O Jazz que recebe o Lakers neste domingo, em Salt Lake City, tem um time jovem, veloz e cheio de jogadores que gostam de arremessar. Ganhou um jogo e perdeu outro na abertura da temporada, e depende de Keyonte George e Jaren Jackson Jr. para competir. É o primeiro teste do Lakers fora de casa.
Um começo de altos e baixos
O Jazz estreou em casa com uma derrota pesada. Perdeu para o Grizzlies por 123 a 103, levou 55 rebotes contra 38 e sofreu 58 pontos no garrafão. Dois dias depois, se recuperou com uma vitória apertada sobre o Pelicans, por 120 a 119, mesmo cedendo 64 pontos perto da cesta. Nos dois jogos, cometeu 18 erros.
O retrato é de um time que ataca bem e defende mal o garrafão. Acertou 47% e 49% dos arremessos e 37% das bolas de três na vitória. Mas permitiu que os adversários entrassem na área pintada com facilidade, justamente onde Walker Kessler vem fazendo estrago: 22 de 26 nos arremessos em dois jogos.
As peças que Redick precisa parar
O motor do time é Keyonte George. O armador de 22 anos assumiu a criação do ataque e lidera o Jazz em pontos. Ao lado dele, Jaren Jackson Jr., que chegou do Grizzlies na temporada passada, joga aberto, arremessa de três e protege o aro. Contra o Pelicans, teve 24 pontos, 10 rebotes e 3 tocos.
Lauri Markkanen, o nome mais conhecido do elenco, começou a temporada frio. Acertou só 10 dos 26 arremessos nos dois jogos e 5 das 16 bolas de três que tentou. Mesmo assim, é o jogador que mais preocupa quando esquenta, pela altura e pela facilidade de pontuar de longe.
Os rostos conhecidos
O Jazz tem um velho conhecido da torcida. Jaxson Hayes, que defendeu o Lakers nas últimas temporadas, agora disputa minutos no garrafão de Salt Lake City. Foi titular na estreia e saiu do banco contra o Pelicans, quando fez 17 pontos com 7 de 8 nos arremessos. Ele vai ter pela frente Kessler, que volta à casa onde jogou três temporadas ao lado de Collin Sexton.
Há ainda os jovens que o Jazz trata como futuro. Ace Bailey, no segundo ano, saiu como titular contra o Pelicans. Darryn Peterson, calouro, fez 9 e 15 pontos nos dois primeiros jogos da carreira. O time ainda não terá Jusuf Nurkic, que está fora, assim como Trey Alexander e Blake Hinson.
A altitude e o último quarto
Jogar em Salt Lake City tem um detalhe que todo visitante conhece. A cidade fica a cerca de 1.300 metros acima do nível do mar, e o ar mais rarefeito cobra o preço no fim das partidas. Para o Lakers, isso acende um alerta específico. Nos dois primeiros jogos, o time de Redick perdeu o último quarto: somados, foram 64 pontos sofridos contra 47 marcados no período.
Contra o Warriors e o Clippers, a vantagem construída no terceiro quarto deu conta do recado. Em Utah, com a torcida empurrando um time jovem que corre o jogo inteiro, relaxar no fim pode custar caro. O Jazz mostrou contra o Pelicans que sabe fechar jogo apertado, vencendo por um ponto. A rotação do banco, com Sexton ganhando minutos, vai ser decisiva para manter as pernas dos titulares no fim.
Onde o Lakers pode ganhar o jogo
Os números apontam dois caminhos. O primeiro é o garrafão: o Jazz sofre 61 pontos por jogo perto da cesta, e o Lakers marca 62. O segundo é o rebote. Contra o Grizzlies, o Jazz foi dominado nas tabelas, e o Lakers tem em Kessler um pivô que pega rebote e devolve a bola no aro.
O cuidado é com os erros. Os dois times perdem a bola com frequência, e esse é o número que mais preocupa no Lakers. Contra um time jovem e veloz, cada posse entregue vira contra-ataque. Se Doncic e Reaves cuidarem da bola, o Lakers tem tudo para sair de Salt Lake City com o 3-0. A bola sobe às 18h, horário de Brasília.