Jovan Buha calcula em 65% a chance de o Lakers fazer uma troca nesta temporada e diz que ficar parado com Luka Doncic no auge seria um erro grave. O jornalista aponta o garrafão atrás de Walker Kessler como o maior buraco do elenco, tema que ele já tinha levantado ao falar de Brook Lopez.
O que Buha disse sobre a troca
A estimativa saiu no Buha’s Block, o podcast do jornalista que acompanha o Lakers de perto há anos. Buha foi direto: com o time em 7-2, segundo no Oeste e com Doncic na melhor fase da carreira, não mexer no elenco seria desperdiçar a janela.
“Ter o Luka no auge, talvez na melhor temporada da carreira, e não consertar alguns buracos do elenco seria um erro. Se essa é a melhor chance, você tem que ir com tudo. Eu diria que a chance de uma troca é de 65% agora.”
Jovan Buha, no podcast Buha’s Block
O número não é informação de bastidor sobre uma negociação em andamento. É a leitura de quem cobre o time diariamente, e o próprio Buha disse que a porcentagem tende a subir à medida que a comissão técnica entender melhor o que falta. A fala foi transcrita pela Fadeaway World, em texto de Vishwesha Kumar, e repercutida pela BasketNews.
O buraco atrás de Kessler
Walker Kessler foi titular nos nove jogos e é um dos motivos do bom começo, com mais de 14 pontos e 10 rebotes por partida. O problema é o que acontece quando ele sai. Contra o Kings, na quarta, ele foi eliminado por faltas, com 15 pontos em 29 minutos, e Redick não tinha um pivô de ofício para colocar no lugar.
Kevon Looney, contratado para ser o reserva imediato, quase não joga e não saiu do banco em Sacramento. Segundo a Bleacher Report, ele já foi passado para trás por Jarred Vanderbilt, que é ala de origem. Para Buha, Looney “não é jogável” neste momento, e só segue no elenco pelo peso no vestiário e pela experiência de campeão.
O retrato coletivo ajuda a entender a pressa. Pelos números citados pela Fadeaway World, o Lakers tem o melhor ataque da NBA, mas aparece entre os piores da liga em rebotes, outra conta que passa pelo garrafão.
Quem sairia para abrir espaço
Buha apontou os três últimos nomes do elenco como os candidatos a dar lugar a um reforço: Looney, Bronny James e Jaden Hardy. Na leitura dele, Looney tem a seu favor a experiência, desde que siga só como peça de vestiário. Hardy é o mais provável de ser usado como moeda de troca. E Bronny, que tem um dos menores salários do grupo, seria o caminho mais simples se o Lakers precisar de uma vaga sem negociar.
O jornalista também falou em mudar as vagas de contrato de duas vias, que ligam o jogador ao time principal e à G League. A ideia é trazer um pivô que possa jogar de imediato, mesmo que seja uma solução provisória até o prazo de trocas.
Dwight Powell como remendo
O nome que Buha citou para essa solução de curto prazo foi Dwight Powell, ex-companheiro de Doncic no Mavericks. Ele usou a palavra “curativo” para descrever o papel: alguém para segurar a reserva de Kessler enquanto o Lakers procura um pivô de verdade no mercado. O caminho de Powell até o Lakers já estava aberto desde a dispensa dele em Dallas.
“Tem que acontecer logo. O que eles decidirem, alguma coisa tem que acontecer logo, porque não dá para seguir jogando com essa rotação”, disse Buha. O calendário ajuda a entender o tom: os jogadores contratados nas férias só podem ser trocados a partir de 15 de dezembro, e o prazo final de trocas é 11 de fevereiro. Até lá, a reserva de Kessler é a pergunta que o Lakers vai ter de responder a cada jogo em que ele se enrolar com as faltas.