Kevon Looney cresceu em Wisconsin assistindo a Kobe Bryant pela televisão e hoje veste a camisa do Lakers. Em entrevista a Mark Medina, do Fadeaway World, o pivô contou que o ídolo da infância foi quem o fez gostar de basquete, dias depois de o elenco homenagear Kobe na Eslovênia.
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O menino de Wisconsin que via Kobe pela televisão
Looney nasceu e cresceu em Milwaukee, a mais de três mil quilômetros de Los Angeles. A ligação com o Lakers nunca passou por geografia: veio pela televisão, e tinha nome e sobrenome. Ele conta que assistia aos jogos de Kobe e depois ia para o quintal repetir o que tinha visto.
“Eu era muito fã do Kobe. É o meu jogador favorito. O Kobe era o meu cara.”
Kevon Looney, pivô do Lakers, a Mark Medina, do Fadeaway World
Perguntado sobre a memória favorita, ele não escolheu uma cesta nem um jogo de 60 pontos. Escolheu um troféu: o título de 2010, quando o Lakers bateu o Boston na sétima partida das finais. Looney tinha 14 anos.
A noite em que ele viu as camisas subirem ao teto
A história tem uma coincidência. Em 18 de dezembro de 2017, o Lakers aposentou as camisas 8 e 24 de Kobe no intervalo de um jogo contra o Golden State. Looney estava na terceira temporada dele na NBA, e o time visitante daquela noite era o dele.
Ele viu do lado de fora, com o uniforme do adversário, o ídolo da infância virar teto de ginásio. Descreve o momento com uma palavra só: surreal.
O ginásio se chamava Staples Center na época. Kobe já estava aposentado havia um ano e meio, e virou o primeiro jogador da história da NBA a ter dois números aposentados pelo mesmo time.
Por que ele chegou pelo mínimo
A carreira de Looney tem um dado que explica quase tudo: presença. Ele jogou as 82 partidas de duas temporadas seguidas no Golden State, virou o primeiro jogador da franquia em vinte anos a conseguir isso e emendou uma sequência de 192 jogos consecutivos. Nos dois anos seguintes, ainda apareceu em 74 e em 76.
Aí veio New Orleans. Ele assinou por dois anos e US$ 16 milhões em julho de 2025, e o time decidiu entregar o garrafão aos jovens Derik Queen e Yves Missi. Looney jogou 21 partidas na temporada inteira. Em junho, o Pelicans declinou a opção de US$ 8 milhões para 2026-27 e o deixou livre no mercado.
Quatro temporadas de presença e uma de banco
Jogos de temporada regular, de 82 possíveis
| Temporada | Time | Jogos | Aproveitamento do calendário |
|---|---|---|---|
| 2021-22 | Golden State | 82 | 100% |
| 2022-23 | Golden State | 82 | 100% |
| 2023-24 | Golden State | 74 | 90% |
| 2024-25 | Golden State | 76 | 93% |
| 2025-26 | New Orleans | 21 | 26% |
O que ele quer ser neste elenco
O papel está desenhado. Walker Kessler é o titular, e Looney entra como o segundo pivô do plantel atual, com a função que sempre fez bem: rebote de ataque, bloqueio para o armador e defesa de garrafão sem depender de salto explosivo. Ao lado de Luka Doncic, ele diz que a experiência de dez anos armando bloqueio para Stephen Curry serve quase inteira.
Há também a parte que não aparece em súmula. Aos 30 anos e com três anéis, ele chega a um elenco que perdeu quase todos os veteranos de uma vez, e diz que quer ensinar aos mais novos o que aprendeu numa franquia que ganhou três títulos com ele em quadra.
A contratação foi barata e passou quase despercebida no meio da reforma do elenco, feita para repor a saída de Deandre Ayton. A entrevista não muda projeção nenhuma, e o que está escrito no contrato continua sendo o que vale: uma temporada, US$ 3,9 milhões e nenhuma garantia de minutos. O training camp abre em outubro, e é ali que se descobre quantos jogos ele volta a fazer.