Collin Sexton disse na ESPN 710 o que o levou ao Lakers: a chance de ganhar e o palco grande. Aos 27 anos, o armador nunca jogou um playoff na NBA. Ele assinou por dois anos e US$ 19 milhões e chega para pontuar saindo do banco ao lado de Luka Doncic.

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Resumo rápido
Nenhum
Jogo de playoff na carreira de Sexton, em oito temporadas de NBA
2 anos
Contrato com o Lakers, de US$ 19 milhões, fechado pela Room Exception em julho
18,3
Pontos por jogo na média de carreira, em 29 minutos de quadra
40,1%
Aproveitamento nas bolas de três na última temporada, entre Hornets e Bulls

A resposta que ele deu sem pensar duas vezes

A pergunta foi direta: o que atraiu Sexton para Los Angeles. A resposta veio sem rodeio e sem a diplomacia de praxe de quem acabou de assinar. Ele não citou cidade, não citou tradição e não citou camisa. Citou a única coisa que faltou nos oito primeiros anos dele na liga.

“Eu diria que é a chance de ganhar, estar em um palco grande e estar em uma situação onde eu posso entrar e impactar a vitória. Sinto que já estive em times diferentes onde foi bem mais difícil. A vontade de ganhar sempre esteve ali. Mas ganhar na NBA é difícil mesmo. É uma coisa dura, e toda noite a gente joga contra os melhores dos melhores.”

Collin Sexton, armador do Lakers, à ESPN 710

Sobre a chegada, ele descreveu um ambiente ainda em formação. “Tem sido incrível. Todo mundo é aberto e receptivo, e tem sido bom conversar com os treinadores e com os jogadores. É um monte de rosto novo, então estamos todos aprendendo juntos, dia após dia.” A frase descreve bem o time que estreia em outubro: metade da rotação chegou nesta offseason.

A dupla que já se conhece

Sexton não desembarcou sozinho em um vestiário de estranhos. Ele passou duas temporadas em Utah ao lado de Walker Kessler, e os dois voltaram a treinar juntos em Atlanta antes da pré-temporada. Na mesma entrevista, Sexton falou do pivô com a segurança de quem já dividiu quadra com ele e sabe o que vem pela frente.

É um detalhe que costuma passar batido em contratação de meio de tabela salarial e que pesa em dezembro, quando o calendário aperta. Duas peças novas que já se leem encurtam o tempo de ajuste de uma rotação inteira.

Oito temporadas, nenhum jogo de playoff

A ficha corrida explica a resposta. Sexton foi a oitava escolha do draft de 2018, pelos Cavaliers, e caiu em Cleveland no exato momento em que o time começava a se reconstruir depois da saída de LeBron James. Foram quatro anos ali. Em 2022 ele foi negociado com o Jazz e passou mais três temporadas em Utah, sempre em um time que olhava para o draft. A última ele dividiu entre Hornets e Bulls, e nenhum dos dois chegou aos playoffs.

O resultado é uma linha rara para um jogador desse nível ofensivo: oito temporadas na liga, nenhum jogo de pós-temporada. O levantamento é do LeBron Wire, que apurou a entrevista. Aos 27 anos, entrando na nona temporada, Sexton nunca viu de dentro o basquete que decide título. É por isso que a palavra ganhar apareceu quatro vezes na resposta dele.

O que os números prometem ao banco

O currículo ofensivo é sólido e não depende de um pico isolado. Na carreira, Sexton tem média de 18,3 pontos e 3,6 assistências em 29 minutos. Na última temporada, dividida entre Charlotte e Chicago, foram 15,4 pontos e 3,3 assistências, com 48,5% de aproveitamento de quadra e 40,1% nas bolas de três. No perímetro, a média de carreira é de 38,9%, e ele ficou acima de 39% em todas as temporadas desde 2022-23.

Tony Jones, do The Athletic, apontou o encaixe mais óbvio: Sexton tira peso das mãos de Doncic e de Austin Reaves. O Lakers passou as últimas temporadas com um banco que não pontuava, e a conta sobrava sempre para a dupla titular. Um terceiro criador que também converte de três muda a aritmética dos minutos em que Doncic descansa.

Onde ele entra na rotação

O elenco atual tem armador sobrando, e essa é a parte incômoda da conta. Sexton vai disputar minutos com gente que também precisa jogar, e o time ainda não fechou o quinteto titular. A vantagem dele é o tipo de minuto que oferece: entrar com a bola na mão, atacar o garrafão em velocidade e sustentar o ataque quando os titulares descansam.

O risco é o mesmo de sempre com armador baixo e ofensivo: quando a defesa adversária escolhe um alvo, ele vira o alvo óbvio. O Lakers aceitou essa conta em julho, ciente de que ganhava pontos e perdia tamanho na segunda unidade.

Em outubro a fala vira prova. Sexton chegou dizendo que quer impactar vitória, e com isso escolheu sozinho o critério pelo qual vai ser medido. Se em abril o time estiver jogando, ele terá o primeiro playoff da carreira e o Lakers terá acertado a contratação mais barata da offseason.