O Lakers vai distribuir um bobblehead de Luka Doncic no dia 1 de novembro, contra o Toronto, na pose do floater, e o ano ainda tem mais cinco deles. A peça celebra o título de cestinha do armador e divide o calendário com a estátua de Phil Jackson, em abril.
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O que a peça mostra, e por que ela é um recado
O boneco pega Doncic no meio do floater, o arremesso curto com a mão solta que virou assinatura dele desde Dallas. A escolha da pose não é decorativa. O brinde vem carimbado como homenagem ao cestinha da liga, e é o primeiro gesto oficial da franquia sobre o que ele fez na primeira temporada inteira de roxo e dourado.
O número por trás disso é 33,5 pontos por noite, a melhor média da NBA. Somado aos 23,3 de Austin Reaves, deu a dupla que mais pontuou na liga, com 56,8 por jogo. Houve noites em que a conta foi ainda mais desproporcional, como os 60 pontos em Miami, em março, recorde dele com a camisa do time.
O calendário inteiro, data por data
O bobblehead do Doncic é uma das quatorze noites temáticas anunciadas. Vale olhar a lista inteira, porque ela diz bastante sobre como a franquia está montando a temporada dentro da arena.
Duas datas chamam atenção fora da órbita do basquete. Em 18 de novembro o torcedor leva uma camisa do Lakers em corte de beisebol, feita com o Dodgers, que é o jeito mais direto de amarrar as duas marcas mais fortes da cidade no mesmo tecido. E em 7 de março entra a primeira noite Hello Kitty da história da franquia, que parece piada até você lembrar que esse tipo de noite lota ginásio na MLB há anos e puxa um público que normalmente não compra ingresso de NBA.
Um programa novo para as lendas
A novidade estrutural do calendário é o League of Stars, patrocinado pelo BMO, que dedica três noites a jogadores e treinadores do acervo do time: Norm Nixon em dezembro, Paul Westhead em janeiro e Kurt Rambis em março. Cada um vira bobblehead, e os três jogos ficam espalhados no miolo da temporada, justamente no trecho de calendário em que a arena costuma esvaziar. É uma escolha curiosa de nomes, porque nenhum dos três é o tipo de lenda que aparece em vídeo de melhores momentos, e todos foram peça central em algum título.
Nixon foi o armador titular dos dois primeiros campeonatos do Showtime, antes de o time trocá-lo. Westhead era o técnico que assumiu no lugar de Jack McKinney e ganhou o título de 1980, e saiu no ano seguinte em um dos episódios mais tensos da história da franquia. Rambis foi o ala-pivô reserva de quatro campeonatos, e o de óculos que virou símbolo da rivalidade com o Boston.
O primeiro boneco de Reaves
Tem um detalhe fácil de passar batido no dia 27 de dezembro: é a primeira noite de bobblehead de Austin Reaves. Ele chegou ao time sem ser draftado, em 2021, e acabou de assinar a maior renovação da história da liga para um jogador nessa condição. Sair de convite de Summer League para boneco entregue na porta da arena é um arco que o próprio torcedor acompanhou de perto, e a data cai dois dias depois do jogo de Natal contra o Philadelphia, que agora tem LeBron James do outro lado.
Abril é a data que pesa
Se o calendário tem um dia grande, é 9 de abril, quando o time inaugura a estátua de Phil Jackson do lado de fora da arena e entrega o bobblehead dele. São onze títulos como treinador, cinco deles em Los Angeles, e o último nome da geração de Kobe Bryant e Shaquille O’Neal a ganhar uma escultura ali.
Entre as duas pontas, novembro e abril, o Lakers está tentando fazer duas coisas ao mesmo tempo dentro da arena: vender a história que já tem e apostar que a história nova começou na temporada passada, com um armador esloveno arremessando de perto. Se a segunda parte se confirmar em quadra, o boneco de 1º de novembro vai envelhecer muito bem.