Luka Doncic fez 20 pontos ou mais no primeiro tempo em cinco jogos seguidos, sequencia que um jogador do Lakers nao fazia desde Kobe Bryant, em 2007. Nesse período, ele tem média de 43,4 pontos, e a última noite foi a vitória por 138 a 117 sobre o Heat, com 42 pontos e 13 assistências.

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Resumo rápido
5 jogos
Seguidos com 20 pontos ou mais no primeiro tempo, a primeira vez no Lakers desde Kobe, em 2007.
43,4
Pontos por jogo de Doncic nos últimos cinco jogos que disputou.
4 de 5
Jogos com 40 pontos ou mais nessa sequência.
53,2%
Aproveitamento nos arremessos de quadra no período, com 44,7% de três.
38,3
A média de pontos dele na temporada, a maior da NBA.

Os cinco jogos

A sequência começou em Salt Lake City e passou por quatro adversários diferentes. Em todos eles, Doncic chegou ao intervalo com pelo menos 20 pontos, e em quatro deles terminou a noite acima dos 40.

  • Jazz, 25/10: 52 pontos, 17 de 30 arremessos, 10 assistências.
  • Blazers, 27/10: 41 pontos e 9 assistências, na única derrota em casa.
  • Warriors, 30/10: 37 pontos, com 6 bolas de três, na virada sofrida em San Francisco.
  • Raptors, 01/11: 45 pontos, 15 rebotes e 5 roubos de bola.
  • Heat, 02/11: 42 pontos, 13 assistências e 7 rebotes.

Somados, são 217 pontos em cinco jogos. No meio da sequência, Doncic ficou fora do clássico contra o Clippers com dor nas costas, e o Lakers venceu sem ele. Na volta, a produção não caiu.

Por que o primeiro tempo importa

O dado da ESPN Research diz muito sobre o jeito como o Lakers joga. Doncic não espera o último quarto para decidir. Ele carrega o ataque desde o primeiro minuto, e o time costuma chegar ao intervalo com o jogo encaminhado. Contra o Heat, o Lakers venceu o primeiro quarto por 37 a 30 e foi para o vestiário com 79 pontos.

O lado ruim apareceu em San Francisco. O Lakers abriu 25 pontos de vantagem contra o Warriors, Doncic estava a caminho de mais uma noite gigante, e o time perdeu por 112 a 95. A lição ficou: os pontos do primeiro tempo só valem se o resto do elenco segurar o jogo quando ele descansa.

A eficiência é o que separa esta fase de uma simples onda de arremessos. Nos cinco jogos, Doncic acertou 67 de 126 arremessos de quadra, 34 de 76 bolas de três e 49 de 55 lances livres. Não é volume sem critério. É volume com aproveitamento acima de 50%.

O que os companheiros veem

Quentin Grimes resumiu a sensação de quem divide a quadra com ele. Disse à ESPN que nunca tinha jogado ao lado de alguém em que tudo o que é arremessado parece que vai cair, seja uma bola de efeito, um passo para trás de três ou uma bandeja difícil.

A defesa adversária também percebeu. O Heat dobrou a marcação em sete jogadas de corta-luz, e o Lakers pontuou em seis delas. Quando Doncic não arremessa, ele passa, e as 13 assistências contra o Miami mostram que a sequência não depende só da mão quente.

Até onde a sequência pode ir

Doncic está no caminho do segundo título de cestinha seguido, e o terceiro da carreira. Com 38,3 pontos por jogo, tem quase dez de vantagem para Giannis Antetokounmpo, o quarto da lista. Ele já tinha respondido aos erros com 52 pontos em Utah, e desde então não parou.

O próximo jogo é contra o Kings, na madrugada de quarta para quinta-feira, à 0h de Brasília, em Sacramento. O adversário ainda não venceu e sofre na defesa, o que faz do jogo uma chance real de esticar a sequência para seis. Depois, vêm Blazers e Pistons, os dois times de melhor campanha da semana.