Depois do jogo contra o Clippers, JJ Redick explicou por que o Lakers apostou alto em Walker Kessler na offseason: o impacto na defesa, a idade e o encaixe ao lado de Luka Doncic e Austin Reaves. Dois jogos depois, o pivô de 25 anos responde em quadra ao que a diretoria pagou caro para ter.
O que Redick disse
Na entrevista depois do clássico, Redick elogiou o impacto defensivo de Kessler e o encaixe dele com os dois armadores, e disse que foi exatamente por isso que o Lakers o perseguiu com tanta força no verão, segundo o Basketnews. O técnico também citou a idade como um dos motivos, e disse que o encaixe com as duas estrelas tem funcionado muito bem.
Não era a primeira vez que ele falava assim. Em setembro, antes da pré-temporada, Redick já tinha explicado o papel que imaginava para o pivô.
“Eu acho que o Walker é o encaixe perfeito para o Luka e para o AR. Em termos de proteção de aro e de ser realmente uma âncora para a nossa defesa, é uma área em que a gente sofreu.”
JJ Redick, em setembro de 2026
E completou: “A gente olha para ele como alguém que queremos perto da cesta, protegendo o aro. Ele foi um excelente reboteiro durante toda a carreira, no ataque e na defesa”. Às vésperas da estreia, foi além, ao dizer à ESPN que Kessler tem potencial para ser um dos melhores protetores de aro da NBA.
O pedido de Doncic
A contratação também atendeu a um pedido do dono do time em quadra. Segundo Dave McMenamin, da ESPN, Doncic passou à diretoria uma lista do que queria no elenco, e um dos itens era um pivô de primeira linha para jogar ao lado dele. No training camp, em setembro, o esloveno disse que queria muito Kessler em Los Angeles.
O Lakers foi buscar. E pagou o preço de quem quer muito.
O currículo justificava a pressa. Na última temporada completa pelo Jazz, em 2024-25, Kessler foi titular em 58 jogos e teve médias de 11,1 pontos, 12,2 rebotes e 2,4 tocos, acertando 66,3% dos arremessos. Já no ano de calouro tinha terminado em terceiro na votação de calouro do ano. É o perfil que faltava ao Lakers desde a saída de Anthony Davis: um pivô que muda a defesa sozinho e não precisa da bola para ser útil.
O risco que preocupava
A aposta tinha um ponto de interrogação claro. Kessler jogou só cinco partidas pelo Jazz em 2025-26, antes de uma ruptura no lábio do ombro esquerdo que exigiu cirurgia. Um olheiro do Oeste resumiu a dúvida ao The Athletic, às vésperas da estreia: “A temporada deles depende do Walker Kessler. Primeiro, ele precisa estar saudável. Segundo, precisa ser bom”.
Por enquanto, as duas condições estão cumpridas. Na estreia, Kessler acertou os 12 arremessos que tentou e fez 26 pontos, o que rendeu a Shaq a frase de que ele é o melhor pivô da NBA. Contra o Clippers, foram 22 pontos, 8 rebotes, 6 tocos e 3 roubos, e um terceiro quarto em que ele esteve em todo lugar, nas palavras do técnico.
O que vem pela frente
Dois jogos são pouco para fechar a conta de uma troca que custou duas escolhas de primeira rodada. Mas a amostra já explica a lógica do Lakers: com Doncic e Reaves criando, o time precisava de alguém que terminasse as jogadas perto do aro e protegesse a cesta do outro lado. Kessler faz as duas coisas, e ainda tem 25 anos, idade para crescer junto com a dupla.
O teste de domingo tem um sabor especial. O Lakers visita o Jazz em Salt Lake City, às 18h, e Kessler reencontra o time que o trocou. Do outro lado, o Jazz vai ver de perto o que abriu mão de ter. Do lado do Lakers, a torcida espera que a aposta continue rendendo, longe de casa pela primeira vez.