa é a parte mais difícil de entrar.