Luka Doncic admitiu que ganhar o MVP significaria muito para ele, mas deixou claro que isso vem depois de levar o Lakers de volta ao topo da NBA. Ao New York Post, o esloveno disse que um troféu depende do outro, e que tudo começa com o time jogando bem. A estreia contra o Warriors foi a primeira amostra.
O que Doncic disse
A pergunta veio de Melissa Rohlin, do New York Post. Doncic, que nunca foi eleito o jogador mais valioso da temporada, não fugiu do assunto. A entrevista saiu na véspera da estreia, no começo da oitava temporada dele na NBA e da segunda completa com a camisa do Lakers.
“Com certeza significaria muito. Obviamente, um título é aquilo pelo que você joga todos os jogos, é para isso que você treina todos os dias. Mas seria bom ganhar o MVP também. Não é todo mundo que pode dizer que tem um MVP.”
Luka Doncic, ao New York Post
Logo em seguida, ele amarrou um ao outro. “Mas isso vem com o time em primeiro lugar. Se você não joga bem, nunca vai ganhar título nem MVP. Então a gente tem que jogar bem. Estou muito animado para ir para a guerra com esse grupo”, afirmou.
O troféu que ainda falta
O histórico mostra por que o tema volta todo ano. Em oito temporadas, Doncic terminou quatro vezes entre os cinco primeiros da votação e foi seis vezes escolhido para o primeiro time ideal da liga, segundo o Silver Screen and Roll. A melhor colocação foi em 2023-24, em terceiro, atrás de Nikola Jokic e Shai Gilgeous-Alexander.
Na temporada passada, ele ganhou o segundo título de cestinha da carreira, com 33,5 pontos por jogo, e passou dos 40 pontos em 16 partidas. Não bastou. Uma lesão na parte de trás da coxa no fim da temporada o tirou dos playoffs, e o prêmio ficou de novo longe.
O caminho, para o próprio Silver Screen and Roll, é sustentar o nível por mais tempo. Doncic costuma ter meses em que parece o melhor jogador do planeta, e outros em que as decisões e a defesa caem. Para ganhar o MVP, precisa subir o piso, e não só o teto. O site cita dois extremos de 2025-26: em março, ele teve média de 38 pontos, 8 rebotes e 7 assistências, com defesa forte; em dezembro, caiu para 31 pontos, com 71 assistências e 47 erros no mês.
A promessa em página inteira
No mesmo dia da estreia, Doncic comprou uma página inteira do Los Angeles Times para escrever aos torcedores. Segundo Dave McMenamin, da ESPN, a carta falava em “começar hoje a nossa corrida pelo título” e terminava com um pedido para que a torcida lotasse a Crypto Arena.
“Todo jogador sonha em levantar esse troféu. Fazer isso por vocês, torcedores incríveis, significaria tudo para nós. Então aqui vai a minha promessa: vamos dar tudo o que temos, todas as noites. Sem desculpas. Sem noites de folga.”
Luka Doncic, na carta publicada no Los Angeles Times
O Lakers não ganha o título desde 2020, quando LeBron James e Anthony Davis lideraram o time na bolha da Disney. Davis foi trocado por Doncic em 2025, e LeBron foi para o Sixers nesta offseason. A carta deixa claro de quem é o time agora. Sem LeBron dividindo a bola e os holofotes, o ataque inteiro passa pelas mãos de Doncic, e os votos dos jornalistas costumam acompanhar quem carrega um candidato ao título.
A primeira noite de campanha
Se a candidatura ao MVP começou na quarta, começou bem. Doncic fez 28 pontos, 8 rebotes e 7 assistências em três quartos contra o Warriors, ganhou a briga com o calouro Yaxel Lendeborg e viu o Lakers vencer por 22. É só o primeiro de 82 jogos. Mas foi o tipo de noite que ele mesmo descreveu: o time jogando bem, e ele no centro disso.