O Lakers não deve ir atrás de DeMar DeRozan na agência livre. Cortado pelo Sacramento Kings, o astro de 36 anos ainda pontua, mas não entrega o que o time precisa na reformulação em torno de Luka Doncic: arremesso de três e defesa. Contratá-lo seria repetir um erro que a franquia precisa deixar no passado.
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Uma tentação velha conhecida
DeRozan é exatamente o tipo de estrela em queda que, no passado, colocaria o Lakers numa caça imprudente. A disponibilidade veio a público pela reportagem de Shams Charania, da ESPN: “O Sacramento Kings vai dispensar DeMar DeRozan, transformando o seis vezes All-Star em um dos principais agentes livres do mercado. Os dois lados trabalharam juntos nessa resolução depois de explorarem rotas de troca.” É uma carreira decorada, com discussão legítima de Hall da Fama lá na frente. Só que currículo não é encaixe.
Os números enganam
Pela estatística, a temporada 2025-26 de DeRozan foi boa. Segundo o Basketball-Reference, o veterano fechou o ano com 18,4 pontos, 2,9 rebotes e 4,1 assistências por jogo, com aproveitamento de 50% de quadra, 32% de três e 87% na linha de lance livre. O Lakers tem, sim, buracos exatamente nas posições que ele ocuparia. A pergunta certa não é se há vaga. É se DeMar é o jogador para preenchê-la. E não é.
O buraco do perímetro
A reformulação ao redor de Doncic pede mais arremesso e mais defesa nas alas. DeRozan não oferece nenhum dos dois. A recusa dele em virar ameaça de três pontos é bem documentada, quase inexplicável para quem atravessou a revolução da bola de três sem esticar o alcance. Sempre foi carrasco no mid-range, um dos melhores da liga naquele espaço. Mas, para um time que precisa abrir o garrafão para Doncic operar, 32% de três não resolve.
Defesa, o outro lado da conta
Do lado defensivo, há ainda menos a defender. O Kings teve um dos piores ratings defensivos da NBA na última temporada, e isso não surpreende diante das limitações das peças principais de Sacramento, DeRozan incluído. O Lakers montou um elenco justamente para corrigir esse flanco: pivô de proteção, alas de vocação defensiva, jogadores que aguentem trocas. Trazer um jogador de perímetro que não marca e não espaça a quadra seria andar na direção contrária de tudo que a diretoria desenhou para o elenco.
O que o Lakers deveria fazer
A saída de LeBron James abriu espaço e minutos nas alas, e a tentação de tapar o buraco com um nome grande é real. Mas DeRozan, nesta altura, é um pontuador de banco para times que precisam de ataque bruto vindo do segundo grupo. Em tese, Los Angeles precisa disso. Na prática, a franquia estaria muito melhor construindo um sistema que gere esse volume, apoiado em Austin Reaves e nas peças novas, do que dependendo de um único veterano para carregar a reserva. Evoluir, para este Lakers, é saber a hora de não entrar em furadas.