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    Renato Campos

    02 de Dezembro de 2025 postado por Renato Campos

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    Depois de uma série empolgante de sete vitórias seguidas, o Lakers teve uma noite para esquecer nesta segunda-feira. Com atuação displicente, muitos erros e pouca energia defensiva, o time foi dominado pelo Phoenix Suns, que venceu com autoridade por 125 a 108 e expôs problemas que a gente nem lembrava mais da equipe de JJ Redick.

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    Turnovers e transição: onde o jogo realmente foi por água abaixo

    O roteiro da derrota esteve menos nos arremessos e mais nos erros básicos. O Lakers cometeu 21 turnovers, que se transformaram em 32 pontos para o Suns. Em uma partida em que o ataque de Phoenix já estava quente, entregar tantas posses extras foi praticamente uma sentença.

    A diferença em transição também foi gritante: o Suns massacrou o Lakers por 28 a 2 em pontos de fast break. Sempre que o Lakers errava, o time de Phoenix acelerava e punia, enquanto o time de LA quase não conseguiu reverter em cima dos erros do adversário.

    Para completar a frustração, Devin Booker atuou apenas no primeiro quarto, deixando o jogo com uma lesão na virilha direita, e mesmo assim o Suns venceu com tranquilidade. Em uma noite em que o rival perde sua principal estrela, a falta de resposta coletiva do Lakers pesou ainda mais.

    Lakers x Suns: Melhores Momentos


    Primeiro quarto equilibrado, antes do apagão

    O jogo começou em ritmo de duelo ofensivo. Luka Doncic liderou o Lakers com 6 pontos no primeiro período, enquanto Dillon Brooks respondeu com 5 pelo Suns. Depois de abrir seis pontos de frente, o time de LA viu Phoenix reagir com uma corrida de 12–4 para virar o placar.

    Luka converteu uma bola de três, Booker respondeu na mesma moeda, e o esloveno apareceu de novo com outro arremesso do perímetro para recolocar o Lakers na frente. O período seguiu em trocação até o fim, sem que nenhum lado abrisse vantagem significativa. O empate no placar ao final do primeiro quarto refletiu esse equilíbrio, com um ponto positivo: apenas 2 turnovers do Lakers, contra 4 de Phoenix.

    Segundo quarto: Suns acelerou, Lakers desmanchou

    O Lakers até começou bem o segundo período, com LeBron James convertendo um de seus fadeaways característicos. O Suns errou os quatro primeiros arremessos do quarto, e Austin Reaves anotou sua segunda bola de três, enquanto Dalton Knecht aproveitava minutos em quadra para também converter do perímetro.

    Mesmo assim, a maré começou a virar. Los Angeles ainda mantinha a liderança até que Phoenix encaixou uma sequência de 11–2 e assumiu o controle da partida, abrindo oito pontos já perto do intervalo. Dillon Brooks, em noite inspirada, já chegava a 18 pontos antes do descanso.

    O grande problema do Lakers foi a combinação de falta de ajuste ofensivo com descuido com a bola. Só no primeiro tempo, Luka e Reaves somaram 10 turnovers, alimentando o contra-ataque do Suns. Com os arremessos curtos, a defesa desconectada e pouca pressão na bola, Phoenix fechou o segundo quarto com uma corrida de 19–4, abrindo 14 pontos de vantagem no intervalo.

    Terceiro quarto: reação que nunca veio, Brooks e Gillespie castigaram

    O segundo tempo já começou com sinal de alerta: o Lakers cometeu violação de 24 segundos logo na primeira posse. Deandre Ayton tentou responder no garrafão e anotou quatro pontos importantes, mas o Suns sempre tinha resposta. O ex-Laker Jordan Goodwin converteu uma bola de três, enquanto Brooks seguia em ritmo de noite histórica, chegando a 26 pontos após jogo de três pontos convertido.

    O Lakers até conseguiu cortar a diferença para 12 pontos, mas Phoenix respondeu rapidamente com cinco pontos seguidos e outra bola de três de Brooks, que ampliou ainda mais seu estrago. A postura de Los Angeles, descrita como “lax” e “off” ao longo da transmissão, aparecia em cada descuido defensivo e em cada ataque apressado.

    Ao fim do terceiro quarto, o número que resumia a disparidade era claro: 17 turnovers para o Lakers, contra apenas 8 do Suns. No placar, Phoenix já vencia por 19 pontos, praticamente matando as chances de reação antes mesmo do período final.

    Quarto período: tentativa tardia e noite de Gillespie fecha o caixão

    O Lakers até iniciou o último quarto com um mini-susto positivo, anotando quatro pontos rápidos. Mas a resposta do Suns foi imediata, com mais cinco pontos e nenhuma queda de intensidade. Gabe Vincent converteu uma bola de três importante, mas era tarde demais para virar o roteiro.

    Se Brooks foi o protagonista do primeiro tempo, o último quarto consolidou o impacto de Collin Gillespie. O armador castigou a defesa angelina no perímetro, terminando 7/11 em bolas de três e chegando a 28 pontos, aproveitando todas as quebras de comunicação e trocas mal executadas do Lakers.

    Com pouco mais de cinco minutos restantes e o jogo já praticamente decidido, JJ Redick optou por tirar as principais peças. Aos 5:44 do fim, depois de manter LeBron em quadra apenas até ele atingir os 10 pontos, o Lakers “levantou a bandeira branca” e esvaziou o banco para fechar a partida com a rotação profunda.

    Lakers x Suns: Estatísticas dos jogadores

    Lakers

    Doncic: 38 pts, 11 reb e 5 ast.

    Reaves: 16 pts, 4 reb e 3 ast.

    Knecht: 13 pts, 4 reb e 1 ast.

    Ayton: 12 pts, 9 reb e 1 ast.

    James: 10 pts, 3 reb e 3 ast.

    LaRavia: 2 pts, 2 reb e 1 ast.

    Kleber: 2 pts, 3 reb e 0 ast.

    Smith: 1 pts, 0 reb e 1 ast.

    Hachimura: 0 pts, 1 reb e 0 ast.

    Vincent: 0 pts, 2 reb e 0 ast.

    Thiero: 0 pts, 1 reb e 0 ast.

    James: 0 pts, 1 reb e 0 ast.

    Hayes: 0 pts, 2 reb e 0 ast.

    Suns

    Gillespie: 28 pts, 4 reb e 5 ast.

    Brooks: 15 pts, 2 reb e 2 ast.

    Williams: 13 pts, 6 reb e 1 ast.

    Booker: 11 pts, 2 reb e 3 ast.

    O'Neale: 6 pts, 7 reb e 11 ast.

    Dunn: 6 pts, 8 reb e 1 ast.

    Fleming: 0 pts, 2 reb e 0 ast.

    Próximo jogo: chance rápida de resposta contra os Raptors

    Sem muito tempo para lamentar, o Los Angeles Lakers volta à quadra na quinta-feira, quando enfrenta o Toronto Raptors. A partida oferece uma oportunidade imediata para corrigir o nível de foco, reduzir os turnovers e reencontrar a intensidade que marcou a sequência de sete vitórias.

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