Quentin Grimes chega ao primeiro jogo pelo Lakers com algo que nunca teve na carreira: um contrato longo. O ala de 26 anos assinou por quatro anos e US$ 60 milhões e disse que isso tirou um peso das costas, porque agora joga sem pensar no próximo acordo, na disputa por uma vaga ao lado de Reaves.

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Resumo rápido
US$ 60 mi
Valor do contrato de quatro anos, o primeiro de longo prazo da carreira dele.
13,4 pts
Média dele em 2025-26 pelo 76ers, em 75 jogos, com 45% de acerto nos arremessos.
Dallas
Onde ele já tinha jogado com Doncic antes de os dois chegarem a Los Angeles.
2 vagas
Lugares abertos no quinteto. Grimes é um dos candidatos mais fortes.

O peso que saiu

Grimes falou do assunto no Media Day, em 28 de setembro. Até este verão, ele nunca tinha assinado um contrato longo na NBA. Passou as temporadas anteriores sabendo que cada jogo podia valer o próximo acordo, e contou que só percebeu o tamanho dessa pressão quando ela foi embora.

“Tira um peso das costas. Você não precisa entrar em quadra jogando por contrato, forçando demais as coisas. Você joga mais solto, e talvez nem soubesse que tinha esse peso no peito, porque queria ser pago ou queria um contrato longo.”

Quentin Grimes, no Media Day do Lakers

Segundo ele, a estabilidade deixa espaço para uma única preocupação: ganhar jogo. “Fica fácil chegar todo dia e pensar só no principal, que é tentar vencer”, completou, segundo Matthew Valento, do Lakers Nation.

Cinco times em cinco anos

A frase ganha peso quando se olha a trajetória dele. Grimes foi a 25ª escolha do Draft de 2021, envolvido em uma troca na mesma noite e levado ao Knicks. Em fevereiro de 2024 foi trocado para o Pistons, no verão seguinte foi para o Mavericks e, em fevereiro de 2025, mudou de novo, desta vez para o 76ers.

Em Filadélfia, enfim ganhou bola e minutos, mas jogou a temporada 2025-26 com um contrato de apenas um ano, à espera do mercado. Foram quatro times em cinco temporadas, quase sempre com a sensação de estar de passagem. O acordo com o Lakers é a primeira vez que ele chega a um lugar sabendo que vai ficar.

Por que o Lakers

A escolha também teve a ver com gente conhecida. Grimes jogou com Luka Doncic no Mavericks antes de os dois mudarem de time, conhece JJ Redick há três ou quatro anos e já tinha relação com Jarred Vanderbilt. Contou que o interesse era mútuo havia algum tempo e que Redick sempre manteve contato, perguntando por ele e pela família.

Para o Lakers, o encaixe parece natural. Na temporada passada, pelo 76ers, Grimes fez 13,4 pontos, 3,6 rebotes e 3,3 assistências por jogo em 75 partidas, 19 delas como titular, acertando 45% dos arremessos. É o perfil de ala que defende o perímetro e ainda pontua, exatamente o que o time precisava depois da saída de Marcus Smart.

O que muda em quadra

O próprio Grimes ligou o contrato ao jeito de jogar. Sem a pressão de mostrar números a cada noite, ele pode aceitar a função que Redick desenhar, seja no quinteto, seja como primeiro reserva do perímetro. Para um time com Doncic e Reaves concentrando a bola, um ala que não precisa chutar para provar valor ajuda. E a defesa, que foi o assunto principal da primeira semana de camp, é justamente o ponto em que Redick mais conta com ele.

Ele é hoje um dos nomes mais fortes para as duas vagas abertas no quinteto, ao lado de Ziaire Williams, Matisse Thybulle e Adou Thiero. A primeira chance de mostrar isso é nesta segunda-feira, contra o Kings, em Sacramento, às 23h de Brasília.

Grimes passou a carreira jogando pelo próximo contrato. Agora, pela primeira vez, joga só pelo time, e o Lakers aposta que essa versão dele é a melhor.