O Lakers tem quatro candidatos para jogar ao lado de Walker Kessler no quinteto titular: Sandro Mamukelashvili, Jake LaRavia, Jarred Vanderbilt e Ziaire Williams. A vaga de ala-pivô é uma das duas que Redick deixou abertas no quinteto, e a disputa começou no primeiro treino do camp.
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O que a vaga pede
A posição tem uma exigência que vem do lado. Kessler é pivô de garrafão: vive perto do aro, protege a cesta e termina as pontes aéreas de Doncic, mas praticamente não arremessa de longe. Quem joga ao lado dele precisa abrir a quadra, senão o marcador do ala-pivô fica livre para fechar o caminho das infiltrações.
Redick já deu a pista na semana passada, ao dizer que os dois titulares que faltam precisam ser diferentes dos três garantidos. Doncic e Reaves criam, Kessler finaliza e protege o aro. O quarto nome tem de arremessar, defender em mais de uma posição e não precisar da bola para render. Nenhum dos candidatos reúne tudo isso sem ressalva.
Mamukelashvili, o favorito no papel
Pelo que a vaga pede, Mamukelashvili sai na frente. Foi o melhor arremessador do grupo na temporada passada, com 38,9% de três e 52,3% de quadra pelo Raptors, e ainda pode fazer as vezes de pivô quando Kessler descansar. Redick o chamou de “conector ofensivo” depois do primeiro treino, alguém que se movimenta pela formação e mantém a bola circulando.
A dúvida é o outro lado. Mamukelashvili foi titular em só 13 dos 80 jogos que disputou em 2025-26, e o papel de titular com minutos longos seria novo para ele. Se a defesa ao lado de Kessler aguentar, a vaga tende a ser dele.
Ziaire e LaRavia, os alas que viraram quatro
Ziaire Williams e Jake LaRavia chegam pelo caminho inverso: são alas que podem jogar uma posição acima. Ziaire tem o físico e a envergadura para trocar de marcação e fez 10,2 pontos por jogo no Nets, com 34,3% de três. Desde setembro, diz que quer ser titular no Lakers.
LaRavia é quem mais conhece a casa. Foi titular em 43 dos 82 jogos do Lakers na temporada passada. O problema é a pontaria: 32,1% de três deixam o marcador à vontade para ajudar no garrafão, justamente o que a formação com Kessler não pode permitir.
Vanderbilt, a defesa sem arremesso
Vanderbilt é o oposto de Mamukelashvili. É o melhor defensor do grupo, mas acertou só 29,3% de três e 58,9% dos lances livres em 2025-26. Ao lado de Kessler, forma uma dupla que fecha o garrafão atrás e o entope na frente. Faz mais sentido como opção de fim de jogo, contra um ala-pivô que decide, do que como titular de todas as noites.
O que o camp vai decidir
Doncic contou que o primeiro treino já testou combinações diferentes de quinteto, e Redick avisou que ninguém tem lugar garantido. A disputa corre em paralelo à da outra vaga, de ala, e uma escolha mexe na outra: um ala-pivô que arremessa libera um ala mais defensivo, e vice-versa. Quem ficar com as vagas vai redesenhar o plantel atual em torno de três titulares que já sabem o lugar deles.
O primeiro amistoso, contra o Kings em 5 de outubro, deve mostrar a primeira escolha de Redick. A resposta definitiva só sai na estreia, em 21 de outubro, e até lá o Lakers vai descobrir se prefere o arremesso de Mamukelashvili ou a defesa de quem marca melhor.