A Nike apresentou o uniforme Specter Edition do Lakers na quarta-feira, em um desfile da semana de moda de Nova York, com a camisa 77 de Doncic. A peça é preta, tem ondas roxas e o dourado aparece só no nome do time, nos números e nas bordas. Chega logo depois do City Edition preto mantido para 2026-27.
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O que a Specter Edition muda no uniforme do Lakers
Quem viu a peça de longe entendeu preto. De perto, o desenho é outro: a base escura recebe faixas de roxo que imitam tecido amassado, com brilho, e essas faixas atravessam o peito e descem pela lateral. O dourado não sumiu, mas encolheu. Ele ficou no LAKERS escrito no peito, que saiu pequeno, no contorno do número e nas bordas da gola e das cavas.

A mudança que mais chamou atenção não é de cor. O símbolo da Nike, que mora no ombro direito de toda camisa da liga desde 2017, foi para o meio do peito, logo acima do nome do time. É uma inversão de hierarquia visual: quem olha de frente vê primeiro a marca, depois o time.

As oito franquias que ganharam a Specter Edition
A Nike disse que a linha foi feita para os times que puxam a história até os primeiros capítulos da liga. Na prática, é o grupo que já jogava antes de a NBA ter esse nome, e no caso do Kings bem antes disso. O Lakers entra por 1947, quando o time nasceu em Minneapolis.
A conta que interessa é a de fora: são oito times em trinta. Os outros vinte e dois não recebem nada parecido, o que transforma a Specter em selo de antiguidade, e não em coleção de moda passageira. E o Lakers, que já mexeu no próprio guarda-roupa muitas vezes, entra no grupo com a peça mais escura do lote.
O vídeo do desfile que mostrou a camisa
A liga e a Nike escolheram uma passarela, e não uma quadra, para o anúncio. O modelo cruzou o salão com a 77 e um telão roxo com o logo do Lakers ao fundo, no meio de peças das outras sete franquias. O registro que espalhou a imagem pelo Brasil veio da plateia.
BREAKING: Nike just unveiled the Lakers “Specter” jersey 👀 pic.twitter.com/euYaMLHYiz
— Lakers All Day Everyday (@LADEig) September 10, 2026
O uniforme faz parte de um pacote maior. A Nike e a NBA apresentaram no mesmo evento a NBA Standard Issue Collection, uma linha de roupa para os trinta times que os jogadores vão usar em aquecimento, treino e viagem, e que o torcedor vai poder comprar igual. Segundo a liga, o desenho ouviu mais de 400 jogadores de ensino médio, 100 atletas da NBA e os trinta times.
“Basquete é mais do que um jogo, é uma cultura e uma forma de expressão. Esta coleção celebra a atitude, a criatividade e a individualidade de quem joga hoje.”
Ross Klein, vice-presidente e diretor de criação da Nike Basketball, em comunicado
Michael Brady, chefe global de parcerias de produto da NBA, foi na mesma linha e disse que a ideia é ligar o que o atleta veste em volta da quadra ao que o torcedor veste na rua. O uniforme usa a tecnologia Aero-Fit, que a Nike vende como tecido mais leve e com melhor saída de suor.
Por que a torcida do Lakers reagiu mal
A reação nas redes foi rápida e quase toda contra. Torcedores reclamaram de o dourado ter virado detalhe, de o nome do time ter saído miúdo e de o preto ocupar quase tudo. “Isso é feio”, “a pior camisa que a NBA já produziu” e “eu só quero o dourado de volta” foram alguns dos comentários mais repetidos no X, catalogados por Yahoo Sports e Fadeaway World.
Não é a primeira vez. O time já tinha ouvido o mesmo coro no City Edition preto, e a resposta de sempre é comercial: peça alternativa escura vende. A diferença aqui é que a Specter nasce carimbada como homenagem à história da franquia, e a homenagem chegou sem as duas cores que a história construiu.
Quando a camisa Specter chega às lojas
A linha Standard Issue entra à venda em duas levas, em 15 de setembro e 12 de outubro, nas lojas oficiais da Nike, da NBA e nas grandes redes esportivas dos Estados Unidos. Os uniformes Specter e a roupa da mesma família ficam para o último trimestre, sem data fechada. A liga também não informou em quantos jogos o Lakers vai usar a peça, que entra como alternativa e não substitui nenhum dos uniformes fixos da temporada.
Falta a parte que nenhum desfile responde. Uniforme de basquete se julga em movimento, sob a luz da arena, com o número legível da arquibancada e da televisão. O preto do City Edition sobreviveu a esse teste. O roxo amassado da Specter ainda vai fazer o dele, e a plateia que decide não estava na passarela.