JJ Redick disse na quinta que o Lakers vai virar um time capaz de brigar pelo anel ainda nesta temporada, a primeira sem LeBron James desde 2018. O técnico foi além do próprio chefe, Rob Pelinka, que preferiu falar em caminho. Luka Doncic tinha feito promessa parecida no livro oficial da franquia.
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A frase que ninguém pediu
O tema surgiu quando Pelinka fazia o balanço da offseason. O dirigente listou os três objetivos do verão: renovar com Austin Reaves, trazer um pivô para o futuro e completar o elenco com jogadores jovens que driblam, passam e arremessam. Disse que cumpriu os três, admitiu que nenhuma offseason resolve tudo e falou que o time está “no caminho” de ser competitivo em nível de título.
Redick pediu o microfone sem que ninguém perguntasse e foi mais direto. Primeiro, lembrou que nenhum time da liga é candidato ao título no fim de setembro. Depois, fez a promessa.
“Isso é um processo ao longo do ano. O Rob fala do trabalho dele nisso. Bom, eu tenho um trabalho nisso. Os nossos jogadores têm um trabalho nisso. Estou confiante de que vamos nos desenvolver como time e virar um time de nível de título neste ano.”
JJ Redick, técnico do Lakers, na coletiva de pré-temporada
A diferença entre as duas falas é pequena no texto e grande no peso. Pelinka descreveu uma direção; Redick colocou prazo. E o prazo é a temporada que começa em outubro, sem o jogador que foi o centro do time por oito anos.
A distância que a tabela mostra
O ponto de partida não é ruim. O Lakers ganhou 53 jogos em 2025-26, levou a divisão do Pacífico pela segunda vez seguida e passou pelo Rockets na primeira rodada dos playoffs, antes de cair para o Thunder. Só que o Oeste teve dois times bem acima disso.
Thunder e Spurs fizeram a final do Oeste, e os dois voltam com as mesmas estrelas. Para chegar ao nível deles, o Lakers precisa ganhar mais jogos com um elenco que mal se conhece e que perdeu, além de LeBron, peças de rotação como Marcus Smart e Rui Hachimura.
A cobrança não vem só do técnico. Pelinka lembrou na mesma coletiva que o Lakers não tem o luxo de perder temporadas atrás de escolhas altas no draft: a expectativa, todo ano, é vencer, ir aos playoffs e fazer campanha. E Doncic escreveu, no livro oficial da franquia, que não vai descansar até o time ganhar mais títulos. Redick só foi o primeiro a colocar data na frase.
Onde Redick aposta a promessa
A defesa é a primeira resposta. Redick lembrou que o time trocou marcação em todas as posições nos últimos dois anos por falta de opção, e que agora tem um pivô para ficar perto da cesta. Chamou Walker Kessler de encaixe perfeito para Doncic e Reaves, justamente pela proteção de aro.
A segunda é a profundidade. O técnico disse que tem seis ou sete alas com chance real de jogar, que o time é “naturalmente mais profundo” e que vai rodar mais o elenco, depois de uma temporada em que foi criticado por usar pouco o banco. Duas vagas do quinteto do elenco principal estão abertas, e o training camp, que começa na terça, vai decidir quem fica com elas.
Redick disse ainda que, pela primeira vez desde que chegou ao Lakers, sente que as peças do elenco se encaixam. O primeiro teste é a pré-temporada, que começa em 5 de outubro contra o Kings, e a estreia oficial é em 21 de outubro, contra o Warriors, em casa.
Ele também deixou uma ressalva. Disse que não existe reconstrução completa em volta de Doncic em uma única offseason, porque a NBA não funciona assim. É a frase que equilibra a promessa: o time ainda não está pronto, mas o técnico colocou o próprio nome na aposta de que vai estar antes de abril. Se der certo, a coletiva vira lembrança boa. Se não der, é o primeiro trecho que vão reprisar.