O Lakers tem 16 contratos padrão para 15 vagas e precisa cortar alguém antes da estreia. O nome mais citado é Dalton Knecht, oito dias depois de o próprio time tirar o nome dele da mesa de negociações. São quatro prazos entre o fim de setembro e o fim de outubro.
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A conta que não fecha de jeito nenhum
A regra da NBA não tem exceção nem jeitinho: 15 contratos padrão na abertura da temporada regular. O Lakers tem 16 desde que fechou com Matisse Thybulle. Ou alguém é trocado, ou alguém é dispensado, e as duas coisas custam dinheiro que continua contando na folha.
O time pode carregar o jogador a mais durante o training camp. Não pode carregar na estreia. E o calendário de outubro é mais apertado do que parece quando se olha só a data do primeiro jogo.
O que o Lakers dizia sobre Knecht há oito dias
Em 1º de setembro a informação era outra, e era favorável a ele. Segundo o Los Angeles Times, o departamento de basquete tinha tirado Knecht das conversas de troca por acreditar que ele renderia mais nesta temporada, ocupando justamente a posição de ala que ficou descoberta no elenco.
O plano descrito era específico. JJ Redick usaria Knecht como abridor de quadra saindo do banco, na função que era de Rui Hachimura, apostando no arremessador que apareceu na temporada de estreia. Não era torcida de torcedor, era leitura de quem cobre o time diariamente.
E o arremessador existiu mesmo. Como novato, Knecht fez 9,1 pontos com 37,6% nas bolas de três, e teve uma noite que o NBA.com guarda na ficha dele: 37 pontos contra o Utah, com nove bolas de três, igualando o recorde de novato em um jogo.
O que mudou em uma semana
Em 6 de setembro, Carlos Yakimowich, do Lakers Roundtable, cravou Knecht como o jogador com mais motivo para se preocupar, o mais provável a perder a vaga. O analista Trevor Lane chegou à mesma conclusão. Jaden Hardy e Bronny James são citados logo atrás dele, como possibilidade, não como favoritos a sair.
O argumento não é sobre talento, é sobre fila. O Lakers chegou a setembro com Quentin Grimes, Matisse Thybulle e Ziaire Williams ocupando o mesmo espaço que o plano de agosto reservava para Knecht. Os três marcam melhor do que ele. Dois deles chegaram depois de o plano ser desenhado.
Quanto custa cada um dos cinco nomes em risco
O salário explica metade da conversa. Dispensar custa o dinheiro inteiro, então o time prefere trocar. Só que contrato grande é justamente o que ninguém aceita, e contrato pequeno não serve de moeda em troca nenhuma.
O caso de Jarred Vanderbilt é o que mais dói, porque ele resolveria tudo sozinho. São US$ 12,43 milhões saindo da folha e uma vaga aberta na mesma tacada. O time ofereceu e ninguém quis, segundo Sean Deveney, do Heavy, que lista quatro candidatos a troca: Vanderbilt, Jake LaRavia, Knecht e Hardy. Deveney descreve LaRavia como o mais fácil de mover, pelo contrato de US$ 6 milhões que expira, e Hardy como o nome que o Lakers só quer tirar da folha.
Os cinco lado a lado, com o que fizeram na temporada passada
Uma coisa é a conta salarial. Outra é o que cada um entregou em quadra em 2025-26. É aqui que o argumento de quem defende Knecht começa a ficar difícil de sustentar, e também onde aparece por que o Lakers hesita.
O gráfico entrega o incômodo. Knecht foi o jogador de menos minutos entre os quatro veteranos da lista, e a pontaria de três, que era o argumento inteiro a favor dele, caiu de 37,6% na temporada de estreia para 34,2% na segunda. Bronny James, o nome que a torcida achava que ia embora, acertou mais bolas de três em porcentagem do que ele.
Por que Bronny não é o corte, e isso não mudou
Vale repetir o que já contamos em agosto, porque a leitura fácil volta toda semana. O salário de Bronny, de US$ 2,3 milhões, foi garantido no fim de junho. Cortar ele não economiza nada e ainda abre mão de um jogador que o time vem desenvolvendo há duas temporadas.
Dave McMenamin, da ESPN, tinha listado três nomes como saídas prováveis, e Bronny não estava entre eles. Um mês depois, a lista de Deveney tem quatro nomes e ele também não aparece. Duas apurações independentes chegando ao mesmo lugar não costumam ser coincidência.
A data que decide mais do que a vaga
Existe uma segunda decisão sobre Knecht, e ela é maior do que a de outubro. Até 31 de outubro o Lakers precisa dizer se exerce a opção de US$ 6,45 milhões dele para 2027-28. Recusar coloca o jogador na agência livre irrestrita em 2027. Aceitar o torna elegível a extensão no ano seguinte.
É por isso que este mês não decide só quem sobra no elenco. Decide se o Lakers ainda enxerga o ala escolhido na 17ª posição do Draft de 2024 como parte do futuro, ou se aquela noite de 37 pontos contra o Utah vai ficar como o pico de uma passagem curta.
A frase de agosto e o relatório de setembro não podem estar os dois certos. Até o fim de outubro a gente descobre qual dos dois era o plano de verdade e qual era só a versão que dava para contar em público.