O Lakers usou a agência livre para renovar as duas pontas do elenco: acertou com Quentin Grimes por quatro anos e US$ 60 milhões no perímetro e com Sandro Mamukelashvili no garrafão. As duas contratações rejuvenescem o time e adicionam o que faltava ao elenco, defesa no perímetro e espaçamento de quadra em torno de Luka Doncic.

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Resumo rápido
  • Grimes assinou por 4 anos e US$ 60 milhões, com opção de jogador no último ano.
  • Grimes reencontra Doncic, com quem jogou em Dallas na temporada 2024-25.
  • Na última temporada, Grimes fez média de 13,4 pontos pelo Sixers.
  • Mamukelashvili acertou 38,9% dos 3 pelo Raptors, recorde pessoal, em 3,7 tentativas por jogo.
  • Aos 27 anos, Mamu entra no mesmo ciclo de Doncic e Reaves.

Grimes, o reforço de perímetro que reencontra Doncic

Precisando de pontos e profundidade atrás do backcourt titular, o Lakers fez de um armador reserva uma das primeiras assinaturas do verão. Segundo Shams Charania, da ESPN, o time acertou com Grimes em contrato de quatro anos e US$ 60 milhões. São três temporadas garantidas e opção de jogador na quarta, um desenho vantajoso para o atleta.

O nome já vinha sendo ligado ao time, então o acerto não surpreende. O detalhe simbólico é o reencontro: Grimes e Doncic dividiram vestiário em Dallas por um breve período na temporada 2024-25. A leitura de jogo entre os dois não parte do zero, e isso tende a encurtar a adaptação do reserva ao esquema da equipe.

Os números que convenceram o Lakers

Grimes teve noites grandes de pontuação em Filadélfia. Foram 15 jogos com 20 pontos ou mais na última temporada, com o auge diante do Blazers: 31 pontos, como titular, numa vitória. No mata-mata, oscilou pelo Sixers, mas entregou atuações decisivas, como os 18 pontos no Jogo 5 sobre o Celtics, quando acertou quatro bolas de três em noite quente.

A média final foi de 13,4 pontos, 3,6 rebotes e 3,3 assistências, com 33,4% de aproveitamento no perímetro. O aproveitamento de fora não é o ponto forte, mas o volume ofensivo e a energia sim. Ele também defende de boa vontade: cravou recorde pessoal de 0,9 roubos por jogo. Ao lado de Doncic, que teve 1,6 roubos por partida e figura entre os melhores da liga no fundamento, o Lakers ganha uma dupla capaz de forçar muitos erros do adversário.

É exatamente o tipo de peça que o elenco perseguia: juventude e atletismo, duas carências repetidas nos últimos anos. Grimes chega como uma das melhores opções de banco de Austin Reaves e companhia, aliviando a carga de criação sobre os titulares.

Mamukelashvili, o pivô que abre a quadra

A outra ponta também mudou. Buscando arremesso ao redor de Doncic e Reaves, o Lakers apostou em um dos melhores pivôs de espaçamento do mercado. Charania também reportou o acerto com Mamukelashvili, alvo do time desde antes de a agência livre abrir. Somado ao reportado retorno de Walker Kessler, o setor interno ganhou duas peças novas de uma vez.

Mamukelashvili vem de temporada de arranque pelo Raptors: 11,2 pontos e 4,9 rebotes por jogo, com 38,9% nas bolas de três, recorde pessoal, em 3,7 tentativas por partida. Rebota bem e estica a defesa adversária. A versatilidade permite que ele atue como ala de força e até como pivô em formações de bola pequena. Na prática, o Lakers passa a poder escalar duas torres sem abrir mão do espaçamento, algo que faltou no ano passado.

A conta que empurra Hachimura para fora

Aos 27 anos, Mamu entra no mesmo ciclo de Doncic e Reaves, reforçando o tema central da offseason: o time ficou mais jovem. Mas a leva de movimentos tem um efeito colateral no orçamento. A soma das assinaturas praticamente garante que Rui Hachimura não siga na próxima temporada. Sem folga sob o primeiro apron, o time dificilmente terá espaço para retê-lo, um cenário desenhado desde o primeiro dia de mercado.

Aconteceu tudo rápido neste verão, mas o retrato final é nítido. O Lakers atacou as duas pontas na mesma janela: energia e defesa no perímetro com Grimes, arremesso e altura com Mamukelashvili. O elenco que subir à quadra na NBA 2025-26 será mais jovem, mais atlético e mais espaçado. Resta ver se a soma dessas peças novas vira identidade coletiva quando a temporada apertar.