O Lakers quer Jonathan Kuminga e já colocou dinheiro na mesa: uma proposta de dois anos e US$ 20 milhões, segundo o LA Times. Depois de acertar com Kevon Looney para o garrafão, a franquia aumentou a oferta e agora caça uma ala, mas o jogador ainda avalia o melhor negócio disponível.

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Resumo rápido
  • Lakers ofereceu 2 anos e US$ 20 milhões (US$ 10 mi por ano) a Jonathan Kuminga.
  • Kuminga ganhou mais de US$ 23 milhões na última temporada.
  • Médias de 2025-26: 12,2 pontos, 5,6 rebotes e 33,3% nos três.
  • Recorde na carreira: 16,1 pontos por jogo em 2023-24 pelo Golden State.
  • Franquia aumentou a oferta inicial e segue na disputa, segundo o LA Times.

A proposta que veio a público

O número foi divulgado na terça-feira, num texto de Broderick Turner no LA Times: o Lakers estuda um contrato de dois anos e US$ 20 milhões por Kuminga. Na prática, são US$ 10 milhões por temporada, uma queda considerável para quem embolsou mais de US$ 23 milhões no último ano.

A leitura, porém, não é de mesquinhez. É de matemática. Com pouquíssimo espaço salarial disponível, a simples existência dessa oferta, e o fato de ela ter subido em relação à proposta original, mostra o tamanho do interesse da franquia. O Lakers está oferecendo o que pode, não o que gostaria.

Por que o time insiste numa ala

A necessidade é real. O elenco pede alas, e a saída de LeBron James abriu um vácuo enorme de arremessos por reivindicar. Alguém vai precisar cuidar disso, e o perfil de Kuminga encaixa na vaga: atlético, jovem e com espaço claro para crescer se ganhar minutos de protagonista.

Não é o único movimento da diretoria no garrafão e nas alas. Depois de fechar com Kevon Looney para o rodízio de pivôs, o Lakers agora mira a peça que falta no perímetro. E há uma vaga de titular sobre a mesa, o tipo de proposta que pode seduzir um jogador que quer provar seu valor.

O que Kuminga entrega em quadra

Na última temporada, dividida entre Golden State e Hawks, Kuminga fechou com 12,2 pontos e 5,6 rebotes por jogo, acertando 33,3% das bolas de três. São números medianos, mas contam só parte da história.

O teto é mais alto. Em 2023-24, pelo Golden State, ele viveu seu melhor momento ofensivo, com média de 16,1 pontos por partida, recorde pessoal. Num papel de titular, com bola na mão e liberdade para atacar, é plausível que Kuminga volte a esse patamar, ou o supere. E uma temporada de destaque em Los Angeles elevaria seu valor de mercado em toda a liga, o que também joga a favor do jogador aceitar a aposta.

A conta que Pelinka precisa fechar

Por ora, os US$ 20 milhões em dois anos não bastam para trazê-lo, e todo mundo sabe que isso faz parte do jogo. Negociação é dança. O presidente de operações de basquete, Rob Pelinka, precisa seguir vendendo sua visão e, ao mesmo tempo, tentar liberar espaço no teto salarial para chegar a um valor que Kuminga aceite assinar.

O recado do Lakers, até aqui, é de agressividade. A franquia continua muito viva na disputa, o encaixe faz sentido para os dois lados e um acordo, se sair, tende a ser bom para todo mundo. Falta o degrau final: transformar interesse em cifra. E, nesse ponto, quem move a próxima peça é Pelinka.