Austin Reaves e Walker Kessler gostaram do que viram de Collin Sexton na estreia pelo Lakers contra o Clippers, e os dois falaram mais da energia do armador do que dos 5 pontos. Para Reaves, ele é um carrapato no melhor sentido. Para Kessler, a vibração dele contagia o time. No domingo, os três encaram o Jazz.
O que Reaves viu
Depois da vitória por 125 a 117, Reaves foi perguntado sobre o novo companheiro. Sexton tinha perdido a pré-temporada e a estreia contra o Warriors com um problema na panturrilha, e entrou na sexta com limite de 16 minutos. Segundo o Lakers Nation, o camisa 15 não falou de números. Falou de atitude.
“Ele é um carrapato. Ele alimenta toda a energia. Adora fazer as pequenas coisas e joga do jeito certo.”
Austin Reaves, sobre Collin Sexton
Reaves também lembrou que a estreia foi só o começo. Um jogador que passou semanas parado precisa de tempo para recuperar o ritmo, e ele acredita que o Sexton de verdade ainda não apareceu. “Ele só vai ficar mais confortável a cada minuto que jogar”, disse.
O elogio tem peso porque vem de quem divide a bola com ele. Reaves é o principal criador do time ao lado de Luka Doncic, e Sexton chegou justamente para dar descanso aos dois e liderar a segunda unidade. Para o encaixe funcionar, é preciso confiança, e o primeiro sinal foi bom.
O que Kessler viu
Kessler conhece Sexton melhor do que ninguém no elenco. Os dois dividiram o vestiário do Jazz por três temporadas e, no verão, voltaram a jogar juntos em rachas em Atlanta, antes mesmo de se apresentarem ao Lakers. Para ele, nada do que viu na sexta foi novidade.
“Ele está em todo lugar, gritando, cerrando o punho. Esse tipo de coisa é contagiante.”
Walker Kessler, sobre Collin Sexton
A parceria apareceu em quadra logo no começo do segundo quarto. Sexton atraiu a marcação e deixou Kessler livre para enterrar, a primeira assistência dele com a camisa do Lakers. Foi o tipo de jogada que os dois repetiram por anos em Salt Lake City.
Os lances que explicam os elogios
Na estatística, a noite de Sexton foi modesta: 5 pontos, 2 de 6 nos arremessos, 2 assistências e saldo de -9. O play-by-play da ESPN conta outra história. Ele mexeu no jogo sempre que entrou, principalmente na defesa, e os três roubos de bola vieram em momentos em que o Lakers precisava de uma faísca.
O saldo negativo tem explicação. Na primeira passagem pela quadra, entre o fim do primeiro quarto e o começo do segundo, o Clippers fez 24 pontos contra 17 do Lakers, com a segunda unidade ainda se acertando. Na segunda, do fim do terceiro quarto até a metade do último, o placar ficou praticamente equilibrado, e foi ali que ele mais apareceu.
O lance do último quarto resume o que Reaves e Kessler quiseram dizer. Com o Lakers 11 pontos à frente, Sexton tirou a bola de Brook Lopez e, na posse seguinte, acertou a primeira cesta dele pelo time, uma bola de três de longe. Pouco depois, atacou a cesta e fez a bandeja que abriu 13 pontos. O que ele mostrou na estreia está em detalhe aqui no site.
O reencontro com o Jazz
Sexton chegou ao Lakers em julho, por dois anos e US$ 19 milhões, e disse que veio pela chance de ganhar, algo que ainda não teve em oito temporadas de NBA, sem nenhum jogo de playoff na carreira. A primeira impressão no vestiário já é a de alguém que sabe o tamanho dessa chance.
O próximo jogo tem sabor especial. No domingo, às 18h, o Lakers visita o Jazz, em Salt Lake City, e Sexton e Kessler voltam à arena onde jogaram juntos. O limite de minutos do armador deve aumentar aos poucos, e a energia que impressionou os companheiros vai encarar uma torcida contra. Se depender de Reaves, ela só tende a crescer.