O Lakers venceu Warriors e Clippers nos dois primeiros jogos da temporada, com folga de 15 pontos por jogo, e os dados mostram de onde vem o bom momento. O time arremessa melhor, bloqueia quase o dobro e divide mais a bola do que em 2025-26. Só um número preocupa: os erros, que dispararam.
Um ataque mais eficiente
O primeiro número que salta é o aproveitamento. Nos dois jogos, o Lakers acertou 92 de 160 arremessos, 57,5%, contra 50,2% em toda a temporada 2025-26. Nas bolas de três, foram 25 de 60, 41,7%, quase seis pontos percentuais acima da média do ano passado. O time também marca mais: 126 pontos por jogo, dez a mais que os 116,3 de 2025-26.
A explicação passa pela forma de atacar. Com Walker Kessler correndo a quadra e terminando as jogadas perto do aro, o Lakers fez 62 pontos por jogo no garrafão. E a bola gira mais: são 28,5 assistências por partida, contra 25,9 na temporada passada. Austin Reaves e Luka Doncic dividem a criação, e os dois aparecem empatados como cestinhas do time.
O curioso é que Doncic ainda não encontrou a mira. Acertou 15 de 39 arremessos, 38%, e só 7 de 20 bolas de três. Mesmo assim, divide a artilharia com Reaves, graças a 14 lances livres convertidos em 16 tentativas e a uma visão de jogo que gera cestas fáceis para Kessler. Quando a pontaria dele voltar ao normal, o ataque do Lakers ainda tem espaço para crescer.
A defesa que mudou com Kessler
Do outro lado, a diferença é ainda mais visível. O Lakers bloqueia 7 arremessos por jogo, contra 4,3 na temporada passada, e rouba 12 bolas por partida, contra 8,5. Kessler sozinho tem 8 tocos em dois jogos, 6 deles contra o Clippers, em uma noite em que esteve em todo lugar no terceiro quarto.
Os adversários sentiram. Warriors e Clippers acertaram só 45,1% dos arremessos e 32,9% das bolas de três contra o Lakers, e fizeram 52 pontos por jogo no garrafão, dez a menos que o time de Redick.
O terceiro quarto é do Lakers
Há um padrão nos dois jogos: o Lakers volta do intervalo e decide a partida. Contra o Warriors, venceu o terceiro quarto por 36 a 16. Contra o Clippers, depois de um primeiro tempo empatado em 64 a 64, fez 39 a 26. Somados, são 75 pontos marcados e só 42 sofridos no período, uma diferença de 33 pontos em 24 minutos de jogo.
O gráfico mostra também o outro lado. No último quarto, com a vitória encaminhada, o time relaxa e os adversários diminuem a diferença: 64 a 47 para os rivais nos dois jogos. Contra o Warriors, o Lakers chegou a abrir mais de 30 pontos e terminou vencendo por 14. É o tipo de detalhe que Redick vai cobrar quando os jogos ficarem mais apertados.
O número que preocupa
Nem tudo melhorou. O Lakers comete 19,5 erros por jogo, quase seis a mais que os 13,8 da temporada passada. Foram 18 contra o Warriors e 21 contra o Clippers, 11 deles de Doncic no clássico. Redick já admitiu que é um problema, e os rivais transformaram esses erros em pontos fáceis.
O rebote ofensivo também segue sendo um ponto fraco. Os adversários pegaram 26 rebotes no ataque em dois jogos, contra 18 do Lakers. Com tanta eficiência nos arremessos, o time conseguiu compensar. Contra rivais mais físicos, a conta pode mudar.
Amostra pequena, sinais claros
Dois jogos são pouco para cravar tendências, e as médias vão se ajustar ao longo da temporada. Mas os sinais apontam na mesma direção do que Redick e a diretoria buscaram no verão: um time mais eficiente no ataque e mais forte perto da cesta. As médias de cada jogador, atualizadas depois de cada partida, estão na nossa página de estatísticas do Lakers.
O próximo teste é no domingo, às 18h, contra o Jazz, em Salt Lake City, o primeiro jogo fora de casa. Se os erros caírem e a mira continuar calibrada, o 3-0 está ao alcance.