Knicks, Spurs e Thunder lideram as listas de favoritos da NBA para 2026-27, e o Lakers aparece no grupo seguinte em todos os rankings consultados. Sem LeBron, o time de Doncic fica entre o 7º e o 11º lugar, visto como candidato e não como favorito, na mesma linha da projeção de vitórias que fizemos em setembro.
Os três de cima
Os rankings de pré-temporada divergem nos detalhes, mas concordam no topo. O Knicks, atual campeão, manteve a maior parte do elenco e aparece em primeiro no levantamento do The Big Lead. Foi ele quem bateu o Spurs na final de junho. O Spurs, que perdeu a final, é o favorito de Ricky O’Donnell, do SB Nation, pela juventude do elenco em volta de Victor Wembanyama. E o Thunder fecha o trio em todas as listas, com a dúvida de sempre: a saúde do elenco principal.
Zach Kram, da ESPN, também separa os três num nível à parte. O argumento dele é simples: foram os únicos times a vencer pelo menos um jogo nas finais de conferência da última temporada.
O pelotão de candidatos
Logo abaixo vem um grupo grande, e é nele que o Lakers está. O 76ers subiu ao quarto lugar do The Big Lead com as chegadas de LeBron James e Jaylen Brown. O Timberwolves aparece em quarto no SB Nation, com LaMelo Ball e Jonathan Kuminga ao lado de Anthony Edwards e Rudy Gobert. Nuggets, Rockets, Raptors, com Kawhi Leonard de volta, e Heat, agora com Giannis Antetokounmpo, completam a faixa.
O Lakers fica no meio desse grupo. É 9º no The Big Lead e 7º no SB Nation, que cita a chegada de Walker Kessler como a peça que mudou o elenco. Kram coloca o time no segundo nível do Oeste, o dos candidatos com algum defeito, ao lado de Nuggets, Rockets e Wolves, como mostramos no mapa do novo Oeste.
Quem ficou para trás
O fim das listas também conta uma história. No ranking do The Big Lead, os três últimos são times que desmontaram o elenco neste verão: o Clippers, depois de trocar Kawhi Leonard e levar a maior punição da história da liga, o Bucks, que negociou Giannis com o Heat, e o Grizzlies, que mandou Ja Morant para o Blazers. São três rivais a menos na briga, dois deles no Oeste.
O que pesa contra
A avaliação mais dura veio de dentro da liga. Num levantamento publicado pela Heavy em agosto, com técnicos e olheiros de outros times, o Lakers ficou em 11º. Um técnico do Oeste resumiu as dúvidas: “Eles vão pontuar e vão ser divertidos de ver, mas falta tamanho e rebote, e estão pedindo demais ao Kessler. Têm buracos demais. Vejo como um time de 46, 47 vitórias.”
O diagnóstico conversa com o que o camp mostrou até aqui. Redick montou a defesa para empurrar o ataque adversário em direção a Kessler, e o banco de pivôs ainda está em teste, com Kevon Looney e Sandro Mamukelashvili dividindo a reserva. Se o pivô titular se machucar, o desenho inteiro precisa ser refeito.
O que pesa a favor
Do outro lado, há um argumento que quase todos os rankings repetem: o Lakers perdeu LeBron e, mesmo assim, melhorou o elenco. O The Big Lead chamou isso de algo “inédito”. Doncic chega saudável depois de uma temporada em que foi o cestinha da liga, com 33,5 pontos por jogo, Austin Reaves está no auge e a reformulação trouxe defensores que o time não tinha, como Matisse Thybulle e Ziaire Williams.
Entre o 7º e o 11º lugar, o Lakers está exatamente onde a própria franquia se colocou: fora do grupo dos favoritos, mas perto o bastante para incomodar. A pré-temporada começa na segunda-feira, contra o Kings, e a estreia que vale é em 21 de outubro, contra o Warriors. A partir dali, os rankings passam a ser feitos com resultado, e não com projeção.