O Lakers só deve contratar Jonathan Kuminga por sign-and-trade, e o plano passa por empacotar a troca de escolha de 2032 com Jarred Vanderbilt. Se conseguir despachar Vanderbilt para um terceiro time, a franquia libera uma trade exception ampliada e pode oferecer até US$ 92,5 milhões em quatro anos.
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- O Lakers quer empacotar a troca de escolha de 2032 e Vanderbilt por Kuminga.
- Atlanta não topa receber Vanderbilt de volta no negócio.
- Oferta inicial ao ala: dois anos e US$ 20 milhões.
- Com a trade exception ampliada, a proposta pode chegar a US$ 67,8 mi em três anos.
- Hard cap no primeiro apron: teto de US$ 209,015 mi até 30/06/2027.
O que Jake Fischer trouxe de novo
O interesse do Lakers em Kuminga é dos segredos mais malguardados da NBA. Na sexta-feira, Jake Fischer, do The Stein Line, colocou lupa em onde a conversa realmente está. Segundo ele, a franquia trabalha para juntar a única troca de escolha de primeira rodada negociável que sobrou, a de 2032, com o contrato de Vanderbilt em uma proposta de sign-and-trade.
O problema é do outro lado da mesa. “Fontes dizem que Atlanta não considerou receber Vanderbilt de volta em um negócio que manda Kuminga embora”, relatou Fischer. A saída seria montar um cenário com mais de dois times, empurrando Vanderbilt para uma terceira franquia. É isso que destravaria uma oferta acima dos dois anos e US$ 20 milhões que o Lakers já teria apresentado ao ala.
Fischer ainda cravou o ponto central: “A maior clareza que dá para oferecer sobre o futuro de Kuminga é que, se ele deixar Atlanta, vai ser quase certamente via sign-and-trade, não por espaço de teto”. O jogador, por sua vez, estaria aberto a estruturas de contrato abaixo do salário de US$ 22,5 milhões que recebe na temporada 2025-26, dependendo do desenho que aparecer.
Como um sign-and-trade por Kuminga funcionaria
As regras apertam o roteiro. Num sign-and-trade, o contrato de Kuminga teria de ter no mínimo três anos, sem contar opções de time ou de jogador, e só a primeira temporada precisaria ser totalmente garantida. Além disso, a operação teria de estar fechada antes do início da temporada regular. Não há folga de calendário.
O caminho curto: despachar Vanderbilt e usar o espaço de teto
Se o Lakers conseguir se livrar de Vanderbilt em uma jogada separada da chegada de Kuminga, sobrariam cerca de US$ 13,4 milhões de espaço de teto para o ala. Esse valor pagaria, no teto, um contrato de três anos e US$ 42,3 milhões ou de quatro anos e US$ 57,7 milhões. É mais do que a oferta inicial, mas ainda longe do que Kuminga naturalmente busca.
O caminho longo: a trade exception ampliada
É aqui que o negócio fica interessante. Times acima do primeiro e do segundo apron não podem receber mais salário do que mandam embora. Times abaixo do primeiro apron podem. Se o Lakers despachar contratos de US$ 6 milhões como os de Jaden Hardy ou Jake LaRavia, pode receber de volta 200% desse salário mais US$ 250 mil, o que dá US$ 12,25 milhões.
Com Vanderbilt, a conta cresce. Ao despachá-lo, o Lakers poderia receber cerca de US$ 9,1 milhões a mais em salário do que envia, algo perto de US$ 21,5 milhões. Se a franquia topar ir tão longe por Kuminga, o contrato de três anos chegaria a US$ 67,8 milhões, e o de quatro anos, a US$ 92,5 milhões. Referências salariais podem ser conferidas no Spotrac.
O teto rígido do primeiro apron manda no jogo
Toda essa engenharia esbarra num limite. Ao adquirir Walker Kessler por sign-and-trade, o Lakers ficou travado no primeiro apron, ou seja, não pode passar de US$ 209,015 milhões em folha em nenhum momento até 30 de junho de 2027. Se despachar Vanderbilt e der a Kuminga o máximo possível pela trade exception, a folha subiria para cerca de US$ 205,2 milhões depois de oficializar Austin Reaves, Collin Sexton e Kevon Looney.
Nesse cenário, o Lakers teria 14 jogadores sob contrato e ainda espaço para um contrato de mínimo de veterano (US$ 2,45 milhões), mas quase nenhuma flexibilidade de troca durante a temporada. Preenchendo a 15ª vaga com um mínimo antes do início do calendário, sobraria uma margem de apenas US$ 1,35 milhão abaixo do primeiro apron. É andar na corda bamba.
As perguntas que sobram
A franquia gastou a exceção de meio nível de espaço em Sexton, então já não tem outras exceções salariais na manga. Chegar perto do apron pode não incomodar. O que sobra são quatro perguntas práticas: para onde mandar Vando, quanto custa se livrar dele, quão perto do teto rígido o Lakers aceita chegar e quantos anos está disposto a garantir no contrato de Kuminga. A resposta a essas quatro define se o ala veste roxo e dourado ou se a novela vira mais uma que ficou no quase.