Brook Lopez virou nome forte para a reserva de Walker Kessler depois de quase estragar a noite do Lakers na sexta. Jovan Buha, setorista do time no The Athletic, disse que o pivô do Clippers é muito melhor que Kevon Looney e um dos reservas mais fáceis de conseguir. Não há negociação em andamento.
O que Buha disse depois do clássico
A fala veio na transmissão que Buha fez no YouTube logo depois da vitória por 125 a 117 sobre o Clippers. Ao comentar a atuação de Looney, que ficou cinco minutos em quadra e saiu com saldo de -9, o setorista lembrou que tinha acabado de montar um ranking dos reservas de garrafão da liga. Pôs Looney em 30º, o último, e Lopez em algum lugar perto do 20º. Depois da sexta, disse que teria de rever a posição do pivô do Clippers.
Para Buha, a distância entre os dois ficou evidente no jogo. Looney foi “atropelado” por Lopez, que também fez cestas sobre Kessler, e o setorista afirmou que, se houver qualquer jeito de trazer Lopez, seria um salto em relação ao que o Lakers tem hoje, mesmo com a idade e a falta de velocidade do pivô.
“Ele é simplesmente melhor que o Looney. O Looney provavelmente faz o bloqueio e pega rebote melhor, mas o Lopez é melhor em quase todo o resto. E ele talvez seja um dos reservas mais fáceis de conseguir.”
Jovan Buha, setorista do Lakers no The Athletic, em transmissão no YouTube
O argumento de Buha é de mercado. Muitos dos bons reservas da liga assinaram contratos recentes ou têm valor alto para os próprios times, e poucos nomes reúnem as três condições: ser melhor que Looney, preencher parte do que o Lakers procura e estar ao alcance. Lopez, segundo ele, é um desses poucos. “Não seria a minha primeira escolha, mas, se chegasse a isso, eu ficaria com ele sem pensar duas vezes”, resumiu.
O que Lopez não resolve
O próprio Buha fez a ressalva. Lopez não é o pivô de ponte aérea, que corre para a cesta depois do bloqueio, o perfil que o Lakers montou em volta de Luka Doncic e Austin Reaves. É um jogador de arremesso de fora depois do bloqueio e de jogo de costas para a cesta, como mostrou na sexta, quando acertou as duas bolas de três que tentou.
O outro limite pesa mais neste momento. Lopez nunca foi bom reboteiro, apesar do tamanho, e o rebote é o problema que a vitória em Utah expôs: o Jazz pegou 51 rebotes contra 30 no domingo. Na defesa, porém, Buha lembra que Lopez continua protegendo o aro, esteve na briga pelo prêmio de melhor defensor no começo da década e poderia fazer o papel defensivo de Looney em uma marcação recuada, perto da cesta.
Quando descreveu o reserva ideal, Buha citou outro perfil: algo como uma versão melhorada de Jericho Sims, do Bucks, atlético, forte e capaz de receber a ponte aérea. Sims, porém, jogou só dois minutos na temporada.
Como está o garrafão do Lakers
Kessler é o titular indiscutível e jogou 30, 35 e 28 minutos nos três primeiros jogos. Atrás dele, JJ Redick tem usado mais Sandro Mamukelashvili, com 67 minutos no total, do que Looney, que somou 25 e perdeu espaço a cada rodada. Contra o Jazz, com Kessler pendurado com quatro faltas, Looney ficou de novo só cinco minutos em quadra. Jarred Vanderbilt ainda não entrou.
Mamukelashvili dá ao ataque o arremesso de fora, mas tem 2,06 m e sofre contra pivôs pesados. É por isso que a vaga de reserva de Kessler virou parte da discussão sobre o banco, que ainda produz bem menos que os titulares.
Por que a troca não é simples
Lopez é peça importante do Clippers neste começo. Com Brandon Ingram, Bradley Beal, Jordan Miller e Max Strus machucados, ele tem 18 pontos por jogo em três partidas, com 20 acertos em 31 arremessos e 6 em 11 nas bolas de três. O rival tem uma vitória e duas derrotas e não costuma facilitar a vida do vizinho.
Há também a história recente. Em 2025, quando ficou livre no mercado, Lopez preferiu o Clippers ao Lakers. O contrato de dois anos termina no fim desta temporada, o que deixa o salário de US$ 9,1 milhões mais fácil de encaixar em uma troca. Para chegar a esse valor, porém, o Lakers teria de mandar contratos equivalentes, e parte dos jogadores que assinaram no verão só pode ser negociada a partir de 15 de dezembro.
O reencontro de quarta
Lopez e Kessler voltam a se encontrar nesta quarta, às 23h30, no Intuit Dome, no segundo clássico de Los Angeles em cinco dias. Antes, o Lakers recebe o Blazers na terça, na Crypto Arena, e chega ao jogo com o Clippers sem descanso.
Para Redick, a dúvida é imediata: quem segura o garrafão nos minutos em que Kessler descansa. Se Looney voltar a sofrer contra Lopez, a conversa que Buha levantou na sexta vai ganhar força nos próximos dias.