Mike D’Antoni disse que aceitou treinar o Lakers em 2012 principalmente porque Steve Nash estaria lá, e que a franquia garantiu a ele que o armador voltaria de lesão em poucos dias. Nash quebrou a fíbula no segundo jogo, e o treinador resumiu o que veio depois em uma frase.
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A promessa que não se cumpriu
D’Antoni contou a história a Dave McMenamin, da ESPN, às vésperas de entrar no Hall da Fama, em agosto. Ele assumiu o Lakers em novembro de 2012, com o time já em crise, e disse que o motivo principal de aceitar tinha nome.
“Uma das razões pelas quais eu aceitei o emprego no Lakers, a maior delas, além de eu querer treinar, era que o Steve ia estar lá. Eu perguntei antes de assinar: sei que o Steve está machucado, quando ele volta? E eles responderam: bom, ele volta na sexta. Isso me empurrou para o outro lado.”
Mike D’Antoni, à ESPN
Os dois já tinham trabalhado juntos por quatro temporadas no Phoenix, onde montaram um dos ataques mais eficientes da história da liga. A aposta era refazer aquilo em Los Angeles, com Kobe Bryant e Dwight Howard por perto.
Nash nunca voltou de verdade
O armador quebrou a fíbula esquerda no segundo jogo da temporada e ficou fora das 24 partidas seguintes. Jogou 50 no total, o menor número desde 1998-99 e o terceiro menor da carreira inteira. A taxa de assistências dele, 32,8%, foi a quinta mais baixa que ele registrou, e as quatro abaixo dessa são das quatro primeiras temporadas, antes de qualquer uma das oito convocações para o Jogo das Estrelas.
O gráfico abaixo mostra o tamanho da queda. Ele chegou vindo de 10,7 assistências por jogo no Phoenix e entregou 6,7 na primeira temporada aqui.
Segundo o Cleaning the Glass, o ataque do Lakers foi apenas 0,2 ponto melhor por 100 posses com Nash em quadra naquele ano. Para um jogador que tinha acabado de passar oito temporadas transformando o ataque do Phoenix, isso é o mesmo que não estar lá.
O time que virou piada e a temporada de três técnicos
Aquele elenco entrou na temporada com Kobe, Howard e Nash, os três entre os nove primeiros na votação de MVP do ano anterior. Terminou com 45 vitórias e 37 derrotas, em sétimo no Oeste, longe dos anos de título, e foi varrido pelo San Antonio na primeira rodada.
Na temporada seguinte foi pior. Nash jogou 15 partidas por causa das costas, o time terminou com 27 vitórias e 55 derrotas, e D’Antoni pediu demissão no fim do ano. A avaliação dele hoje, treze anos depois, é curta.
“O Steve nunca voltou de verdade. E mesmo quando voltou, era metade dele mesmo. Estava condenado desde o começo.”
Mike D’Antoni, à ESPN
O que a fala acrescenta não é a informação, que a torcida já viveu. É o ângulo. Aquele Lakers costuma ser lembrado como um elenco de nomes grandes que não se entenderam, e a versão do treinador é mais simples: ele foi contratado para montar um ataque em volta de um jogador que nunca chegou inteiro. O resto da história foi consequência disso.