Kevon Looney explicou por que veste o 55 no Lakers. O número homenageia um amigo de infância que morreu e pediu para ele nunca largar o número 5. É a mesma linha pessoal que ele já mostrou ao falar do ídolo da infância. E chama atenção porque ele podia ter pegado outra camisa.
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A resposta que ele deu
A pergunta veio no quadro Get to Know, do canal oficial do Lakers, aquele em que o jogador novo responde a uma sequência rápida de perguntas. A do número costuma render resposta curta. A dele não foi.
“Escolhi o 55 porque, quando eu era criança, um amigo meu que morreu me deu o número 5. Ele sempre quis que eu ficasse com o 5, mesmo quando eu quis trocar. Então, para manter o 5 como o meu número, 55 está bom.”
Kevon Looney, pivô do Lakers, no quadro Get to Know do canal do time
Por que ele não voltou para o número antigo
Aqui está a parte que passa batido. Looney usou o 5 nas dez temporadas de Golden State e trocou para o 55 no New Orleans. Ao chegar a Los Angeles, ele podia ter voltado ao número original: Deandre Ayton, que o usava, saiu do time nesta offseason, e a camisa estava livre.
Ele não quis. Manteve o 55, que é o jeito que ele encontrou de continuar carregando o 5 sem largar o que já tinha virado dele. É uma decisão pequena que diz bastante sobre um jogador que passou a carreira inteira sendo descrito como o cara que faz o trabalho que ninguém quer.
Quem o Lakers contratou
Looney chegou com três títulos ganhos em Golden State e uma reputação construída em cima de presença. Ele jogou praticamente todas as partidas de quatro temporadas seguidas, em um tipo de constância rara para pivô.
A queda da última linha tem explicação. Looney machucou o joelho esquerdo ainda na pré-temporada, perdeu o começo do calendário e nunca engrenou em New Orleans, onde fez 2,8 pontos e 5,6 rebotes por jogo. O time preferiu não pagar a opção de US$ 8 milhões, e ele virou agente livre.
Presença, no caso dele, não é só estar em quadra. Looney construiu a carreira em cima de rebote de ataque, que é o trabalho que aparece pouco na tabela e muito no placar. Foram 3,3 rebotes ofensivos por jogo na melhor temporada dele em Golden State, e nunca menos de 1,9 nas quatro seguintes. Cada um desses é uma posse a mais para o time que ataca.
Onde ele entra na rotação
O Lakers assinou por um ano e US$ 3,9 milhões, valor de reserva, para uma função de reserva: cobrir os minutos em que Walker Kessler descansa. É a mesma tarefa que ele fazia atrás de outros pivôs em Golden State, e ele nunca reclamou dela.
No elenco atual, ele é também um dos poucos que já ganhou alguma coisa. Em um vestiário que perdeu LeBron James e ficou mais jovem, esse tipo de currículo costuma valer nos meses em que o time perde três seguidas e precisa de alguém que já viu aquilo antes.
A pergunta do quadro era sobre uma camisa. A resposta contou de um amigo, de uma promessa de infância e de um sujeito que preferiu manter o que carrega a pegar o número que estava sobrando. Para quem chega para jogar quinze minutos por noite, é um jeito bem claro de se apresentar.