O Lakers quer Jonathan Kuminga, mas a negociação com o Atlanta Hawks travou. Como já adiantamos ao mapear a carência nas alas, o Hawks recusa receber Jarred Vanderbilt no sign-and-trade, e a franquia de Luka Doncic agora precisa de um terceiro time para fechar o negócio. Kuminga, de 23 anos, segue aberto a contratos variados.
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- Jake Fischer diz que o Hawks não aceita Vanderbilt de volta em troca por Kuminga.
- O Lakers tem só uma troca de escolha de 1ª rodada negociável, em 2032.
- Vanderbilt tem US$ 12,4 milhões garantidos para 2026-27 e valor de mercado negativo.
- Kuminga tem médias de 12,5 pontos e 4,2 rebotes em cinco temporadas na NBA.
- Se sair de Atlanta, será quase certamente via sign-and-trade, não por espaço salarial.
Duas versões para a mesma novela
A primeira notícia veio de Khobi Price, do California Post. Ele escreveu que Lakers e Kuminga têm interesse mútuo e que o Hawks, último time do ala, estaria disposto a um sign-and-trade “em torno do desenho” de Jarred Vanderbilt mais uma troca de escolha de primeira rodada em 2032 saindo de Los Angeles. No papel, um acordo quase pronto.
Aí entrou Jake Fischer, e a leitura mudou. No boletim The Stein Line, o insider afirmou que esse pacote é o que o Lakers gostaria de oferecer, não o que Atlanta aceita receber. “Fontes dizem que o Hawks quer mais do que o Lakers pode oferecer até aqui”, escreveu Fischer.
O que trava o negócio
O ponto de atrito é Vanderbilt. Segundo Fischer, Atlanta sequer considerou absorver o defensor num negócio que mande Kuminga para o outro lado. “Acredita-se que o Lakers quer enviar sua única troca de escolha de primeira rodada disponível, em 2032, junto com Jarred Vanderbilt numa proposta de sign-and-trade por Kuminga. Fontes dizem, porém, que Atlanta não cogitou aceitar Vanderbilt de volta”, detalhou o repórter.
A saída seria um cenário de múltiplos times. “Há cenários de várias equipes que o Lakers poderia buscar, jogando Vanderbilt para um time diferente do Hawks”, escreveu Fischer. Mandar o defensor para outro endereço libera Los Angeles para oferecer a Kuminga algo mais gordo do que a proposta inicial, que Fischer descreve como um contrato de dois anos e US$ 20 milhões.
Por que o Lakers quer se livrar de Vanderbilt
Vanderbilt é um defensor versátil e um bom reboteiro, o tipo de peça que ajuda numa rotação de playoffs. O problema mora no ataque. Ofensivamente ele é limitadíssimo, e carrega um salário de US$ 12,4 milhões garantidos para a temporada 2026-27. A conta é simples: para o mercado, hoje ele tem valor negativo, e faz sentido que a franquia queira transformá-lo em ativo dentro de um pacote maior.
É essa engrenagem que empaca a negociação. O Lakers precisa que alguém aceite o contrato de Vanderbilt para viabilizar uma oferta digna a Kuminga, e Atlanta não quer ser esse alguém. Sem um terceiro personagem, a matemática não fecha.
O que Kuminga entrega, e o que ainda preocupa
Kuminga é aposta clássica de talento contra maturidade. Em cinco temporadas na NBA, tem médias de 12,5 pontos e 4,2 rebotes em 22,1 minutos por jogo. É atlético, finaliza forte na transição e tem material para virar um defensor de alto nível. Aos 23 anos, é jovem o bastante para corrigir o que falta.
E o que falta? O arremesso de três é irregular, e sempre pairam dúvidas sobre foco e postura. Campeão pelo Golden State Warriors em 2022, ele foi trocado para o Hawks em fevereiro no negócio que levou Kristaps Porzingis para a Califórnia. Agora, poucos meses depois, já procura a próxima casa.
Do lado do jogador, há flexibilidade. Fischer apurou que Kuminga está aberto a estruturas de contrato abaixo do seu salário de 2025-26, de US$ 22,5 milhões, dependendo de qual cenário de sign-and-trade se concretizar entre os interessados conhecidos, Lakers e Cavaliers.
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O desenho mais provável
Fischer resume o essencial em uma frase: se Kuminga deixar Atlanta, será quase com certeza via sign-and-trade, não por espaço salarial. Ou seja, esqueça a ideia de o Lakers simplesmente assinar o ala com dinheiro de teto. O caminho passa, obrigatoriamente, por uma troca costurada, e provavelmente por um terceiro clube disposto a estacionar Vanderbilt na garagem.
Enquanto Price enxerga um acordo quase alinhavado e Fischer vê um quebra-cabeça de três lados, a verdade tende a morar no meio. O interesse é real, o diálogo com o entorno de Luka existe, mas o preço ainda não bate. Kuminga em Los Angeles depende menos de vontade e mais de um telefonema certo para um sócio disposto a entrar na dança.