O Los Angeles Lakers chega ao fim da temporada 2025-26 de uma forma completamente inesperada: sem Luka Doncic e Austin Reaves, que sofreram lesões de grau 2 faltando apenas cinco jogos para o fim da temporada regular. A dupla de armadores, inclusive, vai ser desfalque no começo dos Playoffs.

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Alta minutagem

Para muitos especialistas, as lesões de Reaves e Doncic poderiam ter sido evitadas com um controle maior de minutagem em quadra, especialmente o esloveno, que estava jogando uma média de 40 minutos em março.

No jogo que se lesionou, inclusive, ele poderia nem ter voltado para a quadra após o intervalo, quando começou a sentir a parte posterior da coxa. O Oklahoma City Thunder já estava vencendo por mais de 30 pontos, mas mesmo assim, JJ Redick optou por colocar Luka na partida —ele recebeu uma massagem e foi liberado pela equipe médica.

Mesmo depois de uma decisão controversa como essa, é injusto colocar no treinador a responsabilidade das lesões dos armadores.

Elenco de apoio

Existe um motivo para que JJ Redick tenha optado por manter Doncic e Reaves tanto tempo em quadra após a pausa do All-Star Game: garantir a terceira colocação do Oeste, que viria com o mando de quadra na primeira rodada dos Playoffs, além de escapar do Thunder em caso de classificação para as semifinais de conferência.

Para isso, o treinador precisava de jogadores de elite atuando, especialmente contra os times mais fortes da temporada. Normalmente, uma boa rotação aliviaria a carga em cima do esloveno, mas a verdade é que o elenco de apoio do Lakers ainda está longe do ideal.

Rob Pelinka trouxe Marcus Smart, Luke Kennard e Jake LaRavia, que foram boas aquisições, mas ainda ficam longe do suficiente para aliviar os minutos de Doncic. Sem o esloveno, o Lakers perde força no ataque, e a defesa ainda não é a ideal, apesar de ter melhorado bastante.

O elenco precisa de estrelas para o quinteto titular, mas também precisa de jogadores fortes no banco, justamente para garantir uma rotação eficiente tanto no ataque, quanto na defesa. E essa missão fica na conta de Rob Pelinka.

Regra dos 65 jogos

Por último, a própria NBA não deixa de ter sua parcela de culpa, até porque, não é só o Lakers que está sofrendo com estrelas lesionadas na reta final da temporada regular. Stephen Curry passou dois meses desfalcando o Warriors, Anthony Edwards machucou o joelho e pode ser desfalque do Minnesota Timberwolves no começo dos Playoffs.

Victor Wembanyama deu um susto no San Antonio Spurs, mas felizmente, já conseguiu retornar. No Leste, Cade Cunningham também precisou se ausentar dos jogos do líder Detroit Pistons. Tudo isso mostra uma coisa: os astros da NBA estão sobrecarregados porque não tem sido feito um controle de carga.

Além do calendário apertado de 82 jogos em seis meses, incluindo jogos em dias seguidos, os principais jogadores são obrigados a disputar, pelo menos, 65 jogos regulares para concorrerem a prêmios individuais como MVP, Defensive Player e All-NBA Teams.

Muitos deles, inclusive, têm cláusulas em seus contratos garantindo pagamentos extras caso sejam reconhecidos com algum tipo de premiação. Doncic terminou a temporada como líder absoluto em pontos, mas não receberá nenhum prêmio, porque disputou 64 jogos.

O motivo por trás dessa regra é cruel: garantir que os astros estejam em quadras nos jogos televisionados, atraindo acordos comerciais, direitos de imagem e muitos patrocinadores.

Mas todo esse dinheiro vale o risco de não ter os principais jogadores da liga nos Playoffs? E mais: desfalque por lesões realmente definem quem merece ou não algum tipo de prêmio? A regra passou a valer apenas na temporada 2023-24 e, desde então, o número de lesões na reta final da temporada regular e nos Playoffs aumentou bastante.