O Lakers reconstruiu o elenco em torno de Luka Doncic logo no primeiro dia da free agency de 2026. Sem LeBron James, que deixou a franquia após oito anos, o time fechou com o pivô Walker Kessler e os reforços Quentin Grimes, Collin Sexton e Sandro Mamukelashvili, redesenhando o quinteto para 2026-27.

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Resumo rápido
  • LeBron James deixou o Lakers após oito anos e vai assinar com outra franquia.
  • Walker Kessler chegou por sign-and-trade em contrato de quatro anos e US$ 130 milhões.
  • Grimes (US$ 60M), Mamukelashvili (US$ 52M) e Sexton (US$ 19M) assinaram na free agency.
  • Quinteto projetado: Doncic, Reaves, Grimes, Mamukelashvili e Kessler.
  • Lakers tinha a maior sobra salarial da liga, perto de US$ 52 milhões.

A decisão de LeBron que destravou o cofre

Tudo começou pela saída do camisa 23. Depois de oito temporadas em Los Angeles, LeBron avisou que assinaria com outra franquia, e a partida dele liberou a maior sobra salarial da NBA, algo perto de US$ 52 milhões. Em vez de tentar equilibrar dois astros na mesma folha, a diretoria passou a montar o time inteiro sob medida para um único pilar.

É uma inversão de lógica. Por anos o Lakers girou em torno do calendário e do desgaste físico do veterano, dosando minutos e priorizando o presente. Agora gira ao redor de um armador de 27 anos no auge, com o comando total do ataque nas mãos. A franquia trocou a lógica da janela curta pela lógica do projeto longo.

Kessler, o pivô vertical que faltava

O primeiro movimento pesado veio no garrafão. O Lakers acertou a chegada de Walker Kessler em uma troca com o Utah Jazz, um sign-and-trade que garante ao pivô um contrato de quatro anos e US$ 130 milhões, com opção de jogador na última temporada e trade kicker integral. O preço em ativos foi alto: escolhas de primeira rodada sem proteção em 2031 e 2033, mais direitos de troca de posição no draft em 2028 e 2030. O Jazz ainda abriu uma trade exception no valor de metade do primeiro salário do pivô.

Kessler entrega exatamente o perfil que Doncic vinha pedindo à diretoria: um alvo vertical para o alley-oop de um lado e um muro de proteção de aro do outro. Aos 24 anos, é um dos melhores bloqueadores da liga. O sinal de alerta é físico. Ele perdeu a temporada 2025-26 depois de ser desligado no começo de novembro por uma lesão no labrum do ombro esquerdo, e a resposta desse ombro será o primeiro teste da aposta.

O novo perímetro ao redor de Reaves

Com o garrafão resolvido, o Lakers reforçou as alas. Quentin Grimes assinou por quatro anos e US$ 60 milhões, com opção de jogador, e entra como titular projetado ao lado de Austin Reaves. Collin Sexton chegou por dois anos e US$ 19 milhões para dar volume de pontos vindo do banco. E a aposta mais curiosa é Sandro Mamukelashvili, que fechou quatro anos e US$ 52 milhões, com opção de jogador na quarta temporada, e aparece no quinteto inicial como ala-pivô de espaçamento.

O desenho é claro: cercar Doncic e Reaves de gente que corre, arremessa e finaliza o passe. Menos veteranos de nome, mais funções bem definidas. É um elenco pensado para o ritmo acelerado que o esloveno gosta de ditar, com espaçamento suficiente para abrir o garrafão que Kessler vai ocupar.

O quinteto titular projetado do Lakers para 2026-27

Com as chegadas do primeiro dia, o Lakers já tem um quinteto inicial desenhado. É um grupo mais jovem e mais atlético que o do ano passado, com funções bem separadas ao redor de Doncic:

  • Armador: Luka Doncic, o eixo do ataque e do projeto.
  • Ala-armador: Austin Reaves, o remanescente que mantém a criação secundária.
  • Ala: Quentin Grimes, defesa no perímetro e arremesso de quadra.
  • Ala-pivô: Sandro Mamukelashvili, espaçamento e leitura de jogo no garrafão.
  • Pivô: Walker Kessler, proteção de aro e alvo vertical para o alley-oop.

Quem saiu pela porta dos fundos

A reformulação teve custo humano. Além de LeBron, o Lakers perdeu três rotativos importantes no mesmo dia. Luke Kennard acertou com o Phoenix Suns. Marcus Smart, peça de defesa e vestiário, fechou com o Houston Rockets por menos do que se esperava. E Jaxson Hayes voltou ao Utah Jazz em um contrato de dois anos e US$ 12 milhões, com opção de equipe na segunda temporada. Em 24 horas, o mapa da rotação mudou por completo.

O quinteto e o que ainda falta

No papel, o Lakers abre a temporada 2026-27 com Doncic, Reaves, Grimes, Mamukelashvili e Kessler. É um time mais jovem, mais atlético e desenhado para acelerar. As dúvidas também são evidentes. A saúde do ombro de Kessler precisa responder. O garrafão fica fino atrás dele. E abrir mão da experiência de LeBron por juventude é uma aposta que só a quadra vai validar.

O que a diretoria comprou, no fim, foi identidade. Depois de anos remendando duas eras ao mesmo tempo, o Lakers escolheu um dono para o projeto e gastou US$ 52 milhões de espaço salarial para provar isso. A era Doncic não é mais um plano de bastidor. Ela ganhou elenco, número de contrato e data de estreia.