Depois do jogo contra o Clippers, JJ Redick explicou por que o Lakers apostou alto em Walker Kessler na offseason: o impacto na defesa, a idade e o encaixe ao lado de Luka Doncic e Austin Reaves. Dois jogos depois, o pivô de 25 anos responde em quadra ao que a diretoria pagou caro para ter.

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Resumo rápido
Defesa e encaixe
Os dois motivos que JJ Redick deu para o Lakers ter ido com tanta força atrás de Walker Kessler.
Pivô de primeira
O que Luka Doncic pediu à diretoria para jogar ao lado dele, segundo a ESPN.
2 escolhas
As escolhas de primeira rodada sem proteção que o Lakers mandou ao Jazz, além de duas trocas de posição no draft.
US$ 130 mi
O contrato de quatro anos que Kessler assinou depois da troca.

O que Redick disse

Na entrevista depois do clássico, Redick elogiou o impacto defensivo de Kessler e o encaixe dele com os dois armadores, e disse que foi exatamente por isso que o Lakers o perseguiu com tanta força no verão, segundo o Basketnews. O técnico também citou a idade como um dos motivos, e disse que o encaixe com as duas estrelas tem funcionado muito bem.

Não era a primeira vez que ele falava assim. Em setembro, antes da pré-temporada, Redick já tinha explicado o papel que imaginava para o pivô.

“Eu acho que o Walker é o encaixe perfeito para o Luka e para o AR. Em termos de proteção de aro e de ser realmente uma âncora para a nossa defesa, é uma área em que a gente sofreu.”

JJ Redick, em setembro de 2026

E completou: “A gente olha para ele como alguém que queremos perto da cesta, protegendo o aro. Ele foi um excelente reboteiro durante toda a carreira, no ataque e na defesa”. Às vésperas da estreia, foi além, ao dizer à ESPN que Kessler tem potencial para ser um dos melhores protetores de aro da NBA.

O pedido de Doncic

A contratação também atendeu a um pedido do dono do time em quadra. Segundo Dave McMenamin, da ESPN, Doncic passou à diretoria uma lista do que queria no elenco, e um dos itens era um pivô de primeira linha para jogar ao lado dele. No training camp, em setembro, o esloveno disse que queria muito Kessler em Los Angeles.

O Lakers foi buscar. E pagou o preço de quem quer muito.

Quanto custou trazer Kessler
Para o Jazz
Escolhas de primeira rodada de 2031 e 2033, sem proteção, e trocas de posição no draft em 2028 e 2030.
Contrato
Quatro anos e US$ 130 milhões, assinados em julho.
O risco
Kessler vinha de só cinco jogos em 2025-26, depois de uma cirurgia no ombro esquerdo.
O retorno
48 pontos, 17 rebotes e 8 tocos em dois jogos, com 84,6% nos arremessos.

O currículo justificava a pressa. Na última temporada completa pelo Jazz, em 2024-25, Kessler foi titular em 58 jogos e teve médias de 11,1 pontos, 12,2 rebotes e 2,4 tocos, acertando 66,3% dos arremessos. Já no ano de calouro tinha terminado em terceiro na votação de calouro do ano. É o perfil que faltava ao Lakers desde a saída de Anthony Davis: um pivô que muda a defesa sozinho e não precisa da bola para ser útil.

O risco que preocupava

A aposta tinha um ponto de interrogação claro. Kessler jogou só cinco partidas pelo Jazz em 2025-26, antes de uma ruptura no lábio do ombro esquerdo que exigiu cirurgia. Um olheiro do Oeste resumiu a dúvida ao The Athletic, às vésperas da estreia: “A temporada deles depende do Walker Kessler. Primeiro, ele precisa estar saudável. Segundo, precisa ser bom”.

Por enquanto, as duas condições estão cumpridas. Na estreia, Kessler acertou os 12 arremessos que tentou e fez 26 pontos, o que rendeu a Shaq a frase de que ele é o melhor pivô da NBA. Contra o Clippers, foram 22 pontos, 8 rebotes, 6 tocos e 3 roubos, e um terceiro quarto em que ele esteve em todo lugar, nas palavras do técnico.

O que vem pela frente

Dois jogos são pouco para fechar a conta de uma troca que custou duas escolhas de primeira rodada. Mas a amostra já explica a lógica do Lakers: com Doncic e Reaves criando, o time precisava de alguém que terminasse as jogadas perto do aro e protegesse a cesta do outro lado. Kessler faz as duas coisas, e ainda tem 25 anos, idade para crescer junto com a dupla.

O teste de domingo tem um sabor especial. O Lakers visita o Jazz em Salt Lake City, às 18h, e Kessler reencontra o time que o trocou. Do outro lado, o Jazz vai ver de perto o que abriu mão de ter. Do lado do Lakers, a torcida espera que a aposta continue rendendo, longe de casa pela primeira vez.