O Lakers enfrenta o Golden State Warriors neste sábado, 18 de julho, às 21h30 (horário de Brasília), no Thomas & Mack Center, pela semifinal da Summer League de Las Vegas, com transmissão do Prime Video. Invicto em quatro jogos em Vegas, o time busca a revanche da única derrota do verão.

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Resumo rápido
  • Lakers x Warriors neste sábado, 21h30, no Thomas & Mack Center, com transmissão do Prime Video.
  • O Lakers está invicto em Las Vegas, com quatro vitórias; o Warriors avançou em quarto, com 3-1.
  • No California Classic, o Warriors venceu o primeiro encontro por 104 a 72, em 3 de julho.
  • Yaxel Lendeborg, escolha 11 do Draft, tem médias de 16 pontos, 6,8 rebotes e 4,2 assistências.
  • Nenhum dos dois times tem lesões para a semifinal.

Horário e onde assistir

  • Jogo: Lakers x Warriors, semifinal da Summer League de Las Vegas
  • Data: sábado, 18 de julho
  • Horário: 21h30, horário de Brasília (17h30 no horário local)
  • Local: Thomas & Mack Center, Las Vegas
  • Transmissão: Prime Video

A revanche do 104 a 72

O Warriors, quarto colocado na classificação de Las Vegas com campanha de 3-1, é o único time que venceu o Lakers neste verão, e não foi uma vitória qualquer. No dia 3 de julho, pelo California Classic, o time de São Francisco atropelou por 104 a 72, abriu 20 pontos de vantagem ainda no segundo quarto e administrou o resto do jogo. Os números daquela noite explicam o tamanho do buraco: o Warriors acertou 63% dos arremessos de quadra e 62% das bolas de três, enquanto o Lakers converteu apenas 38% de quadra e 23% do perímetro.

De lá pra cá, muita coisa mudou. O Lakers emendou quatro vitórias em Las Vegas, fechou a fase de classificação sem perder e chega à semifinal como o time mais consistente do torneio. A pergunta que o sábado responde é simples: aquele 3 de julho foi um retrato real ou só o primeiro jogo de um grupo que ainda estava se conhecendo? O elenco atual joga junto há duas semanas, defende melhor e move a bola com outra fluidez.

Lendeborg, o problema número um

Do outro lado, o nome que puxa a fila é Yaxel Lendeborg. Escolha número 11 do último Draft, o novato vindo de Michigan tem médias de 16 pontos, 6,8 rebotes, 4,2 assistências e 1,4 roubo de bola em cinco jogos nesta edição. Foi dele a melhor atuação na vitória sobre o Lakers, com 19 pontos e 4 bolas de três, e é dele que sai boa parte da criação do Warriors.

O perigo não termina no novato. LJ Cryer vem de uma atuação forte contra o Knicks e ajuda a transformar o Warriors em um dos times que melhor arremessa nesta Summer League. Conter a produção de perímetro dos dois é o ponto de partida de qualquer plano de jogo do Lakers para o sábado.

A força do Lakers está no coletivo

Se o Warriors tem a dupla, o Lakers tem o grupo. Cameron Carr segue como a referência ofensiva do time, com a regularidade que virou marca registrada neste verão. Ele foi, aliás, o único que se salvou na derrota de julho, com 19 pontos e 5 bolas de três anotados. A diferença é que agora o jogador não está sozinho: Adou Thiero, Arthur Kaluma e Chris Mañon dividiram o protagonismo nas vitórias em Las Vegas e deram ao elenco a rotação mais profunda deste mata-mata.

Há ainda o fator defesa. Sob o comando de Ty Abbott, o Lakers construiu a campanha invicta em cima de fisicalidade e intensidade defensiva, e essa marca precisa aparecer diante de um adversário que vive do arremesso de fora. Repetir a postura defensiva das últimas quatro partidas é o caminho mais curto para tirar o ritmo dos armadores do Warriors.

O que decide a vaga

Sem lesões de nenhum dos lados, o duelo se resolve em dois pontos. Primeiro, o perímetro: se Lendeborg e Cryer repetirem os percentuais do California Classic, não há coletivo que compense a diferença. Segundo, a distribuição ofensiva: o Lakers avança quando cria arremessos limpos e recebe produção equilibrada de quatro ou cinco jogadores, em vez de depender de uma noite inspirada de um nome só.

O vencedor pega o finalista do outro lado da chave e leva, de quebra, o direito de provocação em um duelo de rivais da Divisão do Pacífico. Para o Lakers, a conta é ainda mais direta: vingar a única derrota do verão e transformar um atropelo de 32 pontos em nota de rodapé de uma campanha de título em Las Vegas. Se a lógica do torneio prevalecer, será o teste mais duro do time desde a chegada ao deserto, e é exatamente por isso que vale a pena assistir.