JJ Redick chega ao terceiro ano no Lakers sem LeBron James, com um elenco quase todo novo e com uma meta que ele mesmo anunciou em voz alta. A defesa vai mudar com Walker Kessler, o ataque passa ainda mais por Doncic, e o técnico assumiu a cobrança em público, depois de apostar alto no Media Day.

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Resumo rápido
50-32
A campanha do primeiro ano, terceiro lugar do Oeste e queda na primeira rodada.
53-29
O segundo ano, com vitória sobre o Rockets e varrida do Thunder na semifinal, sem Doncic.
9 novos
Os reforços que Redick vai encaixar no terceiro ano, a maior troca de elenco desde que chegou.
25
A média de erros de ataque do Lakers na pré-temporada, o ponto que mais preocupa o técnico.

Os dois primeiros anos

Redick foi contratado em junho de 2024, sem experiência anterior como técnico. No primeiro ano, levou o Lakers a 50 vitórias e ao terceiro lugar do Oeste, mas caiu na primeira rodada para o Timberwolves, por 4 a 1. No segundo, foram 53 vitórias e o quarto lugar. O time passou pelo Rockets na primeira rodada e foi varrido pelo Thunder na semifinal, já sem Doncic, que perdeu os playoffs inteiros por uma lesão na coxa.

A diretoria gostou do que viu. Em setembro de 2025, antes do segundo ano, Rob Pelinka anunciou uma extensão do contrato do técnico, sem divulgar duração nem valores, e o chamou de técnico especial, com uma voz especial para a cultura do Lakers.

O Lakers de Redick, temporada a temporada
JJ Redick
JJ Redick
Técnico do Lakers desde junho de 2024
2024-25
50-32
2025-26
53-29
Fonte: ESPN e Land of Basketball. Vitórias na temporada regular e campanha nos playoffs.
2024-25: 3º no Oeste, eliminado pelo Timberwolves na primeira rodada (4 a 1). 2025-26: 4º no Oeste, passou pelo Rockets (4 a 2) e foi varrido pelo Thunder na semifinal, sem Doncic.

O que mudou no elenco

O terceiro ano começa com a maior troca de peças desde que Redick chegou. LeBron foi para o Sixers. Rui Hachimura, Marcus Smart, Luke Kennard, Jaxson Hayes e Deandre Ayton também saíram. No lugar, chegaram nove jogadores, liderados por Walker Kessler, pivô contratado numa troca com o Jazz, e Quentin Grimes. Austin Reaves renovou e virou o segundo nome do time.

Redick vê nisso uma vantagem. No fim de setembro, disse que, pela primeira vez nos três anos dele no Lakers, sente que as peças realmente se encaixam. E foi além:

“Estou confiante de que vamos nos desenvolver como time até virar um time de nível de título, já nesta temporada.”

JJ Redick, técnico do Lakers, na entrevista coletiva antes do training camp

A defesa que muda de cara

A principal mudança em quadra deve ser na defesa. Nos dois primeiros anos, o Lakers trocou muito de marcação entre as cinco posições. Redick explicou que foi por necessidade, por falta de um pivô protetor de aro, e que agora quer Kessler perto da cesta, protegendo o garrafão. Como contamos, a defesa nova passa por menos trocas.

Na temporada passada, o Lakers teve um dos dez melhores ataques da liga e uma das dez piores defesas. No primeiro dia do training camp, Redick disse que a prioridade número um era estabelecer os princípios defensivos. Kessler, contratado para isso, prometeu um time duro de enfrentar na defesa.

O que preocupa

A pré-temporada mostrou dois problemas. O primeiro foram os erros de ataque: pelo menos 20 por jogo, com média de 25. “Quando jogamos no meio de muita gente, perdemos a bola”, resumiu Redick, que também reconheceu falta de organização. O segundo é o encaixe: Doncic, Reaves e Kessler não jogaram juntos nos quatro primeiros jogos, e duas vagas do quinteto seguem abertas.

Depois da derrota para o Warriors em Las Vegas, o técnico separou as duas coisas. Para ele, há uma química natural no grupo, e o que vai levar tempo é o ritmo em quadra.

A cobrança que ele mesmo criou

Redick sabe que falar em título aumenta a pressão. Numa entrevista a Sam Amick, do The Athletic, disse que times como Knicks, Spurs e Thunder merecem ser vistos como favoritos, mas que a percepção sobre o Lakers não importa: “Estamos no nosso caminho”. Os GMs da liga, na pesquisa anual do NBA.com, projetaram o time em sexto no Oeste.

O terceiro ano costuma ser o que define um técnico. Redick terá um elenco novo, uma estrela no auge e uma meta dita em voz alta. A primeira resposta vem na quarta, contra o Warriors.