O Lakers precisa cortar um nome antes de outubro, tem 16 contratos padrão para 15 vagas, e Bronny James não é o candidato. O salário dele de US$ 2,3 milhões foi garantido em junho, e a ESPN aponta outros três jogadores como as saídas prováveis do elenco que perdeu LeBron James.
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A conta que obriga alguém a sair
A NBA permite 15 contratos padrão na abertura da temporada regular. O Lakers tem 16 desde que fechou com Matisse Thybulle, e não existe saída criativa para isso: ou alguém é trocado, ou alguém é dispensado. A decisão precisa estar tomada antes do primeiro jogo, em outubro.
A leitura fácil aponta para Bronny. Ele é o menor salário do grupo, o de menos minutos e o único cujo pai saiu da franquia em julho. A leitura fácil está errada, e quem cobre o time diariamente vem dizendo isso há semanas.
Dave McMenamin, da ESPN, listou três nomes como candidatos reais a mudar de endereço: Jarred Vanderbilt, Dalton Knecht e Jaden Hardy. Bronny não aparece na lista. São contratos maiores, que resolvem melhor a conta salarial numa troca, e são jogadores em faixa de mercado que outros times aceitam.
Salário em 2026-27, em milhões de dólares
| Situação | Jogador | Idade | Salário na temporada |
|---|---|---|---|
| Citado pela ESPN | Jarred Vanderbilt | 27 anos | US$ 12,4 mi |
| Citado pela ESPN | Jaden Hardy | 24 anos | US$ 6,0 mi |
| Citado pela ESPN | Dalton Knecht | 25 anos | US$ 4,2 mi |
| Fora da lista | Bronny James | 21 anos | US$ 2,3 mi |
É aí que a conta se explica sozinha. Dispensar Bronny liberaria uma vaga e economizaria pouco. Trocar um dos três resolve a vaga e ainda mexe na folha, que é o que uma franquia com 16 contratos realmente quer.
O que dizem nos bastidores
A parte que não aparece de fato é a avaliação interna, e ela é clara. Khobi Price, repórter que cobre o Lakers no Southern California News Group, foi direto ao falar sobre o assunto na rádio 97.1 The Fan.
“Precisaria de algo REAL para o Lakers querer trocar o Bronny. Eles o desenvolveram, gostam dele, e ele tem MUITO apoio dentro do clube.”
Khobi Price, repórter do Southern California News Group, na 97.1 The Fan
A garantia do contrato reforça isso. A franquia tinha até o fim de junho para se livrar do compromisso sem custo, num momento em que já sabia que LeBron James iria embora. Manteve. Foi uma decisão tomada com a informação na mesa, não uma inércia de calendário.
Dois anos de rodagem que quase ninguém viu
O número de Bronny é pequeno e não adianta disfarçar: 2,7 pontos de média em 69 jogos ao longo de duas temporadas, com 8,9 minutos por noite na última. O que muda a leitura é o resto do contexto. Ele passou boa parte desse tempo no South Bay, o time da G League da franquia, que é exatamente para onde manda quem está sendo desenvolvido.
Os arremessos contam uma história melhor que os pontos. Foram 40,9% de quadra e 38,6% da linha de três em 2025-26. Para um armador de 21 anos jogando nove minutos soltos, acertar quase quatro em cada dez bolas de três é o indicador que interessa, porque é o que define se ele vira um marcador de perímetro que também abre a quadra.
O pai saiu, ele ficou
A pergunta que atravessou a offseason inteira era se o contrato dele estava amarrado ao endereço do pai. LeBron James assinou com o Philadelphia por duas temporadas e US$ 8 milhões, e o filho seguiu em Los Angeles. Quem acompanha o dia a dia da franquia diz que as duas coisas nunca estiveram ligadas na cabeça da diretoria.
Ele esteve no minicamp que Luka Doncic organizou na Eslovênia, entre 20 e 24 de agosto, com o resto do elenco do Los Angeles Lakers. Não é prova de nada, e ao mesmo tempo diz alguma coisa: quem está prestes a ser dispensado não costuma entrar na lista de passagens de um retiro de elenco.
O corte vai acontecer, e vai doer em alguém. Só que a conta que o Lakers precisa fechar é de folha salarial, e Bronny James custa pouco demais para resolver esse problema. No terceiro ano do contrato de calouro, ele deixou de ser o nome óbvio da lista e virou o que a franquia menos tem motivo para mexer.