Dalton Knecht sabe que pode sair do Lakers nesta segunda, mas falou como quem pretende ficar. Disse que melhorou em todos os aspectos do jogo e que segue se vendo como o melhor arremessador em quadra, enquanto o Lakers conversa com outros times e corre contra o prazo para decidir o futuro dele.
O que Knecht disse
Knecht falou antes do último jogo da pré-temporada, contra o Nuggets, na sexta. Segundo Dan Woike, do The Athletic, o ala disse que sente o jogo mais lento, o que facilita as leituras e os ajustes durante a partida, e que acredita ter evoluído em todas as áreas. Também disse que nada mudou na forma como se vê em quadra.
“Eu ainda acho que sou o melhor jogador e o melhor arremessador quando entro em quadra.”
Dalton Knecht, ala do Lakers, ao The Athletic
Sobre a possibilidade de sair, o tom foi de quem já entendeu o momento. “Eles me escolheram no draft por um motivo, então eu só entro em quadra, continuo jogando e me mantenho confiante”, disse. “Faz parte do negócio, sem ressentimento.”
O que Redick respondeu
JJ Redick não fugiu do assunto. O técnico disse que Knecht melhorou como jogador nos últimos dois anos, mas que o Lakers mudou ao redor dele. “O time mudou. As necessidades mudaram, o encaixe mudou”, explicou. Com a chegada de vários alas no verão, como Quentin Grimes, Matisse Thybulle e Ziaire Williams, Redick resumiu que Knecht está numa situação difícil neste momento.
Os minutos mostram isso. Knecht não começou nenhum jogo da pré-temporada e entrou em quadra por 48 minutos no total, em quatro partidas. O melhor jogo foi contra o Warriors, em San Francisco, com 11 pontos em 22 minutos. Nos outros três, não marcou.
Do recorde de calouro à fila de corte
A queda chama atenção porque o começo foi promissor. Knecht foi a 17ª escolha do draft de 2024 e, em novembro daquele ano, fez 37 pontos contra o Jazz, com nove bolas de três, igualando o recorde de um calouro na NBA. Terminou a primeira temporada com 9,1 pontos por jogo e 37,6% de três.
A virada veio em fevereiro de 2025. O Lakers fechou a troca de Knecht com o Hornets pelo pivô Mark Williams, mas desfez o negócio depois que Williams não passou nos exames médicos. Knecht voltou, perdeu espaço na rotação e, na temporada passada, caiu para 4,2 pontos em 10 minutos por jogo, com passagens pela G League.
Para Woike, o problema não é o arremesso nem o esforço na defesa. Em uma sessão de perguntas com leitores, o repórter citou a avaliação de um olheiro: Knecht não lê o jogo bem o bastante para jogar no instinto. Woike também disse que a comissão técnica gostaria de vê-lo jogar com mais energia e urgência quando recebe uma chance.
As conversas por uma troca
O Lakers prefere trocar a dispensar. A ideia é usar a vaga de Knecht para buscar um pivô reserva para trás de Walker Kessler. Jake Fischer, da The Stein Line, revelou conversas com o Bucks: o Lakers mandaria Knecht e uma escolha de segunda rodada, e o Bucks devolveria Jericho Sims. Como contamos, o que o Bucks pode dar ao Lakers ainda depende de o time de Milwaukee aceitar a proposta.
Brett Siegel, da ClutchPoints, informou que o Lakers também procurou Bulls e Jazz, entre outros. Mas o cenário não ajuda: o próprio Fischer ouviu pessimismo de pessoas a par das conversas, e muitos times já estão com o elenco cheio. Jovan Buha, que cobre o Lakers, previu que, sem troca, Knecht será o dispensado.
O que acontece até segunda
O prazo vai até as 18h de segunda no horário de Brasília. Se Knecht for dispensado, o Lakers continua pagando os US$ 4,2 milhões restantes do contrato, e ele fica livre para assinar com qualquer time. Se for trocado por um jogador, a conta muda: o elenco volta a ter 16 nomes, e Jaden Hardy, Jarred Vanderbilt e Bronny James passam a correr risco, segundo levantamento do Hoops Rumors.
Knecht já tinha virado o primeiro da fila de corte na semana passada, e nada do que aconteceu desde então mudou esse quadro. A diferença é que agora ele falou. A resposta do Lakers vem antes da estreia, na quarta, contra o Warriors.