O Lakers venceu o Clippers por 125 a 117 e segue invicto, mas JJ Redick saiu do jogo falando de um problema que se repete desde os jogos de teste: os erros de passe e de condução de bola. Foram 21 na sexta, 11 deles de Luka Doncic, e por pouco eles não devolveram o jogo ao rival no fim.
O que Redick disse
Redick não fugiu do assunto na entrevista depois do jogo. Mesmo com a segunda vitória em dois jogos, o técnico foi direto quando perguntado sobre o número de erros, segundo o Yahoo Sports.
“A gente sabe que os erros são um problema, e vamos continuar trabalhando nisso.”
JJ Redick, depois da vitória sobre o Clippers
A frase curta resume a preocupação. O ataque do Lakers tem sido eficiente neste começo, com 58% nos arremessos contra o Clippers e 57% contra o Warriors. Mas devolve a bola ao adversário com uma frequência que, contra times melhores, pode custar caro.
A noite difícil de Doncic
O dado que mais chama atenção é o de Doncic. O esloveno terminou com 23 pontos, 6 rebotes e 7 assistências, mas também com 11 erros, quase o dobro da estreia. Foram passes forçados, bolas perdidas no drible e até duas andadas. Quatro deles vieram no segundo quarto, quando o Clippers chegou a liderar, e outros quatro nos últimos cinco minutos de jogo.
Os erros do fim quase custaram caro. A cinco minutos do fim, o Lakers vencia por 14 pontos. Com duas bolas perdidas de Doncic no meio do caminho, o Clippers fez 8 a 0 e chegou a 119 a 113 com uma bola de três de Darius Garland, a 3min21 do fim.
Quem segurou o resultado foi Austin Reaves. O armador acertou 10 de 13 arremessos, terminou com 28 pontos e 9 assistências e fez a cesta que recolocou a vantagem em 10, a 1min29 do fim. Ele também errou 6 vezes, mas no momento decisivo cuidou da bola.
O número foge do padrão do próprio Doncic. Na temporada passada, quando foi o cestinha da NBA, ele teve média de 4 erros por jogo, com 8,3 assistências. Em 2024-25, foram 3,6. Agora, depois de dois jogos, a média está em 8,5 erros por partida. A amostra é pequena e o próprio jogador costuma ajustar rápido, mas o salto chama atenção, ainda mais num time que divide menos a criação do que no tempo de LeBron James. Sem o veterano para segurar a bola nos momentos de pressão, a responsabilidade ficou concentrada em Doncic e Reaves.
O outro lado da conta
Há uma explicação parcial para os números. O Lakers joga rápido, procura passes difíceis para Walker Kessler perto do aro e concentra a bola em dois criadores, Doncic e Reaves. Com tanta responsabilidade nas mãos de poucos, os erros sobem junto com as assistências: foram 29 assistências contra o Clippers.
E o adversário errou ainda mais. O Clippers cometeu 25 erros, 9 deles de Garland, e o Lakers roubou 13 bolas, 3 delas de Kessler. Num jogo de tantas perdas dos dois lados, a defesa fez a diferença. Mas Redick sabe que nem todo rival vai devolver a bola com a mesma generosidade.
O próximo teste
O alerta já tinha aparecido na estreia, e agora virou tendência. O Lakers volta à quadra no domingo, às 18h, contra o Jazz, em Salt Lake City, no primeiro jogo fora de casa da temporada. Longe da torcida, cada bola perdida pesa mais.
A boa notícia para Redick é que o time venceu os dois jogos mesmo errando muito. A má é que ninguém ganha uma temporada inteira assim. Se o Lakers quiser ser candidato de verdade, o próximo passo é transformar parte desses 20 erros por jogo em arremessos. O técnico já avisou que vai trabalhar nisso. O torcedor vai poder medir a resposta já no domingo.