Perguntaram a Luka Doncic qual palavra define o novo elenco do Lakers, e ele respondeu “feliz”. A resposta veio no quadro de uma palavra do perfil oficial do time, gravado depois do minicamp que ele bancou na Eslovênia. É a primeira offseason em que ele responde por essa pergunta sozinho.

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Resumo rápido
Uma palavra
Foi tudo o que ele usou para descrever o elenco montado nesta offseason
Oito nomes
Chegaram ao elenco nesta offseason, contra seis que saíram
Três
Companheiros que já falaram em clima bom, além do próprio Doncic
21 de out
A estreia, contra o Warriors, quando a palavra começa a valer ou não

A palavra que ele escolheu

O quadro é simples: o perfil do time faz uma sequência de perguntas e o jogador responde com uma palavra só. Na pergunta sobre o elenco, Doncic não pensou muito.

“Feliz.”

Luka Doncic, ao descrever o elenco do Lakers em uma palavra, no perfil oficial do time

Vale registrar o contexto de quem fala. Doncic entra na primeira temporada em que o time é dele sozinho, sem LeBron James dividindo a bola e a atenção. Palavra escolhida em vídeo de perfil oficial não é apuração, é vitrine, e a franquia sabe muito bem o que publica. Mas essa em particular tem lastro no que o resto do vestiário vem dizendo.

De onde vem essa palavra

Ela nasceu na Eslovênia. Doncic pagou a viagem, o hotel e a alimentação de um minicamp com o elenco antes do início oficial da pré-temporada, e o grupo passou dias treinando e convivendo fora do ambiente de trabalho. Não foi promoção de patrocinador nem obrigação de calendário.

Isso não é comum. Convocar companheiro para treinar junto antes da hora acontece; bancar a conta inteira de todo mundo, não. Foi o primeiro gesto de liderança dele nessa função, e chegou antes de qualquer discurso.

Não é só ele dizendo isso

Três companheiros já disseram coisa parecida desde que o grupo voltou, e cada um por um motivo diferente, o que dá mais peso do que se fosse a mesma frase repetida.

Bronny James entra no terceiro ano e assumiu que vai jogar sem a bola ao lado de Doncic e Reaves, o que é uma forma educada de dizer que aceitou a hierarquia. Kevon Looney, que passou dez temporadas ao lado de gente acostumada a ganhar, disse ter se surpreendido com Doncic antes mesmo de estrear.

E tem Collin Sexton, que é o caso mais direto: perguntado sobre o que o convenceu a assinar, ele não citou a cidade nem a camisa, citou a chance de ganhar. São oito temporadas de NBA sem um único jogo de playoff.

Nenhum dos três precisava dizer nada. Bronny podia ter reclamado de minutos, Looney podia ter falado do próprio contrato de um ano e Sexton podia ter feito o discurso padrão de quem chega. Os três escolheram falar do grupo, e é isso que faz a soma valer mais do que uma frase de vitrine.

O que clima bom vale em outubro

Pouco, se for medido sozinho. Time feliz em setembro é o estado natural de qualquer elenco da liga, porque setembro é o único mês em que ninguém perdeu jogo ainda.

O que muda aqui é o desenho. O time trocou oito nomes de uma vez e perdeu o jogador em torno de quem a rotina girava desde 2018. Elenco assim costuma levar meses para saber quem pede a bola no fim do jogo. Quando a hierarquia se resolve sozinha, e o próprio armador banca a viagem para acelerar isso, o time chega em outubro com um problema a menos.

A conta real começa em 21 de outubro, contra o Warriors. Se a palavra do Doncic ainda servir em dezembro, com o time em sequência de jogos fora de casa e alguém perdendo minutos, aí ela vale alguma coisa. Por ora, vale como sinal, e sinal em setembro é melhor que ruído.