O Bucks pode mandar Jericho Sims, de 2,08 m, para o Lakers em troca de Dalton Knecht e de escolhas de segunda rodada, segundo apurou Jake Fischer. As conversas são exploratórias, e Fischer ouviu pessimismo sobre o negócio, mais um capítulo da fila de corte que tem Knecht no topo.
O que Fischer apurou
A informação saiu na noite de quinta, no boletim de Marc Stein. Segundo Fischer, Lakers e Bucks discutiram um desenho de troca em que Knecht, escolha de primeira rodada do Lakers em 2024, iria para Milwaukee junto com escolhas de segunda rodada, e Sims faria o caminho inverso.
“Também ouvi algum pessimismo de fontes informadas sobre essas conversas de que a troca vai de fato acontecer. O Lakers pode ser obrigado, se nenhum acordo sair até o prazo de segunda, a simplesmente dispensar Knecht para chegar a 15.”
Jake Fischer, The Stein Line
O recado é claro: existe conversa, mas não existe acordo perto de sair. E o plano B continua sendo o mesmo de toda a semana, a dispensa.
Quem é Jericho Sims
Sims tem 27 anos e é pivô de origem, formado pela Universidade do Texas e revelado pelo Knicks. Chegou ao Bucks e, na temporada passada, teve o ano mais cheio da carreira: 67 jogos, 19 como titular, 19,7 minutos, 5 pontos e 5,5 rebotes por partida, com 78,4% de aproveitamento nos arremessos. Ele quase não arremessa de longe e vive de ponte aérea, rebote e bloqueio.
Em abril, contra o Pistons, fez o primeiro triplo-duplo da carreira, com 11 pontos, 11 rebotes e 10 assistências, um número raro para um pivô reserva.
Por que o Lakers olharia para ele
A lógica está no garrafão. Walker Kessler é o titular, mas jogou pouco na temporada passada por lesão e só estreou pelo Lakers na terça, depois de um problema no dedo. Atrás dele, o único pivô de ofício do elenco do Lakers é Kevon Looney, que jogou só 21 partidas pelo Pelicans no ano passado.
Na comparação, Sims jogou mais de três vezes mais jogos, com mais minutos e aproveitamento muito maior. Os rebotes são parecidos. Para um time que perdeu a briga dos rebotes na pré-temporada, um segundo reserva no garrafão seria seguro contra lesão, e não reforço de rotação.
O que pesa contra o negócio
O primeiro problema é a própria conta. A troca, um por um, não reduz o elenco do Lakers: o time manda Knecht, recebe Sims e continua com o mesmo número de contratos. Fischer não explicou como o desenho resolveria a vaga que precisa sair até segunda.
O segundo é a concorrência. O Bucks também precisa enxugar o elenco, com 17 contratos para 15 vagas, e Fischer cita o Sixers como interessado em Sims. O time de LeBron James, porém, não pode acrescentar contrato sem cortar cerca de US$ 600 mil em salário até dezembro, para continuar abaixo do primeiro teto de gastos da liga.
O terceiro é o preço. O Lakers teria de pagar com escolhas de segunda rodada para se livrar do contrato de Knecht, de US$ 4,2 milhões garantidos, e ainda abrir mão de um jogador que tinha sido aposta de primeira rodada há dois anos.
O que acontece até segunda
O último jogo da pré-temporada, nesta sexta, contra o Nuggets, é a última chance de Knecht em quadra antes do prazo. Se a troca andar, ele vai para Milwaukee e o Lakers ganha um pivô para a reserva. Se não andar, o caminho mais provável é a dispensa, com o salário pago do mesmo jeito.
De um jeito ou de outro, a semana que começou com Knecht no topo da lista termina com a mesma pergunta: o Lakers prefere gastar escolhas para ganhar um pivô reserva ou pagar o salário de um ala que não vai jogar? A resposta sai antes da estreia contra o Warriors.