O Lakers dispensou Anton Watson em 18 de setembro, um dia depois de assinar com ele. No mesmo dia, o time fechou com dois armadores. O ala tinha chegado na quinta-feira em contrato de pré-temporada e saiu sem participar de um treino coletivo.
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O que aconteceu em dois dias
Na quinta-feira, o Lakers assinou Anton Watson, ala que passou a temporada passada na filial do time na G League. Na sexta, dispensou o jogador e assinou dois armadores no mesmo tipo de contrato: Chase Ross, de Marquette, e Meechie Johnson, de South Carolina. A informação é de Law Murray, do The Athletic, e foi confirmada em seguida por Hoops Rumors e por veículos que cobrem o time.
Com as duas chegadas, o grupo de pré-temporada bateu no teto de 21 jogadores, que é o máximo permitido antes do camp. Watson saiu para abrir essa conta.
Quem chegou no lugar dele
Chase Ross tem 1,95 metro, saiu de Marquette e não foi escolhido no Draft deste ano. No último ano de faculdade fez 14,3 pontos, 4,2 rebotes e 3,4 assistências, e entrou na seleção defensiva da conferência dele com 2,3 roubos de bola por jogo. Jogou pouco na Summer League do Lakers em julho.
Meechie Johnson tem 1,88 metro e também não foi escolhido. Passou por Ohio State e South Carolina numa carreira universitária esticada pelos anos de pandemia, e no último ano foi titular nas 32 partidas, com 17,2 pontos, 4,3 assistências e 3,3 rebotes. Na Summer League, defendeu o Miami.
Os dois trocam de posição em relação a Watson: o time devolveu um ala e trouxe dois jogadores de armação. Para um elenco em que a vaga aberta é de ala-pivô, isso diz que a decisão não foi sobre corrigir o quinteto.
Watson não era um desconhecido na casa. Ele jogou 50 partidas pela filial do time na temporada passada, 34 delas como titular, com 11,0 pontos, 4,9 rebotes, 2,9 assistências e 1,4 roubos. Foi escolhido pelo Boston na 54ª posição do draft de 2024 e chegou a atuar por Celtics e Knicks antes de cair na G League. Nada disso segurou a vaga dele por 24 horas.
Por que isso não muda a conta que importa
Nenhum dos três contratos vale como vínculo padrão. O Exhibit 10 é uma cláusula colada a um acordo de um ano pelo mínimo, sem nada garantido, que existe para encher o grupo de pré-temporada e dar ao time algumas semanas de observação. Quando o elenco fecha, o vínculo acaba.
O prêmio de consolação está escrito no papel: quem sai por esse caminho ganha um bônus de até 91 mil dólares se aceitar jogar pela filial na G League por pelo menos 60 dias. É assim que as franquias seguram jogador formado dentro de casa sem gastar vaga, e é exatamente por isso que esses nomes entram e saem sem drama.
A conta que continua sem fechar é a de cima. O elenco principal do Lakers segue com 16 atletas de contrato garantido, um a mais do que o regulamento permite na estreia, marcada para 21 de outubro. Dalton Knecht é o nome mais citado por quem cobre o time, e nada disso foi resolvido nesta semana.
O calendário passou a apertar. O Media Day acontece em 28 de setembro e o camp abre no dia seguinte, o que significa que o time tem pouco mais de uma semana para decidir quem sai do grupo de 16. Dispensar alguém de contrato garantido deixa dinheiro na folha, o que torna a troca a saída mais confortável, só que trocar exige alguém do outro lado querendo.
A porta que gira porque a outra está travada
Vista de longe, a movimentação parece agitação. Vista de perto, é o contrário: o time mexeu três vezes em dois dias justamente naquilo que não custa nada e não decide nada. As 15 cadeiras de verdade continuam onde estavam em agosto.
Watson foi o exemplo mais cru disso. Ele assinou, virou notícia, apareceu na lista de convidados do camp e saiu antes de vestir a camisa em um treino. Quem acompanha só o noticiário vê três contratos numa semana. Quem olha a planilha vê que nada mudou, e que a decisão difícil continua marcada para outubro.