Cole Swider ficou no banco a noite inteira contra o Kings e, quando teve a chance contra o Warriors, acertou 3 de 4 bolas de longe em 12 minutos. Foi a resposta de um ala que voltou ao Lakers com contrato de pré-temporada e diz ter mudado o corpo e a defesa para ficar na NBA desta vez.
A primeira chance
Na estreia, em Sacramento, Swider foi um dos dois jogadores do Lakers que não entraram em quadra. Na terça, com sete jogadores poupados, ele ganhou 12 minutos saindo do banco e fez o que sempre fez de melhor: arremessou de longe. Foram 9 pontos, todos em bolas de três, com 3 acertos em 4 tentativas.
Em uma noite em que o Lakers acertou só 35,1% de três, ele e Sandro Mamukelashvili, os dois com 3 de 4, foram os mais certeiros do time de longe.
“Trabalhei muito duro no meu corpo”
Swider é um rosto conhecido. Estreou na NBA justamente pelo Lakers, em 2022-23, com sete jogos em contrato two-way, e depois passou rapidamente por Heat, Pistons e Raptors. Na última temporada, jogou na Turquia, pelo Anadolu Efes. Voltou neste verão para o training camp, e explicou o que mudou.
“Trabalhei muito, muito duro no meu corpo. Tentei mudar muita coisa. Trabalhei com médicos, com muitas pessoas diferentes. É principalmente na defesa, tentar entender esse lado do jogo neste nível. E também ser um arremessador mais dinâmico, que sai dos bloqueios e cria problema na quadra só com o espaçamento.”
Cole Swider, ao Silver Screen and Roll
O arremesso nunca foi o problema fora da NBA. Segundo o Silver Screen and Roll, ele acertou 38% de três na universidade, 45% na G League e 41% na Europa. Na NBA, porém, a marca caiu para 32,9%, com 28 acertos em 85 tentativas, uma amostra pequena que ele quer aumentar.
O caminho até uma vaga
O contrato de Swider é do tipo Exhibit 10, que vale só para a pré-temporada e não conta para o limite de 15 jogadores. Na prática, é a porta de entrada para a filial da G League, e é para lá que ele deve seguir se não for dispensado. O elenco principal já tem 16 contratos garantidos para 15 vagas, e as três vagas two-way estão ocupadas por Arthur Kaluma, Chris Mañon e AK Okereke.
O formato tem uma vantagem para os dois lados. Se for dispensado e aceitar passar pelo menos 60 dias na filial, o jogador recebe um bônus de até 91 mil dólares, e o Lakers mantém por perto um atleta que já conhece o sistema. Para um arremessador de 27 anos que já passou por quatro times da NBA, é uma rede de segurança, mas não é o objetivo dele.
Para mudar esse destino, Swider precisa de mais noites como a de terça, e de mostrar a defesa que diz ter trabalhado. Restam três jogos de pré-temporada, o próximo na quinta-feira, às 23h30 de Brasília, contra o Kings. Em um elenco que precisa de arremesso ao lado de Luka Doncic, um ala que acerta de três sempre chama a atenção da comissão técnica de JJ Redick.