Kobe Bryant é o maior pontuador da história do Lakers, com 33.643 pontos, como já mostramos ao listar os maiores cestinhas da franquia. Elgin Baylor lidera os rebotes, Magic Johnson as assistências e Kareem Abdul-Jabbar os tocos. Kobe também tem o recorde de pontos num jogo: 81.
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Quem lidera cada estatística do Lakers
Seis categorias, quatro nomes. É o resumo mais curto possível de setenta e nove anos de franquia, e ele diz muito sobre como o Lakers ganhou o que ganhou: um armador que enxergava a quadra inteira, dois pivôs dominantes em eras diferentes e um ala que jogou vinte temporadas no mesmo uniforme.
Totais de carreira na temporada regular
| Estatística | Jogador | Período | Total |
|---|---|---|---|
| Pontos | Kobe Bryant | 1996-2016 | 33.643 |
| Rebotes | Elgin Baylor | 1958-1971 | 11.463 |
| Assistências | Magic Johnson | 1979-1996 | 10.141 |
| Roubos | Kobe Bryant | 1996-2016 | 1.944 |
| Tocos | Kareem Abdul-Jabbar | 1975-1989 | 2.694 |
| Jogos | Kobe Bryant | 1996-2016 | 1.346 |
Kobe aparece em três das seis. Não é só talento, é permanência: ele é o único da lista que passou a carreira inteira em Los Angeles, e volume se constrói com tempo. Baylor e Kareem lideram nas categorias de garrafão, e Magic domina a única em que a diferença é quase constrangedora.
Pontos: a distância que ninguém vai encostar
A liderança de Kobe em pontos não é apertada. São 8.451 a mais que Jerry West, o segundo colocado, o equivalente a três temporadas inteiras de um pontuador de elite.
| # | Jogador | Período | Pontos |
|---|---|---|---|
| 1 | Kobe Bryant | 1996-2016 | 33.643 |
| 2 | Jerry West | 1960-1974 | 25.192 |
| 3 | Kareem Abdul-Jabbar | 1975-1989 | 24.176 |
| 4 | Elgin Baylor | 1958-1971 | 23.149 |
| 5 | Magic Johnson | 1979-1996 | 17.707 |
O detalhe que muda a leitura da lista está fora do top 5. LeBron James passou oito temporadas no Lakers, entre 2018 e 2026, e terminou em 10º na pontuação da franquia, com 12.402 pontos. Em assistências ele foi mais longe, chegando ao 5º lugar com 3.808, e ficou em 2º em bolas de três convertidas, com 1.020. É um retrato justo do que ele foi aqui: chegou tarde demais para brigar por volume, mas jogou tempo suficiente para entrar no livro.
Rebotes, assistências e a era em que cada um jogou
Elgin Baylor tem 11.463 rebotes em treze temporadas, quase todas antes de a NBA registrar rebote ofensivo e defensivo separadamente. Kareem Abdul-Jabbar vem atrás, com 10.279, e Kobe é o terceiro, com 7.047, marca alta para um ala-armador.
Em assistências a conta é outra. Magic Johnson tem 10.141, mais do que a soma de Kobe (6.306) e Jerry West (6.238), que são o segundo e o terceiro. Nenhum outro número da franquia tem essa folga, e ele foi construído em treze temporadas, não em vinte. É por isso que nenhuma lista de armadores do Lakers começa por outro nome.
Nos tocos, Kareem tem 2.694, mais que o dobro de Shaquille O’Neal, que aparece em segundo com 1.278. Nos roubos, Kobe lidera com 1.944, seguido por Magic, com 1.724.
Os recordes de um único jogo
Volume de carreira premia quem fica. Recorde de jogo premia a noite certa.
De 1960 a 2006
| Marca | Jogador | Data | Número |
|---|---|---|---|
| Pontos | Kobe Bryant | 22/01/2006 | 81 |
| Pontos, 2º maior | Elgin Baylor | 15/11/1960 | 71 |
| Rebotes | Wilt Chamberlain | 07/03/1969 | 42 |
| Assistências | Magic Johnson | 17/11/1989 | 24 |
Os 81 pontos de Kobe contra o Raptors, em 22 de janeiro de 2006, são a segunda maior pontuação individual da história da NBA, atrás apenas dos 100 de Wilt Chamberlain em 1962. O jogo terminou 122 a 104, e o Lakers estava perdendo por 18 pontos no intervalo.
Curiosamente, o segundo lugar da lista também é do Lakers e também é histórico: os 71 pontos de Elgin Baylor contra o Knicks, em 1960, eram o recorde da NBA na época. Wilt Chamberlain, que jogou em Los Angeles no fim da carreira, deixou os 42 rebotes de 1969 contra o Celtics.
O que esses números não contam
Toda lista de recordes tem um viés, e o desta é o tempo. Quem jogou mais aparece mais, e por isso Kobe ocupa metade da tabela. Mikan, que ganhou cinco títulos em Minneapolis e praticamente sustentou a liga nos primeiros anos, some do topo porque a carreira dele foi curta e a NBA daquela época registrava menos estatísticas.
Vale lembrar disso ao ler qualquer ranking de franquia: ele mede acúmulo, não impacto. Os 17 títulos do Lakers foram ganhos por gente que aparece nesta lista e por gente que não aparece em nenhuma linha dela.