O Lakers encerrou a agência livre com uma sequência rápida de movimentos: depois de negociar por Walker Kessler, acertou com Sandro Mamukelashvili, Quentin Grimes e, por fim, Collin Sexton, em contrato de dois anos e US$ 19 milhões. Com a Room Exception gasta, o time só pode assinar mínimos de veterano agora.
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Um alvo antigo que finalmente virou realidade
O nome de Sexton orbitava o Lakers havia anos. Aparecia em conversas de mercado, era citado de raspão em cada janela de negociação, mas nunca passava de especulação. Desta vez foi diferente. O time o fechou dentro de uma leva de anúncios quase simultâneos, logo após a chegada de Kessler, e transformou um flerte antigo em contrato assinado.
O acerto pela Room Exception tem um efeito colateral direto: o Lakers esgotou o poder de compra. Daqui para frente, qualquer reforço só entra por contrato mínimo de veterano. Ou seja, Sexton não é uma peça a mais no meio do processo. Ele é, na prática, a última grande contratação da offseason.
A lacuna que Smart e Kennard deixaram
A movimentação responde a um buraco concreto. Com as saídas de Marcus Smart e Luke Kennard na agência livre, o time perdeu profundidade na posição de armador reserva. Restava a pergunta de quem daria descanso qualificado ao setor. Sexton entra exatamente nesse vão, com a vantagem de ainda ter só 27 anos, o que também rejuvenesce a rotação.
É um movimento de encaixe, não de vaidade. O Lakers construiu a temporada passada apoiado na criação de Doncic e Austin Reaves. Ter um terceiro criador que também pontua alivia a conta dos dois e dá ao banco um jogador capaz de sustentar o ataque quando a dupla titular descansa.
O que os números dizem
Na última temporada, dividida entre Hornets e Bulls, Sexton teve média de 15,4 pontos e 3,3 assistências, com 48,5% de aproveitamento de quadra e 40,1% nas bolas de três. Não é um número isolado: na carreira, ele acerta 38,9% do perímetro, e ficou acima de 39% em todas as temporadas desde 2022-23. É consistência, não pico pontual.
A química que já vinha pronta
Há ainda um detalhe silencioso no encaixe. Sexton passou duas temporadas em Utah ao lado de Kessler, justamente o pivô que o Lakers acabou de contratar. Não é um casamento montado do zero. Os dois já dividiram quadra, já leram os movimentos um do outro, e essa familiaridade tende a encurtar o tempo de adaptação da nova rotação.
Somando as peças, o Lakers sai da agência livre com um banco mais jovem, um criador reserva de estatística sólida e um reencontro pronto entre armador e pivô. Não foi a contratação mais barulhenta do verão, mas talvez seja uma das mais funcionais. Agora a pergunta muda de lugar: não é mais quem o time vai buscar, e sim quanto dessa engrenagem nova vai aparecer quando a bola subir.